Oi tem prejuízo líquido de R$ 3,359 bilhões no 4º trimestre, 65,7% maior em 1 ano
Prejuízo no trimestre veio 5,5 maior que projeção de analistas. No acumulado de 2018, a empresa acumulou lucro líquido de R$ 24,591 bilhões

A Oi, em recuperação judicial, registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 3,359 bilhões no quarto trimestre de 2018, montante 65,7% maior do que no mesmo período de 2017, quando as perdas foram de R$ 2,027 bilhões. O resultado líquido permaneceu no vermelho devido à queda no faturamento e ao impairment (baixa contábil) de ativos.
O prejuízo no 4º trimestre veio bem acima das expectativas de analistas do mercado de telecomunicações. O montante é 5,5 vezes maior que a média das projeções de analistas de quatro bancos (Bradesco BBI, Credit Suisse, Itaú BBA e Santander) que tiveram estimativas coletadas pelo Prévias Broadcast, que apontava para R$ 609 milhões.
Já no acumulado de 2018, a Oi apurou lucro líquido de R$ 24,591 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 6,365 bilhões visto em 2017. A companhia conseguiu fechar o ano com lucro porque no começo de 2018 apurou um ganho de R$ 30,5 bilhões em decorrência do corte e da reestruturação da sua dívida, conforme aprovado por credores no plano de recuperação judicial.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de rotina no quarto trimestre foi de R$ 1,257 bilhão, recuo de 3,2%. No acumulado do ano, o Ebitda de rotina totalizou R$ 5,851 bilhões, queda de 6,3%.
A receita líquida no trimestre chegou a R$ 5,365 bilhões, encolhimento de 7,9%, e no ano foi de R$ 22,060 bilhões, baixa de 7,3%.
Os investimentos (capex) no trimestre somaram R$ 2,091 bilhões, alta de 13,6%, e no ano alcançaram R$ 6,112 bilhões, crescimento de 7,5%, refletindo a continuidade da aceleração dos aportes previstos no plano de recuperação judicial, com foco na expansão das redes de banda larga de alta velocidade (FTTH) e aumento da cobertura móvel 4G e 4,5G.
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A Oi encerrou 2018 com dívida líquida de R$ 11,826 bilhões, um corte de 75,2% em comparação com o fim de 2017, e R$ 4,624 bilhões em caixa, diminuição de 33,9%.
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