O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Os mercados brasileiros tiveram um dia positivo, mostrando otimismo com o relatório da reforma da Previdência. O Ibovespa fechou em alta e o dólar recuou
Um assunto concentrou as atenções dos mercados brasileiros nesta quinta-feira (13): o texto do relator da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, Samuel Moreira. A expectativa quanto ao teor do documento — e, consequentemente, a economia a ser gerada — era grande. E os agentes financeiros gostaram do que viram.
Desde a manhã, notícias já davam conta de que o relatório implicaria em economias de mais de R$ 900 milhões em dez anos, o que trouxe tranquilidade às negociações por aqui. Durante a tarde, tanto o Ibovespa quanto o dólar à vista perderam força, mas ainda terminaram o dia com saldo positivo.
O principal índice da bolsa brasileira chegou a subir 1,31% na máxima do dia, batendo os 99.364,48 pontos, mas, ao fim do pregão, registrou alta de 0,46%, aos 98.773,70 pontos. O dólar à vista passou por movimento semelhante: terminou em queda de 0,31%, a R$ 3,8549, após tocar os R$ 3,8352 (-0,82%) na mínima.
A expectativa era particularmente grande porque diversos boatos corriam entre as mesas de operação. Dois agentes do mercado financeiro me disseram ontem que esses rumores apontavam que, após as alterações promovidas pelo relator, a revisão das regras da aposentadoria gerariam economias de cerca de R$ 800 bilhões em dez anos.
Só que, com os sinais de que a cifra oficial ficaria acima desse número, o mercado se animou. No meio da tarde, após concluir a leitura do parecer na comissão especial, o próprio Moreira foi ao Twitter para afirmar que a economia previsa é de R$ 1,13 trilhão.
Esse montante, segundo o relator, é composto por R$ 913,4 bilhões em dez anos, mais cerca de R$ 217 bilhões com o fim de repasse da arrecadação do PIS/Pasep destinada ao BNDES. Um economista me disse que, em linhas gerais, o conteúdo do texto agradou o mercado — ele ainda classificou a economia total como "bastante robusta"
Leia Também
"Qualquer coisa acima de R$ 700 bilhões já é positiva", me disse um analista. Uma cifra oficial era aguardada ansiosamente porque servirá como ponto de partida para os cálculos — afinal, a reforma ainda poderá passar por novas alterações na comissão especial e no plenário da Câmara, e tais mudanças podem desidratar mais o texto.
Mas um aspecto do texto apresentado pelo relator afetou negativamente um setor específico da bolsa: o de bancos. E, com as ações desse segmento no campo negativo, o Ibovespa acabou perdendo parte do ímpeto de alta.
A cautela envolvendo os bancos se deve à um detalhe do texto apresentado por Moreira na comissão especial da Câmara: o relator propõe a elevação da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 15% para 20%, medida que afeta diretamente o setor bancário.
Itaú Unibanco PN (ITUB4) caiu 1,79%, Banco do Brasil ON (BBAS3) recuou 1,59% e as units do Santander Brasil (SANB11) tiveram perda de 1,34%, todas despontando entre as maiores quedas do Ibovespa. Bradesco PN (BBDC4) e Bradesco ON (BBDC3) tiveram baixas de 1,09% e 1,07%, respectivamente.
Um evento no golfo do Omã mexeu com as cotações do petróleo nesta quinta-feira. Explosões atingiram dois navios petroleiros que atravessavam as águas da regão — os relatos são desencontrados, mas os Estados Unidos acusam o Irã de ter atacado as embarcações.
Nesse cenário de incertezas geopolíticas, as cotações do petróleo chegaram a subir mais de 4% hoje, tanto o Brent quanto o WTI. Ao fim do dia, esse movimento tinha perdido parte do ímpeto: o Brent fechou em alta de 2,23%, enquanto o WTI teve ganho de 2,22%.
Os avanços no petróleo deram força aos ativos da Petrobras: os papéis ON (PETR4) fecharam em alta de 1,36% enquanto os PNs (PETR4) subiram 1,23%. Mas outros fatores também influenciaram o comportamento das ações da estatal ao longo do dia.
Os mercados repercutiram a informação de que a Petrobras não terá mais uma periodicidade definida para promover reajustes nos preços de óleo diesel e gasolina. Tal medida, de acordo com a estatal, permitirá uma queda imediata nos valores do diesel — mas, por outro lado, a falta de periodicidade tende a diminuir a previsibilidade em relação à geração de receita, trazendo cautela aos agentes financeiros.
Além disso, a companhia informou ter recebido propostas finais pelos polos Enchova e Pampo, com preço superior à US$ 1 bilhão, considerando pagamentos firmes e contingentes.
Lá fora, os mercados acionários americanos passaram o dia no campo positivo: o Dow Jones (+0,39%), o S&P 500 (+0,43%) e o Nasdaq (+0,57%) subiram em bloco — as principais praças da Europa tiveram comportamento semelhante.
Em linhas gerais, a dinâmica dos mercados externos segue a mesma dos últimos dias. Por um lado, os temores relacionados à guerra comercial continuam trazendo cautela às negociações, mas, por outro, a perspectiva de um novo corte de juros por parte do Federal reserve (Fed) traz algum otimismo aos agentes.
As curvas de juros tiveram um novo dia de correção negativa, na esteira do comportamento do dólar e do otimismo em relação à Previdência. Na ponta curta, os DIs para janeiro de 2021 caíram de 6,18% para 6,07%; na longa, as curvas com vencimento em janeiro de 2025 recuaram de 7,11% para 7,01% e as para janeiro de 2025 foram e 7,63% para 7,54%.
O dia foi bastante positivo no mercado de commodities. Além dos ganhos do petróleo, também chamou a atenção o bom desempenho do minério de ferro, que subiu 3,34% hoje no porto chinês de Qingdao.
Os ganhos do minério estão relacionados aos temores de problemas na oferta dessa commodity pela Austrália. E, nesse contexto, as mineradoras e siderúrgicas tiveram um dia positivo no Ibovespa.
Vale ON (VALE3), por exemplo, subiu 0,70%. Entre as empresas do setor de siderurgia, destaque para Gerdau PN (GGBR4), em alta de 1,31%, e Usiminas PNA (USIM5), com ganho de 1,48% — CSN ON (CSNA3) virou e agora fechou em queda de 0,47%.
A assembleia de acionistas da Netshoes que irá decidir o futuro da empresa está marcada para esta sexta-feira (14). Mas, até lá, muita coisa ainda pode acontecer — e o Magazine Luiza e a Centauro continuam disputando acirradamente a compra do site de artigos esportivos.
Desta vez, quem se movimentou foi o Magalu: a empresa elevou sua proposta pela Netshoes a US$ 3,70 por ação, igualando a oferta atual da Centauro. Mas essa disputa não será decidida apenas pelos valores na mesa, já que a Netshoes está numa situação financeira delicada — assim, o timing para o fechamento da operação é decisivo.
E, nesse segundo aspecto, o Magalu tem ventagem, já que o Cade já deu sinal verde para uma operação de compra da Netshoes — uma transação com a Centauro ainda deve ser analisada do zero pela autoridade concorrencial. Desta maneira, com ambas oferecendo o mesmo valor, o Magazine Luiza parece estar na dianteira dessa corrida.
Nesse contexto, as ações ON do Magalu (MGLU3) subiram 3,20%, enquanto os papéis ON da Centauro (CNTO3) avançaram 0,43%. Em Nova York, os ativos da Netshoes (NETS) tiveram alta de 10,47%, a R$ 3,80.
Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano
Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias
No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários
Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias
A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente
Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima
Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores
Em meio a transferências globais de capital, o principal índice da B3 renovou máximas históricas puxado pelo fluxo estrangeiro, dólar em queda e expectativa de juros mais baixos nos EUA
Em evento do Seu Dinheiro, especialistas da Empiricus e da Vinci falam das oportunidades para o setor em 2026 e recomendam fundos promissores
Em painel do evento Onde Investir em 2026, do Seu Dinheiro, grandes nomes do mercado analisam os cenários para o Ibovespa em 2026 e apontam as ações que podem se destacar mesmo em um ano marcado por eleições
Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores
O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA
A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e será realizada sob o regime de melhores esforços
Após cair mais de 6% em cinco pregões com o temor de escassez hídrica, as ações da Sabesp passaram a embutir um cenário extremo de perdas, mas para o JP Morgan o mercado ignora a proteção do modelo regulatório
Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico
De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário
Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam
As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira
Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa
Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias