🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula do Mercado

Mercados ecoam decisão de BCs

Fed e Copom agem dentro do esperado e BC brasileiro indica “ajuste adicional no grau de estímulo”

Olivia Bulla
Olivia Bulla
1 de agosto de 2019
5:17 - atualizado às 9:44
Enquanto isso, trapalhada de Powell mantém ativos de risco no exterior sob pressão

O mês de agosto começa com o mercado financeiro repercutindo as decisões dos bancos centrais dos Estados Unidos (Fed) e do Brasil (Copom) ontem. Ambos agiram dentro do esperado e reduziram suas respectivas taxas de juros em 0,25 ponto e 0,50 ponto porcentual (pp) - embora também houvesse argumentos para uma queda menor da Selic.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas enquanto o presidente do Fed, Jerome Powell, atrapalhou-se na coletiva de imprensa e não conseguiu explicar se o corte dava início (ou não) a um ciclo de queda, o comunicado do Copom não deixou dúvidas de que vem mais por aí, ao afirmar que o cenário permite “ajuste adicional no grau de estímulo”.

Ainda assim, o Comitê fez uma ressalva, enfatizando que essa avaliação “não restringe sua próxima decisão”. Mas a sinalização de que a Selic pode cair ainda mais neste ano, após renovar a mínima histórica para 6,00% ao final da reunião de julho, deve ser suficiente para aliviar o impacto da decisão do Fed, horas antes.

Com isso, a Bolsa brasileira deve se recuperar hoje da queda de pouco mais de 1% na última sessão do mês passado, afastando-se do limiar dos 100 mil pontos, e os juros futuros tendem a calibrar as apostas quanto ao ciclo total de cortes, que pode superar 1 pp até dezembro. Já o dólar pode sofrer pressão para cima, após ultrapassar os R$ 3,80 na véspera.

Afinal, se os juros norte-americanos não caírem mais e a taxa básica brasileira seguir ladeira abaixo, a atratividade no diferencial entre as taxas de juros pagas aqui frente ao praticado no exterior tende a ser menor, desvalorizando o real contra o dólar. Esse entendimento tende a trazer certo nervosismo aos negócios com moedas no curto prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Corta ou não corta?

Ainda mais após as declarações confusas de Powell, na esteira da decisão do Comitê do Fed (Fomc) de reduzir a taxa dos Fed Funds para o intervalo entre 2,00% e 2,25%, no primeiro corte desde a crise de 2008. Durante a entrevista coletiva, o presidente do BC disse que a decisão de cortar os juros era apenas um “ajuste” no meio de um ciclo de política monetária e não sinaliza, necessariamente, o início de um processo de afrouxamento.

Leia Também

A fala foi interpretada como um sinal de que não haverá novas reduções no curto prazo, jogando um balde de água fria nos investidores - e no presidente Donald Trump, que gostariam de ver o juro nos EUA ainda menor rapidamente, em meio à expectativa de suporte ao mercado financeiro por parte do Fed. Foi o suficiente para jogar as bolsas para baixo e fortalecer o dólar, enquanto o juro projetado pelo papel de dois anos (T-bill) subia.

Depois, ainda na sessão de perguntas e respostas aos jornalistas, Powell tentou contornar a situação, afirmando não ter dito que é “apenas um corte na taxa”. Segundo ele, não se trata de “iniciar um longo ciclo de cortes”, mas podem haver novas quedas. Porém, em um desastre absoluto, o presidente do Fed disse que também não se pode “assumir” que o juro nos EUA não vai mais subir de novo.

Enquanto a credibilidade do Fed derretia a olho nu, Powell tentava justificar sua fala nas condições ainda robustas da economia norte-americana, destacando o “aspecto de seguro” do corte nos juros promovido ontem e indicando que a próxima queda não será tão iminente. Para ele, a decisão de ontem visa apoiar o crescimento econômico dos EUA, que segue sólido, e evitar os riscos negativos, vindos, principalmente, da guerra comercial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Trump, Powell, “como de costume, decepcionou”. Segundo o chefe da Casa Branca, o que o mercado queria ouvir de Jay e do Fed era que seria o começo de um “longo e agressivo” ciclo de corte de juros que acompanharia a China, a União Europeia e outros países ao redor do mundo. “Eu certamente não estou recebendo muita ajuda do Federal Reserve!”, disse, pelo Twitter.

Exterior sob pressão

O sell-off visto ontem em Wall Street, onde os principais índices de ações das bolsas norte-americanas fecharam em queda de mais de 1%, penalizou a sessão na Ásia. Hong Kong e Xangai lideraram as perdas, enquanto Tóquio teve leve alta, após Powell minar as esperanças de que o Fed está preparado para continuar cortando os juros dos EUA.

O fato de a decisão de ontem não ter sido unânime, com dois votos pela manutenção da taxa norte-americana, também pesa nos ativos. Mas os índices futuros em Nova York tentam se esquivar do sinal negativo e ensaiam ganhos nesta manhã, beneficiando a abertura do pregão europeu.

Em um movimento épico, em que o todo-poderoso Trump exige um corte no juro pelo Fed, o que se vê mesmo é o dólar negociado nos maiores níveis em dois meses. O iene sobe e o euro cai, ao passo que ouro cai mais de 1%. O petróleo também tem queda acelerada. Nos bônus, o juro projeto pelo papel de dois anos segue em alta firme, perto da faixa de 1,9%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Passado o evento envolvendo o Fed, as atenções dos investidores seguem nas negociações comerciais entre EUA e China. Com poucos sinais de progresso concreto na mais recente rodada, em Xangai, realizada pela primeira vez desde o encontro do G-20, no fim de junho, as delegações de ambos os países planejam se encontrar novamente no início de setembro.

Mas uma solução para o conflito entre as duas maiores economias do mundo ainda parece distante. Na melhor hipótese, uma trégua tarifária temporária pode ser alcançada ainda em 2019, sendo que as principais diferenças, envolvendo tecnologia, tendem a permanecer. Além disso, o foco segue na atual temporada de balanços nos EUA, em meio à espera pelos dados oficiais sobre o mercado de trabalho (payroll) no país, amanhã.

Agenda segue forte

Mais um banco central decide hoje sobre os juros, desta vez, o BC inglês (BoE). O anúncio será feito logo cedo, às 8h, e será seguido de uma entrevista coletiva do presidente, Mark Carney (8h30). A previsão, originalmente, era de manutenção da taxa em 0,75%. Porém, após a decisão do Fed e diante dos crescentes riscos de um hard Brexit em outubro, o que derruba a libra, o BoE também pode se ver obrigado a agir.

Entre os indicadores econômicos, a agenda traz uma série de dados de atividade da indústria. A produção nacional em junho será conhecida às 9h e a expectativa é de queda, no confronto mensal, reforçando os sinais de retomada lenta e gradual da economia brasileira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No exterior, logo cedo, saem as leituras finais de julho do índice dos gerentes de compras (PMI) do setor industrial na Europa. Também pela manhã, nos EUA, serão conhecidos o índices PMI e ISM da indústria de transformação no mês passado (10h45 e 11h) e os pedidos semanais de auxílio-desemprego feitos no país (9h30).

Na safra brasileira de balanços, destaque para os resultados financeiros da Gol, antes da abertura do pregão local, e da Petrobras, após o fechamento da sessão. Enquanto para a companhia aérea projeta-se um prejuízo líquido ao redor de R$ 20 milhões, para a petrolífera a estimativa é de um ganho robusto de quase R$ 10 bilhões em três meses.

Ontem à noite, a Vale decepcionou, ao encerrar o segundo trimestre deste ano com um prejuízo líquido de US$ 133 milhões, ante previsão de lucro acima de US$ 2,5 bilhões. Segundo a mineradora, o resultado ainda foi influenciado pelo impacto da ruptura da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais. Foi o segundo trimestre seguido de prejuízo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ONDE INVESTIR 2026

Onde investir em 2026? Tudo que você precisa saber para montar sua carteira para este ano

25 de janeiro de 2026 - 8:00

Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano

MERCADOS NA SEMANA

Bolsa brasileira nas alturas: Cogna (COGN3) lidera altas do Ibovespa, enquanto só uma dupla de ações fecha semana no vermelho

24 de janeiro de 2026 - 12:10

Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias

ONDE INVESTIR 2026

Não basta escolher o ativo perfeito: o segredo para ganhar dinheiro com investimentos é outro — veja a fórmula para 2026

24 de janeiro de 2026 - 10:00

No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários

FAZENDO HISTÓRIA TODO DIA

Fome do estrangeiro pela bolsa brasileira leva o Ibovespa aos 180 mil pontos na máxima do dia; dólar vai a R$ 5,2862 

23 de janeiro de 2026 - 18:44

Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias

OS FIIS DE EXTREMA À FARIA LIMA

Vacância em queda e aluguéis em alta: lajes corporativas e galpões logísticos aqueceram em 2025 — e isso é só o começo

23 de janeiro de 2026 - 17:05

A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente

VEJA OS DADOS DE 2025

Surpresa até para a Anbima: mercado de capitais bate recorde de R$ 838,8 bilhões em 2025, puxado pela renda fixa, com FDICs em destaque

22 de janeiro de 2026 - 18:05

Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima

ABERTURA DE CAPITAL

Precursor do Pix, PicPay lança oferta na Nasdaq com foco em open finance, seguros e jogos para rivalizar com bancos digitais

22 de janeiro de 2026 - 17:00

Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores

MERCADOS

Foguete não tem ré: Ibovespa quebra novo recorde histórico e supera os 177 mil pontos. Entenda o que impulsiona o índice

22 de janeiro de 2026 - 14:49

Em meio a transferências globais de capital, o principal índice da B3 renovou máximas históricas puxado pelo fluxo estrangeiro, dólar em queda e expectativa de juros mais baixos nos EUA

ONDE INVESTIR 2026

FIIs de tijolo serão os destaques de 2026, mas fiagros demandam cautela; veja os melhores fundos imobiliários para investir neste ano

22 de janeiro de 2026 - 13:00

Em evento do Seu Dinheiro, especialistas da Empiricus e da Vinci falam das oportunidades para o setor em 2026 e recomendam fundos promissores

ONDE INVESTIR EM 2026

Nubank (ROXO34), Localiza (RENT3) e mais: as 10 ações para investir em 2026, com cortes na Selic e eleições à vista

21 de janeiro de 2026 - 18:00

Em painel do evento Onde Investir em 2026, do Seu Dinheiro, grandes nomes do mercado analisam os cenários para o Ibovespa em 2026 e apontam as ações que podem se destacar mesmo em um ano marcado por eleições

MERCADOS HOJE

Ibovespa bate os 171 mil pontos pela primeira vez: o que está por trás da disparada do índice?

21 de janeiro de 2026 - 14:04

Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores

DE MALAS PRONTAS

PicPay, fintech da J&F, dos irmãos Batista, busca levantar mais de R$ 2,34 bilhões em IPO nos EUA

20 de janeiro de 2026 - 12:29

O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA

MEXENDO NA CARTEIRA

XP Malls (XPML11) vai às compras? FII de shoppings mira captação de R$ 400 milhões com emissão de cotas, com espaço para buscar ainda mais

20 de janeiro de 2026 - 11:46

A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e será realizada sob o regime de melhores esforços

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Sabesp (SBSP3): mercado projeta destruição bilionária de valor, mas JP Morgan vê exagero e mostra ‘saídas’ para a empresa

19 de janeiro de 2026 - 10:38

Após cair mais de 6% em cinco pregões com o temor de escassez hídrica, as ações da Sabesp passaram a embutir um cenário extremo de perdas, mas para o JP Morgan o mercado ignora a proteção do modelo regulatório

REPORTAGEM ESPECIAL

A Selic vai cair — mas isso resolve o drama das empresas mais endividadas da bolsa? Gestores não compram essa tese 

19 de janeiro de 2026 - 6:09

Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico

ESTRATÉGIA EM FOCO

Fundo TVRI11 vende agência do Banco do Brasil (BBAS3) por R$ 13 milhões; veja lucro por cota para os acionistas

16 de janeiro de 2026 - 11:42

De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Uma surpresa e um ‘soluço’: de Direcional (DIRR3) a Cyrela (CYRE3), quem se destacou na nova leva de prévias operacionais?

16 de janeiro de 2026 - 11:05

Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam

PERSPECTIVAS EM 2026

FIIs em ano eleitoral: o que esperar de tijolo, papel e outros segmentos, segundo o BTG Pactual

15 de janeiro de 2026 - 16:51

As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira

HORA DE COMPRAR?

Movida (MOVI3) dá spoiler dos resultados do quarto trimestre e ações pisam no acelerador; veja o que agradou

15 de janeiro de 2026 - 15:53

Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa

ÚLTIMA CHAMADA?

A Selic vai cair e ficar parado no CDI pode custar caro. Veja as apostas do BTG e do Santander para ações, renda fixa, crédito e FIIs em 2026

14 de janeiro de 2026 - 19:04

Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar