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A guerra comercial seguiu pressionando os mercados acionários globais, e esse clima de preocupação derrubou o Ibovespa para abaixo dos três dígitos
O barco do Ibovespa até tentou zarpar em direção ao mar azul nesta terça-feira (3). No início do dia, o principal índice da bolsa brasileira ignorava o tom negativo visto no exterior e chegou a subir 0,79% na máxima, voltando a navegar nos mares dos 101 mil pontos. Mas, ainda durante a manhã, o motor da embarcação começou a falhar.
Essas falhas logo se converteram em perda de velocidade por parte do navio da bolsa brasileira. E o diagnóstico dos mecânicos do barco não era nada animador: o problema vinha de fora. Novamente, era a guerra comercial entre Estados Unidos e China a responsável pela perda do rendimento.
Em pouco tempo, o Ibovespa parou e voltou à estabilidade. Mas não ficou por aí: ao longo da tarde, a embarcação começou a sofrer com vazamentos, naufragando lentamente — e acabou afundando para abaixo do nível dos 100 mil pontos, reconquistado na última quinta-feira (29).
Ao fim do dia, o Ibovespa terminou em baixa de 0,94%, aos 99.680,83 pontos. O índice brasileiro, assim, teve desempenho em linha com o das bolsas americanas: o Dow Jones recuou 1,08%, o S&P 500 teve baixa de 0,69% e o Nasdaq terminou em queda de 1,11%.
Essa precaução generalizada possui estreita relação com os desdobramentos da guerra comercial. Ainda há ampla incerteza quanto à realização de uma nova rodada de negociações entre as partes — há a previsão de um encontro entre os dois governos neste mês, mas uma possível data ainda não foi definida.
E as recentes declarações do presidente americano, Donald Trump, também não ajudaram a amenizar o clima. Via Twitter, o republicano disse que o diálogo com os chineses está indo "muito bem", mas também afirmou que, se for reeleito, as negociações com Pequim serão "muito mais duras".
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E, considerando que tanto Washington quanto pequim colocaram em prática mais um pacote de tarifas de importação no dia 1º, o mercado teme que o clima entre as duas potências não seja o mais amigável possível — o que eleva a percepção de que as conversas podem não ter um desenvolvimento particularmente tranquilo.
Segundo Luis Sales, analista da Guide Investimentos, o panorama nebuloso da guerra comercial, somado aos dados mais fracos de atividade nos EUA — o índice de atividade industrial do país caiu de 51,2 em julho para 49,1 em agosto, entrando em terreno de contração — contribui para trazer esse clima negativo aos mercados globais.
Sales pondera que, no início do pregão, o mercado recebeu bem as declarações de Alfredo Setubal, presidente da Itaúsa — a holding que controla o Itaú Unibanco. Num evento promovido pelo próprio grupo, o executivo disse que a companhia segue com bastante apetite para compras e avalia investimentos em 15 novos negócios.
"O Setubal é uma pessoa bastante influente, se ele avalia investir, é um sinal de que há boas oportunidades por aí", disse o analista da Guide. "Mas, com o exterior pesado, o Ibovespa não conseguiu aguentar".
O tom negativo do mercado de commodities também influenciou a bolsa brasileira. No exterior, o petróleo Brent (-0,68%) e o WTI (-2,10%) fecharam em baixa; o minério de ferro, por sua vez, encerrou em queda de 1,59% no porto chinês de Qingdao, cotação que serve como referência para o mercado.
Nesse cenário, Vale ON (VALE3) caiu 1,06%, CSN ON (CSNA3) recuou 2,93%, Gerdau PN (GGBR4) teve baixa de 0,63% e Usiminas PNA (USIM5) desvalorizou 1,02%.
Já o dólar à vista teve uma sessão mais tranquila: a moeda americana terminou em leve baixa de 0,09%, a R$ 4,1790, distanciando-se ligeiramente do patamar de R$ 4,20 — na mínima, contudo, tocou os R$ 4,1522 (-0,73%)
Mais cedo, o Banco Central (BC) vendeu a totalidade do lote de US$ 580 milhões no leilão à vista de dólares — a autoridade monetária realizará operações como essa diariamente, até 27 de setembro, em conjunto com um leilão de swap cambial reverso, no mesmo montante.
No exterior, as moedas de países emergentes não apresentaram tendência única em relação ao dólar: divisas como o peso mexicano e o rand sul-africano ganharam terreno em relação ao dólar e fizeram companhia ao real, enquanto moedas como o peso chileno e o rublo russo perderam força.
Em meio à calmaria vista no dólar à vista, a curva de juros fechou em baixa: na ponta curta, os DIs para janeiro de 2021 caíram de 5,57% para 5,50%; na longa, as curvas com vencimento em janeiro de 2023 recuaram de 6,66% para 6,56%, e as para janeiro de 2025 foram de 7,18% para 7,09%.
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