Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Par de ases

O exterior deu as cartas para o mercado de câmbio, e o dólar recebeu uma mão forte

O dólar à vista passou o dia pressionado e fechou em alta de quase 1%, retornando ao patamar de R$ 3,77. O Ibovespa encerrou em baixa, permanecendo nos 103 mil pontos

Victor Aguiar
Victor Aguiar
23 de julho de 2019
10:42 - atualizado às 9:45
O dólar à vista passou o dia em alta e terminou a sessão na faixa de R$ 3,77 (+0,92%); já o Ibovespa fechou em baixa - Imagem: Shutterstock

As diferentes moedas do mundo sentaram-se à mesa. O dólar, o euro, a libra, o real e todas as outras divisas globais pegaram suas fichas e aguardaram pelas cartas da rodada desta terça-feira (23). Mas, conforme o baralho foi sendo distribuído, um desses jogadores sorriu por dentro: não é todo dia que se recebe um par de ases.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ocorre que o noticiário externo assumiu o controle da sessão nesta terça. E as notícias vindas lá de fora acabaram por dar impulso ao dólar em escala global — tanto em relação às moedas fortes quanto na comparação com as de países emergentes. Assim, a divisa americana ficou confortável para vencer a disputa desde o início do dia.

Esse cenário se refletiu no comportamento do dólar à vista por aqui: a moeda dos EUA operou em alta ao longo de toda a sessão, encerrando o dia com ganho de 0,92%, a R$ 3,7728 — na máxima, chegou a bater os R$ 3,7763 (+1,01%). É o maior nível de fechamento desde o dia 8.

E as bolsas? Bom, no mercado acionário, o dia não teve vencedores e perdedores tão claros. Os índices americanos terminaram o pregão em alta, mas as praças da Europa também tiveram ganhos expressivos. Já o Ibovespa voltou a patinar, encerrando em queda de 0,24%, aos 103.704,28 pontos.

Apesar dos ganhos vistos lá fora, o principal índice da bolsa brasileira sentiu o peso das incertezas no front doméstico. Como resultado, o Ibovespa até chegou a subir 0,46% mais cedo, tocando os 104.429,57 pontos. No entanto, acabou cedendo a um movimento de correção e realização de lucros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E quais foram as cartas que deram vantagem ao dólar e às bolsas americanas nesta terça-feira?

Leia Também

Ás de espadas

Logo no início do dia, uma notícia referente ao cenário político dos Estados Unidos elevou a confiança do dólar: lideranças partidárias firmaram um acordo com o presidente do país, Donald Trump, a respeito do orçamento e do teto da dívida americana.

Com isso, dissiparam-se os temores quanto a uma nova paralisação do governo de Washington — o que trouxe tranquilidade aos agentes financeiros e provocou um aumento da demanda por dólar no mundo, de acordo com Rafael Passos, analista da Guide Investimentos.

Essa carta já era suficiente para deixar o dólar bem posicionado ante as demais moedas. No entanto, a divisa americana recebeu outro reforço do noticiário global.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ás de copas

No meio da tarde, a agência de notícias Bloomberg afirmou que o representante de comércio dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, e outras autoridades do país, irão viajar à China na próxima segunda-feira (29). O objetivo é dar continuidade às negociações referentes à guerra comercial, desta vez cara a cara com uma delegação do país asiático.

Citando fontes, a Bloomberg diz que Lighthizer e os demais representantes americanos chegarão a Xangai na quarta-feira. E, apesar de as pessoas ouvidas pela agência terem afirmado que não são esperados avanços de maior magnitude após essas conversas, os mercados se animaram com a notícia.

Assim, o fortalecimento do dólar em escala global deu mais um passo na segunda metade do pregão. Nesse cenário, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana ante uma cesta com as principais divisas do mundo, fechou em alta firme.

E, na comparação com as divisas de países emergentes e ligados às commodities, o tom não foi diferente: o dólar avançou ante o peso mexicano, o rublo russo, o peso chileno, o rand sul-africano, o peso colombiano e o dólar neozelandês, apenas para citar algumas — o real apenas seguiu a tendência externa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cartas na mesa

Os demais jogadores também receberam cartas interessantes. No entanto, nada que fosse páreo para a dupla de ases ostentada pelo dólar.

O destaque fica com o euro e a libra esterlina, que reagiram à vitória de Boris Johnson, ex-prefeito de Londres, na disputa pelo cargo de primeiro-ministro britânico. Johnson é um ferrenho defensor do Brexit e, sob seu comando, é de se esperar que o Reino Unido deixe a União Europeia sem fechar nenhum tipo de acordo com Bruxelas.

Dado o perfil do novo premiê, os agentes financeiros reagiram com uma estratégia bem definida: aumentaram a exposição ao risco no mercado de câmbio e assumiram uma posição defensiva no câmbio. Assim, a bolsa de Londres e as demais praças acionárias da Europa fecharam o dia em alta, mas o euro e a libra perderam terreno ante o dólar.

E o real? A moeda brasileira recebeu uma mão sem grande brilho — nada muito fraco, mas também nada particularmente forte. Afinal, com o Congresso em recesso, a tramitação da reforma da Previdência e de outras pautas econômicas está parada, o que deixa os ativos domésticos sem seu principal referencial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Com a questão da Previdência bem encaminhada, o mercado sofre um impacto maior do vaivém no exterior", diz Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora. "E, apesar de as coisas estarem andando por aqui, há um temor quanto ao que vai acontecer no Brasil daqui para frente, como vai ser o cenário político pós-Previdência".

Sem clima para jogar

Quanto ao Ibovespa, o analista Rafael Passos, da Guide Investimentos, afirma que o noticiário referente ao saque das contas ativas do FGTS foi fonte de confusão, uma vez que as sinalizações emitidas pelo governo mudam constantemente. "Há muito pouca articulação, não vemos um direcionamento mais claro e, com isso, o mercado fica esperando", diz.

Sem ter certeza quanto ao que pode ocorrer em relação ao FGTS, os agentes financeiros se voltaram ao noticiário corporativo, às recomendações de bancos e ao desempenho das commodities para promoverem ajustes pontuais de posição.

No front corporativo, o destaque desta terça-feira foi o Santander Brasil, que deu a largada na temporada de balanços do segundo trimestre. A instituição reportou lucro líquido de R$ 3,635 bilhões, uma alta de 20,2% ante o mesmo período do ano passado, com rentabilidade chegando a 21,3% entre abril e junho de 2019.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, analistas ponderaram que os números do Santander, apesar de fortes, ficaram dentro das expectativas. Assim, as units da instituição (SANB11) até chegaram a operar em alta no início do pregão, mas perderam força e fecharam em baixa de 0,51%.

Quanto às recomendações de bancos, as ações ON da Ultrapar (UGPA3) foram as mais afetadas: os papéis subiram 2,58%, a R$ 19,85 na esteira da elevação de nota do Bradesco BBI, de neutro para 'outperform' (desempenho acima da média), com preço-alvo de R$ 26,00 ao fim de 2020.

Por fim, os papéis ON da Vale (VALE3) caíram 1,32% e representaram um foco de pressão ao Ibovespa. Os ativos reagiram negativamente à baixa de 0,43% na cotação do minério de ferro na China — além disso, Passos diz que o fraco desempenho operacional da Vale no segundo trimestre, reportado ontem, continua pesando sobre suas ações.

"Por aqui, ainda não há nenhuma grande novidade, nenhum fator novo de influência para o mercado de ações", pondera Passos. "Houve um fluxo corporativo em alguns papéis, mas nada que gere um direcionamento maior".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O tom negativo do Ibovespa ficou na contramão dos ganhos exibidos pelas bolsas americanas. O Dow Jones subiu 0,66%, o S&P 500 avançou 0,67% e o Nasdaq teve alta de 0,58%, reagindo positivamente ao noticiário internacional e à temporada de balanços corporativos — o destaque foi a Coca-Cola, cujas ações subiram mais de 6%.

Juros caem — e sem blefe

Apesar da alta do dólar à vista, as curvas de juros fecharam em baixa nesta terça-feira. Por aqui, os mercados viram a leve alta de 0,09% na inflação medida pelo IPCA-15 em julho como um sinal de que o Copom terá mais tranquilidade para promover cortes na Selic no dia 31.

Nesse cenário, os DIs para janeiro de 2021 caíram de 5,48% para 5,42%; na ponta longa, as curvas com vencimento em janeiro de 2023 recuaram de 6,36% para 6,31%, e as para janeiro de 2025 vão de 6,94% para 6,87%.

"O mercado já comprava um corte de juros, e agora debate se o ajuste será de 0,25 ou de 0,50", diz Passos. "O pessoal vai arbitrando isso, e o IPCA-15 sob controle sustenta um corte de juros mais agressivo". O Bank of America Merrill Lynch, por exemplo, já estima que a Selic chegará a 4,75% ao fim de 2019, permanecendo nesse patamar ao longo de 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ONDA DE AQUISIÇÕES?

A corrida pelo “ouro do século 21”: acordo bilionário de terras raras da Serra Verde pode ser apenas o começo, prevê BTG  

23 de abril de 2026 - 19:11

Para os analistas, a Serra Verde acaba de inaugurar o que deve ser uma “onda de aquisições” em solo brasileiro

ENFERRUJOU?

Itaú BBA corta preços-alvo de CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3); entenda o principal motivo para a decisão

23 de abril de 2026 - 17:06

Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%

NEM PAPEL, NEM TIJOLO

FoFs roubam a cena entre FIIs e lideram retornos no último ano, mostra índice da Rio Bravo; confira o desempenho dos setores

23 de abril de 2026 - 13:21

Por contarem com ativos de crédito e de tijolo na carteira, os Fundos de Fundos tendem a ter portfólios mais defensivos em momentos de instabilidade, segundo gestora

REFORÇO BILIONÁRIO

Carro já era? Tesla (TSLA34) quer triplicar investimentos em 2026 com a ambição de Elon Musk em se tornar uma potência de IA

23 de abril de 2026 - 11:57

A fabricante de carros elétricos aumentou o plano de aportes para US$ 25 bilhões neste ano, com foco em robotáxis, robôs humanoides, caminhão elétrico e fábrica de chips de inteligência artificial

NOVO VALOR

Small cap da bolsa recalcula dividendos de R$ 150 milhões após recompra de ações; veja novas datas e valores por papel

23 de abril de 2026 - 11:03

A Iguatemi (IGTI11) atualizou, na noite de quarta-feira (22), os dividendos que serão pagos ao longo de 2026

ESTRATÉGIA DE ELITE

Segredo de R$ 5 bilhões: a regra de ouro dos multimilionários para proteger o patrimônio (e como você pode copiar)

23 de abril de 2026 - 6:04

Quer investir como um magnata? O segredo está na diversificação inteligente e no patrimônio integrado; confira as lições da Ghia para preservar capital mesmo em tempos de guerra

O QUE COMPRAR AGORA

A mamata da bolsa acabou? Ibovespa pode chegar nos 210 mil pontos, segundo o BofA, mas as ações já não estão baratas

22 de abril de 2026 - 17:29

O Bank of America elevou o alvo para o Ibovespa em 2026, mas lembra que o rali é carregado por gigantes da bolsa brasileira e pelo fluxo aumentado de estrangeiros fazendo negócios por aqui

NA PONTA DO GIZ

Yduqs, Cogna, Ânima, Ser… empresas de educação devem sofrer no 1T26; veja quem ganha e quem perde, segundo o BofA

22 de abril de 2026 - 16:21

Em algumas empresas, os programas híbridos e presenciais devem absorver parte das quedas de matrículas do ensino à distância

O VAIVÉM DA TRÉGUA

Trump leva turbulência aos mercados, coloca bolsas em zona de perigo e faz o petróleo decolar

21 de abril de 2026 - 17:35

O temor de que o grande acordo prometido pelo presidente norte-americano não saia do papel — dando lugar à prontidão militar — fez os investidores apertarem o botão de venda

NO BALANÇO DAS HORAS

Do ouro e prata ao cobre e níquel, o tic-tac do cessar-fogo derruba commodities metálicas 

21 de abril de 2026 - 15:53

A notícia de que as conversas entre Washington e Teerã estariam suspensas chegou minutos antes do fechamento, funcionando como um gatilho para ampliar as perdas

INFLAÇÃO VIROU ALIADA?

O FII que paga IPCA + quase 10% ao ano: por que a XP segue comprada no KNIP11

21 de abril de 2026 - 12:00

Para analistas, fundo imobiliário de CRIs combina perfil defensivo, IPCA e gestão forte para entregar renda consistente em cenário incerto

FLUXO GLOBAL

Brasil é o emergente preferido dos estrangeiros na América Latina — mas a bolsa que mais dispara em 2026 fica do outro lado do mundo

20 de abril de 2026 - 13:05

Apesar do fluxo bilionário para o Ibovespa, uma bolsa na Ásia já disparou mais de 50% no ano e lidera o ranking global entre os emergentes

ATÉ MAIS TARDE

O bitcoin não dorme — e a B3 quer acompanhar: bolsa estende pregão de criptomoedas e ouro até 20h

20 de abril de 2026 - 9:54

Com cripto operando 24/7 lá fora, mudança busca aproximar o investidor local do ritmo global do mercado; veja o que muda na prática

MERCADOS HOJE

Petróleo salta com nova escalada no Oriente Médio e pressiona bolsas globais. Por que o mercado entrou em alerta?

20 de abril de 2026 - 9:21

Escalada das tensões reacende temor sobre oferta da commodity e pressiona ativos globais na abertura da semana; veja o que mexe com os mercados hoje

BULL MARKET

A tendência de alta do Ibovespa é consistente e o índice de ações pode ultrapassar os 225 mil pontos, segundo o Daycoval

18 de abril de 2026 - 10:45

A posição do Brasil no contexto geopolítico, de guerra e pressão inflacionária, favorece a entrada de mais investidores globais nos próximos meses

PATINHO FEIO

Ibovespa voa, mas Small Caps ficam para trás — e distância entre um índice e outro é a maior em 20 anos

17 de abril de 2026 - 19:01

O índice das ações medianas não entrou no apetite dos estrangeiros e, sem os locais, os papéis estão esquecidos na bolsa

NÃO É QUALIDADE

Fleury (FLRY3): os dois motivos que fizeram o BTG desistir da recomendação de compra — e quem é a queridinha do setor

17 de abril de 2026 - 18:18

Embora o banco veja bons resultados para a companhia, há outras duas ações do setor de saúde que são as preferidas para investir

OPERAÇÃO BILIONÁRIA

O mercado parou para ler: carta de Bill Ackman detalha a estratégia por trás do IPO duplo da Pershing Square

17 de abril de 2026 - 17:31

Conhecido como “discípulo de Warren Buffet”, ele reforça que o modelo da Pershing Square se baseia em investir no longo prazo em poucas empresas de alta qualidade, com forte geração de caixa e vantagens competitivas duráveis

MERCADOS

Petrobras (PETR4) no olho do furacão: a trégua que virou pesadelo para as petroleiras, drenou o Ibovespa e fez o dólar flertar com os R$ 5,00 

17 de abril de 2026 - 12:54

O cessar-fogo no Líbano e a abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã derrubaram o petróleo, que já chegou a cair 14% nesta sexta-feira (17), e mexeu com as bolsas aqui e lá fora

ENCHEU O CARRINHO

Vai cair na conta? FII da XP compra 6 galpões logísticos por R$ 919 milhões; veja como ficam os dividendos

17 de abril de 2026 - 11:22

Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia