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Com tíquete mais baixo do mercado, fundo que investe somente em títulos públicos de baixo risco desbanca de vez investimento via Tesouro Direto e poupança para reserva de emergência
Quem ganha na briga das plataformas de fundos para convencer o investidor de abrir uma nova conta? Nós, investidores. O emblema dessa disputa hoje é o Simples taxa zero: um fundo que investe somente em títulos públicos pós-fixados (e que por isso nunca dá prejuízo), com liquidez no mesmo dia e sem custo. É o substituto perfeito para o dinheiro que ficaria na poupança ou no Tesouro Selic comprado via Tesouro Direto para atender a qualquer emergência, porém um pouco mais rentável, dada a taxa zerada.
A Pi é a mais nova integrante do movimento, segundo adiantou para esta coluna o CEO da nova corretora, Felipe Bottino. Estreia nesta quarta-feira o fundo Pi Tesouro Selic FI Renda Fixa Simples, com taxa de administração e de custódia zeradas. Os custos fixos também serão cobertos nos primeiros seis meses, que, se espera, seja o tempo necessário para o fundo crescer a ponto de diluir essa despesa. Conclusão: o retorno deve ficar bem próximo ao CDI, referencial das aplicações conservadoras, com o menor risco do mercado, o soberano.
O primeiro a lançar um fundo Simples taxa zero foi o BTG Pactual Digital, em 15 de março deste ano, com mínimo de R$ 500. Poucas horas depois, no mesmo dia, a Órama lançava o seu, com tíquete de entrada de R$ 100. O segundo, da plataforma carioca, nasceu apenas com a taxa de administração zerada, mas anunciou na sequência que cobriria também a custódia e os custos fixos.
O principal diferencial do fundo da Pi é o mínimo, de apenas R$ 30. Assim desbanca de vez a compra do título público via Tesouro Direto, para o qual só restava a vantagem para quem gostaria de investir menos de R$ 100. Bottino também ressalta a segurança do banco, ainda tão cara aos brasileiros. O fundo é gerido, custodiado e administrado pelo Santander. "Dispensa qualquer tipo de comentário sobre solidez, que é o que um fundo para a reserva de emergência precisa ter", defende.
Cada novo fundo taxa zero que nasce vem acompanhando, nas redes sociais, de uma teoria da conspiração. Certamente há alguma taxa escondida – levantam alguns. Na verdade, não. É só conferir o retorno. Os dados públicos mostram que os três fundos – inclusive o da Pi, que ainda não estava na plataforma, mas existe desde abril – têm rendido muito perto de 100% do CDI, sendo que a rentabilidade é obrigatoriamente divulgada já descontada de todos os custos.
A motivação das casas é a disputa pelo investidor. É muito difícil convencer alguém de abrir mais uma conta: em ações e títulos públicos, por exemplo, apenas 5% dos investidores operam por mais de uma corretora segundo dados da B3. O que os executivos dos novos competidores têm percebido é que abrir mão de receita e até mesmo gastar dinheiro para cobrir os custos do Simples taxa zero pode valer mais a pena do que gastar mais com marketing.
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A vantagem nos custos é clara. Enquanto você não paga nada para investir em títulos públicos por meio desses novos fundos, por mais que escolha uma corretora que não cobra taxa, vai ter que arcar com 0,25% ao ano se quiser operar por meio do Tesouro Direto. O gestor não opera por meio do sistema on-line, feito para a pessoa física, e por isso não paga a mesma taxa.
A liquidez também é melhor no fundo, a chamada D0: se você pedir o resgate até o começo da tarde, o dinheiro deve estar na sua conta no mesmo dia. Para pedidos mais tardios, no dia seguinte. Para o Tesouro Direto, vale o D1: você só pode contar com o dinheiro no dia seguinte mesmo que peça o saque de manhã.
Os fundos de renda fixa, entretanto, têm uma desvantagem importante em relação ao investimento no título público por meio do Tesouro Direto: incidência de come-cotas, uma antecipação de imposto semestral, nos meses de maio e novembro. No caso do Tesouro, você só paga imposto quando resgata o título.
A pergunta então é: o peso do come-cotas é suficiente para anular a vantagem de taxa do fundo? E a resposta, fizemos o estudo aqui, é: Não! O fundo taxa zero tende a render mais mesmo considerando a incidência do imposto.
O Tesouro Direto precisaria ter um título público pós-fixado, do tipo Tesouro Selic, com vencimento muito distante para ganhar do fundo, de mais de 7,5 anos. Ao prazo mais longo disponível hoje, 2025, o papel deve perder para o fundo.
Não estamos falando de diferenças exorbitantes, claro, mas, no Brasil do juro baixo, os custos vão ser cada vez mais importantes para um retorno de longo prazo satisfatório. E o fundo, pelo menos até o momento, vence a disputa.
Você na certa vai encontrar um título de crédito que rende mais do que 100% do CDI, alguns inclusive com isenção de imposto de renda. Nesses casos, entretanto, seu dinheiro corre risco de crédito privado – ou seja, inadimplência do emissor. Mesmo com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), caso haja algum problema com a instituição, você pode ficar alguns dias sem poder sacar o seu dinheiro, risco que não considero válido para a reserva de emergência – como o próprio nome diz, o dinheiro que você pode precisar a qualquer momento.
Então, não comparemos laranjas com bananas. O retorno de uma cesta de títulos de dívida avulsos pode ser comparado com o de outro tipo de fundo, que tem permissão por regulamento para investir em crédito privado. Não é o caso desses fundos Simples taxa zero, que podem comprar somente títulos públicos.
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