🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Mercados hoje

Montanha-russa: Ibovespa ensaia melhora com Fed, mas Previdência dos militares derruba índice

A postura do Federal Reserve trouxe alívio às negociações no meio da tarde, mas a tensão em relação à previdência dos militares pesou sobre o índice na reta final do pregão

Victor Aguiar
Victor Aguiar
20 de março de 2019
10:22 - atualizado às 11:06
Selo marca a cobertura de mercados do Seu Dinheiro para o fechamento da Bolsa
Selo marca a cobertura de mercados do Seu Dinheiro para o fechamento da Bolsa - Imagem: Seu Dinheiro

Para quem gosta de reviravoltas, o Ibovespa foi um prato cheio nesta quarta-feira. E não à toa: o noticiário carregado, trazendo elementos ora favoráveis, ora desfavoráveis, fez com que o índice mostrasse fortes oscilações, especialmente na reta final do pregão. E o saldo, ao fim do dia, foi negativo, com o principal índice da bolsa brasileira fechando em queda de 1,55%, aos 98.041,38 pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fica mais fácil dividir o dia em três atos. No primeiro, a cautela antes da reunião de política monetária do Federal Reserve fez o Ibovespa e as bolsas americanas assumirem um tom negativo. No segundo, o alívio após o Fed sinalizar que não pretende subir os juros do país em 2019 deu força às negociações — o Ibovespa chegou a tocar o terreno positivo, e os mercados americanos viraram para alta. No terceiro, as dúvidas referentes à reforma da Previdência e ao projeto para os militares trouxeram nova onda de preocupação, derrubando o índice.

E por que a proposta dos militares influenciou negativamente a bolsa?

O projeto entregue pelo governo prevê uma economia líquida de R$ 10,45 bilhões em 10 anos com toda a reestruturação da carreira. Nessa conta, o governo espera economizar R$ 97,3 bilhões com as mudanças nas aposentadorias, mas deverá gastar R$ 86,85 bilhões com a reestruturação da carreira, que incluiria reajustes com benefícios e salários.

Analistas e operadores apontam que a cifra de R$ 10,45 bilhões frustrou as expectativas. Além disso, o tom assumido pelo presidente Jair Bolsonaro ao entregar a proposta ao Congresso também foi alvo de críticas, em especial a declaração de que os militares já passaram por uma reforma previdenciária mais dura do que a que tramita atualmente no Parlamento para os trabalhadores civis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A bolsa já estava esticada e, hoje, com a entrega da proposta e as declarações dos membros do governo, ficou um clima de falta de entendimento", diz um operador. A opinião é compartilhada por um analista que prefere não ser identificado, que se resumiu a dizer que "o mercado esperava algo bem mais robusto".

Leia Também

As informações referentes à reforma dos militares, reveladas nos últimos minutos do pregão, trouxeram uma dose redobrada de cautela ao Ibovespa: por volta de 16h30, o índice chegou a cair aos 97.980,93 pontos (-1,61%), na pior cotação do dia. Nos minutos seguintes, tentou alguma recuperação, mas acabou fechando perto das mínimas intradiárias — os resultados da pesquisa Ibope mostrando que a popularidade do governo Bolsonaro caiu 15 pontos em dois meses também foram citados como fator extra de preocupação.

Esse tom negativo contrasta com o que era visto por volta das 16h, quando o Ibovespa aparecia na faixa dos 99 mil pontos. Essa calmaria do meio da tarde estava relacionada ao exterior: o tom paciente do Fed trouxe alívio aos mercados, especialmente os emergentes, que temiam que uma postura mais agressiva da autoridade americana gerasse um "aspirador de liquidez".

O efeito Fed foi mais duradouro nos mercados de câmbio e juros. O dólar à vista fechou em queda de 0,57%, aos R$ 3,7676. No mercado de juros, os DIs longos tiveram forte ajuste negativo: as curvas com vencimento em janeiro de 2025 recuaram de 8,52% para 8,46% e os DIs para janeiro de 2023 tiveram queda de 7,962% para 7,86%. Entre as curvas curtas, os DIs para janeiro de 2020 tiveram baixa de 6,36% para 6,325%, e os para janeiro de 2021 caíram de 6,901% para 6,85%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Essa montanha-russa foi pela soma do Fed dovish e por um receio em relação a parte da reforma dos militares", resume Álvaro Frasson, analista da Necton.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones fechou em queda de 0,55%, o S&P teve perda de 0,29% e o Nasdaq subiu 0,06% — as bolsas americanas também perderam força na reta final do pregão, após a euforia inicial com o Fed. Na Europa, o índice Stoxx 600 teve queda de 0,9%.

Minério em queda afeta Vale e siderúrgicas

As ações ON da Vale fecharam em queda de 2,58% e pressionaram o Ibovespa, assim como os papéis PN da Gerdau (-1,45%) e PNA da Usiminas (-1,83%). Considerando as incertezas locais e a perda de 3,36% no preço do minério de ferro na China, o mercado aproveitou para realizar parte dos ganhos recentes nesses papéis. CSN ON, por sua vez, conseguiu sustentar alta de 1,4%.

No acumulado da semana, contudo, esses segmentos ainda têm altas expressivas, com destaque para CSN ON, que sobe mais de 20%, e Usiminas PNA, com ganho de 11,7% — Vale ON sobe 7% desde segunda-feira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Petrobras sobe com petróleo

Já as ações da Petrobras tiveram desempenho misto: enquanto Petrobras ON, teve alta de  0,61%, Petrobras PN recuou 0,79%. Os ganhos das ações ordinárias, mais negociadas pelos investidores estrangeiros, parecem estar relacionados à alta de 1,59% do petróleo WTI. Já os papéis PN sofreram com maior intensidade as oscilações de humor do mercado local.

Bancos seguem em queda

O tom de maior cautela afetou negativamente as ações do setor bancário, que, em geral, assumiram um papel secundário no rali que levou o Ibovespa aos 100 mil pontos. As ações PN do Bradesco caíra 2,71%, as ON do Banco do Brasil recuaram 12,24% e as PN do Itaú Unibanco tiveram perda de 2,25%.

 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MERCADOS

Foguete não tem ré: Ibovespa quebra novo recorde histórico e supera os 177 mil pontos. Entenda o que impulsiona o índice

22 de janeiro de 2026 - 14:49

Em meio a transferências globais de capital, o principal índice da B3 renovou máximas históricas puxado pelo fluxo estrangeiro, dólar em queda e expectativa de juros mais baixos nos EUA

ONDE INVESTIR 2026

FIIs de tijolo serão os destaques de 2026, mas fiagros demandam cautela; veja os melhores fundos imobiliários para investir neste ano

22 de janeiro de 2026 - 13:00

Em evento do Seu Dinheiro, especialistas da Empiricus e da Vinci falam das oportunidades para o setor em 2026 e recomendam fundos promissores

ONDE INVESTIR EM 2026

Nubank (ROXO34), Localiza (RENT3) e mais: as 10 ações para investir em 2026, com cortes na Selic e eleições à vista

21 de janeiro de 2026 - 18:00

Em painel do evento Onde Investir em 2026, do Seu Dinheiro, grandes nomes do mercado analisam os cenários para o Ibovespa em 2026 e apontam as ações que podem se destacar mesmo em um ano marcado por eleições

MERCADOS HOJE

Ibovespa bate os 171 mil pontos pela primeira vez: o que está por trás da disparada do índice?

21 de janeiro de 2026 - 14:04

Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores

DE MALAS PRONTAS

PicPay, fintech da J&F, dos irmãos Batista, busca levantar mais de R$ 2,34 bilhões em IPO nos EUA

20 de janeiro de 2026 - 12:29

O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA

MEXENDO NA CARTEIRA

XP Malls (XPML11) vai às compras? FII de shoppings mira captação de R$ 400 milhões com emissão de cotas, com espaço para buscar ainda mais

20 de janeiro de 2026 - 11:46

A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e será realizada sob o regime de melhores esforços

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Sabesp (SBSP3): mercado projeta destruição bilionária de valor, mas JP Morgan vê exagero e mostra ‘saídas’ para a empresa

19 de janeiro de 2026 - 10:38

Após cair mais de 6% em cinco pregões com o temor de escassez hídrica, as ações da Sabesp passaram a embutir um cenário extremo de perdas, mas para o JP Morgan o mercado ignora a proteção do modelo regulatório

REPORTAGEM ESPECIAL

A Selic vai cair — mas isso resolve o drama das empresas mais endividadas da bolsa? Gestores não compram essa tese 

19 de janeiro de 2026 - 6:09

Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico

ESTRATÉGIA EM FOCO

Fundo TVRI11 vende agência do Banco do Brasil (BBAS3) por R$ 13 milhões; veja lucro por cota para os acionistas

16 de janeiro de 2026 - 11:42

De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Uma surpresa e um ‘soluço’: de Direcional (DIRR3) a Cyrela (CYRE3), quem se destacou na nova leva de prévias operacionais?

16 de janeiro de 2026 - 11:05

Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam

PERSPECTIVAS EM 2026

FIIs em ano eleitoral: o que esperar de tijolo, papel e outros segmentos, segundo o BTG Pactual

15 de janeiro de 2026 - 16:51

As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira

HORA DE COMPRAR?

Movida (MOVI3) dá spoiler dos resultados do quarto trimestre e ações pisam no acelerador; veja o que agradou

15 de janeiro de 2026 - 15:53

Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa

ÚLTIMA CHAMADA?

A Selic vai cair e ficar parado no CDI pode custar caro. Veja as apostas do BTG e do Santander para ações, renda fixa, crédito e FIIs em 2026

14 de janeiro de 2026 - 19:04

Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias

ENTENDA

Lojas Renner: combo de dividendos e despesas ‘na rédea’ fazem Citi elevar recomendação para LREN3 para compra

14 de janeiro de 2026 - 12:40

Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas

MAIOR ALTA DO IBOVESPA

MRV (MRVE3): caixa volta a respirar na prévia operacional do 4T25 e BTG vê mais sinais positivos do que negativos. Hora de comprar?

14 de janeiro de 2026 - 10:52

No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia

BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar