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2019-10-08T16:21:07-03:00
Não é QE

Fed atuará de forma apropriada no juro e dará mais liquidez ao mercado

Presidente do Fed, Jerome Powell, repetiu mensagem de política monetária e acenou compra de títulos do Tesouro. Ele também descartou juro negativo nos EUA

8 de outubro de 2019
16:19 - atualizado às 16:21
Jerome Powell, presidente do Fed
Imagem: Federal Reserve

Em esperado discurso, o presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, Jerome Powell, manteve a mensagem que já vinha dando ao mercado de que vai atuar de forma apropriada para sustentar a expansão da economia. A novidade foi o aceno de compra de títulos do Tesouro e outras medidas para garantir a liquidez no mercado. Mas Powell foi explícito ao dizer que isso não é um programa de afrouxamento quantitativo (QE na sigla em inglês).

Essa é a primeira fala de Powell depois da divulgação de uma série de indicadores econômicos negativos, que levaram o mercado a elevar para cima dos 70% a probabilidade de novo corte de juro em 31 de outubro. Nos mercados, a reação, até o momento, foi baixa, com as bolsas em Wall Street mantendo baixa. O Dow Jones caía cerca de 0,70%. Por aqui, o Ibovespa seguia próximo da estabilidade. Já o dólar caía 0,35%, a R$ 4,09 (veja a cobertura completa de mercados).

As considerações sobre política monetária estão no fim de um discurso preparado para ser apresentado a “National Association for Business Economics” sobre “data-dependent” ou a importância dos dados para a tomada de decisão na política monetária. E foi um Fed “data-dependent” que Powell destacou.

Para o presidente do Fed, as ações já tomadas pelo colegiado, como a redução do juro em meio ponto nas últimas reuniões, estão dando suporte ao cenário base de crescimento econômico, mercado de trabalho forte e inflação rumando para a meta de 2%.

“A próxima reunião será daqui a algumas semanas e estaremos monitorando cuidadosamente as informações recebidas. Estaremos dependentes dos dados, avaliando as perspectivas e os riscos para as perspectivas, reunião a reunião. Levando tudo isso em consideração, atuaremos de forma apropriada para apoiar o crescimento, um forte mercado de trabalho e uma inflação voltando à meta de 2%”, diz Powell.

Operações de liquidez

O presidente do Fed também falou sobre as operações de mercado aberto que foram feitas em setembro para atender à demanda do mercado por liquidez e enfatizou que essas operações não podem ser confundidas com a compra em grande volume de ativos feitas pelo Fed após a crise de 2008/2009.

Powell falou que chegou a hora do Fed voltar a avaliar o tamanho do seu balanço de ativos, indicando que possíveis compras de títulos do Tesouro devem voltar a acontecer, mas com o objetivo de manter a taxa de juros de mercado em linha com a meta estabelecida pelo Fed.

Na parte de perguntas e respostas, Powell foi claro ao afirmar que o que está sendo feito não é um programa de afrouxamento quantitativo (QE). São operações para manter o bom funcionamento do mercado, sem implicações sobre a economia de forma geral.

No mês passado, as taxas de curto prazo subiram de forma acentuada, sinalizando falta de dólares no mercado para os bancos e outros agentes atenderem necessidades de caixa de curto prazo. Nesses momentos, o Fed atua, comprando títulos de curto prazo e entregando dinheiro ao mercado. Powell disse que ele e seus colegas vão, em breve, anunciar medidas para ampliar a liquidez no mercado.

Juro negativo

Para Powell, taxas de juros negativas não são vistas como uma ferramenta “ideal” dentro do contexto institucional do Fed. “Não temos isso como uma ferramenta de primeira ordem”, disse.

Powell comentava sobre as ferramentas à disposição do Fed para atuar em momentos de crise, como a de 2008. Ele disse que o Fed, vai usar sua “caixa de ferramenta” de forma agressiva se necessário, entre essas ferramentas está o controle da estrutura a termo da taxa de juros, que o Fed influencia via compra de ativos de longo prazo.

Inflação

Powell diz que o Fed quer ver a inflação e as expectativas ao redor da meta de 2%. O desafio é escapar de forças deflacionárias que já atuam em outras partes do mundo, pressionando a inflação esperada pelos agentes do mercado para baixo das metas. "Parece que o problema dessa era é impedir a inflação de ir para baixo."

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