Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Alta voltagem

Previdência e Trump dão um choque de realidade nos mercados e Ibovespa fecha em queda

Novos atrasos na tramitação da reforma da Previdência, somados ao tom mais agressivo assumido por Trump na ONU, eletrocutaram o Ibovespa e derrubaram o principal índice da bolsa brasileira de volta aos 103 mil pontos

Victor Aguiar
Victor Aguiar
24 de setembro de 2019
10:35 - atualizado às 10:55
Perigo alta voltagem
Após cinco sessões na faixa dos 104 mil pontos, o Ibovespa tomou um choque e fechou em quedaImagem: Ben Hershey/Unsplash

O Ibovespa estava numa boa fase. O principal índice da bolsa brasileira, afinal, conseguiu terminar os últimos cinco pregões no nível dos 104 mil pontos, resistindo às instabilidades geradas pela guerra comercial e pelas decisões de política monetária no mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas, com a confiança lá no alto, o mercado acionário brasileiro parece ter ignorado alguns fatores de risco que estavam no radar. E, nesta terça-feira (24), dois fatores de instabilidade — um doméstico e outro externo — se uniram para dar um choque no Ibovespa.

O índice até começou a sessão de hoje no campo positivo, chegando a subir 0,24% mais cedo, aos 104.892,90 pontos. Mas, com notícias desfavoráveis no front da reforma da Previdência e sinalizações pouco amigáveis por parte do presidente americano, Donald Trump, os agentes financeiros foram eletrocutados.

Como resultado, o Ibovespa fechou o pregão em queda de 0,73%, aos 103.875,66 pontos — é a primeira vez desde o dia 16 que o índice encerra uma sessão abaixo dos 104 mil pontos. No mês, contudo, a bolsa brasileira ainda acumula ganhos de 2,71%.

O mercado de câmbio também sentiu os efeitos dessa onda de cautela, embora em menor intensidade: o dólar à vista terminou o dia praticamente estável, em ligeira queda de 0,05%, a R$ 4,1692. No entanto, a moeda americana ficou longe das mínimas — mais cedo, bateu os R$ 4,1535 (-0,43%).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para quantificar melhor a intensidade desse choque, é melhor explicar separadamente os dois fatores que estiveram por trás da corrente elétrica que atravessou os mercados nesta terça-feira. Comecemos, então, pelo lado doméstico, já que o noticiário de Brasília foi responsável pela primeira descarga de energia que atingiu as negociações.

Leia Também

  • CONVITE ESPECIAL: Hoje é nosso aniversário de 1 ano do Seu Dinheiro. E estamos com uma super novidade para você, leitor. Aqui neste vídeo nosso colunista Fausto Botelho conta os detalhes. Aproveite!

Dedo na tomada

Ainda durante a manhã, os líderes do Senado decidiram cancelar a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que seria realizada nesta terça-feira — na pauta, estava a provação da nova versão do relatório, de modo a liberá-la para votação no plenário da Casa.

Agora, uma nova sessão da CCJ do Senado está prevista para a próxima terça-feira (1), com o texto sendo deliberado pelo plenário na quarta (2). "Como a reforma ainda é um assunto importante, qualquer atraso gera um estresse nos mercados", diz um operador. Vale lembrar que, originalmente, a votação da reforma pelo plenário aconteceria hoje.

Esse novo atraso fez o Ibovespa perder força e virar ao campo negativo por volta de 11h, destoando das bolsas americanas, que nesse horário ainda conseguiam sustentar um leve desempenho positivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um segundo operador ainda pondera que os mercados não foram reagiram ao discurso do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU. "Toda essa virada foi por causa da Previdência e das dificuldades que estão sendo vistas no Senado. Esses atrasos e movimentos não são bons".

Soltando faísca

Lá fora, o desencadeador da cautela foi o discurso de Donald Trump na ONU. Entre outros pontos, o presidente americano reforçou sua postura protecionista, afirmando que não aceitará um acordo comercial com a China que não seja vantajoso para os EUA.

"A China não só se recusou a adotar as reformas prometidas, como também adotou um modelo econômico que depende de enormes barreiras de mercado, pesados subsídios estatais, manipulação cambial, transferências forçadas de tecnologia e roubo de propriedade intelectual", disse Trump nesta manhã.

Embora o tom mais agressivo adotado por Trump tenha trazido cautela aos mercados acionários de maneira generalizada, um aspecto da fala do presidente americano acabou mexendo diretamente com o desempenho do setor de tecnologia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E isso porque, durante seu pronunciamento, o republicano atacou diretamente as plataformas de redes sociais, afirmando que um pequeno número de companhias desse setor estaria adquirindo imenso poder. Assim, papéis de empresas como Facebook, Twitter e Alphabet passaram a cair forte em Nova York.

Assim, o Dow Jones (-0,53%), o S&P 500 (-0,84%) e o Nasdaq (-1,46%) também terminaram o dia no campo negativo, o que contribuiu para enfraquecer ainda mais o Ibovespa. E olha que toda essa reação negativa ocorreu antes da confirmação da abertura, pela Câmara dos Representantes, de um pedido de impeachment contra o presidente americano...

Curto circuito

As declarações de Trump cortaram o otimismo visto lá fora durante a manhã. Mais cedo, os agentes financeiros reagiam positivamente às sinalizações emitidas pelo secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, confirmando que a próxima rodada de negociações comerciais com a China ocorrerá em duas semanas.

As indicações de que Washington e Pequim tentavam criar bases mais amistosas para o encontro de outubro faziam com que os mercados mostrassem-se mais dispostos a assumir riscos. Em meio aos temores de uma desaceleração econômica mais intensa no mundo, qualquer avanço nas negociações é bem recebido pelos investidores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, o tom mais agressivo assumido por Trump em relação à China acabou neutralizando essa percepção mais positiva em relação aos desdobramentos da guerra comercial. Agora, o mercado volta a mostrar dúvida quanto aos eventuais avanços que poderão ser atingidos nessa nova rodada formal de negociações entre as potências.

Juros elétricos

No front doméstico, os agentes financeiros também repercutiram a ata da última reunião do Copom, que decidiu pelo corte de 0,5 ponto na taxa Selic, levando-a a um novo piso histórico de 5,5% ao ano. No documento, o Banco Central reforçou a mensagem de que novas reduções na taxa básica de juros devem ocorrer nos próximos encontros.

Além disso, os mercados ainda reagiram à alta de 0,09% na inflação medida pelo IPCA-15 em setembro — no ano, o indicador acumula ganho de 2,60% e, em 12 meses, de 3,22%. Com a inflação sob controle, ganha força a leitura de que, de fato, há espaço adicional para cortes na Selic.

Mas, mesmo com essas duas sinalizações apontando um corte mais profundo da Selic no futuro, as curvas de juros fecharam em alta, tanto na ponta curta quanto na longa. Os DIs também foram influenciados pela onda de cautela gerada pelo atraso na tramitação da Previdência no Senado e pela piora do humor no exterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, as curvas com vencimento em janeiro de 2021 subiram de 5,00% para 5,03%, e as para janeiro de 2023 avançaram de 6,13% para 6,15%. No vértice mais extenso, os DIS para janeiro de 2025 foram de 6,74% para 6,79%.

Choques no Ibovespa

No lado positivo do índice, destaque para o setor de frigoríficos, com JBS ON (JBSS3) fechando em alta de 7,10%, BRF ON (BRFS3) avançando 4,36% e Marfrig ON (MRFG3) subindo 2,72%. Os papéis reagiram positivamente ao aumento de 76% nas importações de carne de porco pela China, em meio ao surto de febre suína que atinge a produção do país asiático.

Na ponta oposta, as mineradoras e siderúrgicas despontaram como destaques negativos do Ibovespa: Vale ON (VALE3) caiu 2,43%, Usiminas PNA (USIM5) recuou 2,83% e CSN ON (CSNA3) teve baixa de 4,03%, após o minério de ferro fechar em queda de 3,50% no porto chinês de Qingdao.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
FIM DA SECA DE IPOS

Compass precifica IPO em R$ 28 e pode levantar cerca de R$ 3,2 bilhões; quem é a gigante do gás, que pode estar presente na sua casa

8 de maio de 2026 - 9:22

A companhia chega à bolsa com uma tese que mistura ativos regulados e previsíveis, como a Comgás, com a aposta de crescimento da Edge, braço voltado ao mercado livre de gás, GNL e biometano

VAI VOLTAR A BRILHAR

Por que este ex-economista do Fed aposta no ouro mesmo após o tombo com a guerra

8 de maio de 2026 - 7:30

Para muitos, o recuo do ouro sinaliza cautela. Mas para Benjamin Mandel, o metal precioso é uma convicção de longo prazo; saiba como investir na tese de maneira descomplicada

BALANÇO 1T26

“Não poderíamos estar mais preparados” — presidente da Azul (AZUL3) comenta impacto da guerra; aérea quase zera o prejuízo

7 de maio de 2026 - 12:58

Em teleconferência com analistas, Abhi Shah detalhou como a companhia está tentando se blindar da disparada nos preços dos combustíveis na esteira dos conflitos no Oriente Médio

FIM DO JEJUM

O que esperar da estreia da Compass (PASS3), o primeiro IPO da B3 em quase 5 anos e que pode movimentar até R$ 2,9 bilhões

7 de maio de 2026 - 9:31

A operação será 100% secundária, ou seja, os recursos irão para os acionistas vendedores, e não para o caixa da companhia

FII DO MÊS

Fundo imobiliário de shopping rouba a cena com dividend yield de 11% e lidera recomendações para investir em maio; confira o ranking completo

7 de maio de 2026 - 6:02

Analistas que indicaram o FII em maio ainda enxergam potencial de valorização nas cotas e geração de renda atrativa

VENTOS DE FORA

O que está por trás da subida de 4% da Vale (VALE3) hoje? BTG eleva preço-alvo

6 de maio de 2026 - 16:54

Com minério em alta e fluxo estrangeiro, papel recupera fôlego e acumula ganhos de dois dígitos em 2026

MERCADOS HOJE

Entre a paz e a pólvora: Ibovespa sobe no meio de um cabo de guerra que derruba o petróleo e a Petrobras (PETR4); dólar segue sob pressão

6 de maio de 2026 - 13:33

O estilo Trump de negociar traz alguma volatilidade aos mercados. De um lado, há fortes sinais de trégua. De outro, o republicano promete a pior ofensiva que o Irã já viu. Entenda como essas forças mexem com as bolsas aqui e lá fora

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

Petróleo cai até 11% com possível acordo no Oriente Médio e puxa tombo de Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3)

6 de maio de 2026 - 12:48

Expectativa de trégua no Oriente Médio reduz prêmio de risco da commodity e pesa sobre ações de petroleiras na bolsa brasileira

BEM-VINDA AO CLUBE

Samsung atinge valor de mercado de US$ 1 trilhão e não é (só) pelos celulares; veja motivos

6 de maio de 2026 - 10:43

Conhecida pelos celulares, a Samsung é maior fabricante mundial de chips de memória de alta performance

AÇÃO DO MÊS

Três gigantes são as apostas dos analistas para navegar as águas turbulentas de maio; confira o ranking completo

6 de maio de 2026 - 6:00

Apesar de o horizonte mostrar a chegada de uma tempestade, há ações que podem fazer a carteira dos investidores navegar mais tranquilamente

A FONTE SECOU?

FII CACR11 fecha torneira de dividendos e derrete 42% na bolsa; entenda o que aconteceu e quando os proventos devem voltar a pingar

5 de maio de 2026 - 10:24

A gestora projeta que a retomada das vendas deve contribuir para recompor o caixa e viabilizar o retorno dos dividendos

COMPRAR OU VENDER?

O gringo saiu e a Vale (VALE3) sentiu: ações caem 3% com debandada estrangeira e pressionam Ibovespa

4 de maio de 2026 - 18:40

Ações da mineradora recuaram com aversão ao risco global, enquanto minério de ferro avançou na China; bancos seguem otimistas com dividendos

EQUILIBRANDO A EXPOSIÇÃO

RBVA11 em expansão: FII adiciona Estácio, PBKids e Pátio Maria Antônia no portfólio por mais de R$ 100 milhões

4 de maio de 2026 - 17:32

Apesar das transações, a gestão do fundo imobiliário mantém o guidance de R$ 0,09 por cota no semestre

TOP PICKS DE ENERGIA

Nem Cemig (CMIG4) nem Axia Energia (AXIA3): Safra dá veredito de compra para uma ação elétrica e diz quais são as favoritas do setor

4 de maio de 2026 - 16:55

O banco elevou uma ação elétrica de neutra para compra, e citou outras duas empresas do setor que são consideradas as mais promissoras

SEM AQUISIÇÃO POR COTAS

Quer lucrar com a corrida do e-commerce? BTLG11 lança emissão aberta ao investidor — e você deveria entrar, segundo a Empiricus

4 de maio de 2026 - 15:05

Considerando a receita dos novos imóveis, a casa de análise enxerga potencial de geração de valor no médio prazo

SEM PROPOSTA

CVC (CVCB3) em alta na bolsa: companhia de viagens nega ter recebido proposta de aquisição para OPA

4 de maio de 2026 - 10:42

O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo

RECICLANDO O PORTFÓLIO

LOG (LOGG3) fecha maior venda da história com acordo de R$ 1,02 bilhão com FII do Itaú; veja os detalhes da operação

4 de maio de 2026 - 10:05

A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia

SADIA HALAL

IPO de US$ 2 bilhões a caminho: MBRF (MBRF3) dá passo final para colocar uma gigante na bolsa; veja detalhes

4 de maio de 2026 - 9:11

A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões

NOVAS MÁXIMAS

Bolsas de NY renovam recordes com esperança em relação à guerra no Irã; Nasdaq fecha acima dos 25 mil pontos pela primeira vez

1 de maio de 2026 - 18:26

Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA

SOBE E DESCE

Duas siderúrgicas e um estranho no ninho: o que levou Usiminas (USIM5), Hapvida (HAPV3) e Gerdau (GGBR4) às maiores altas do Ibovespa em abril?

1 de maio de 2026 - 15:32

Já o carro das ações com pior desempenho foi puxado pela MBRF; veja os rankings completos das melhores e piores ações do mês

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia