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Na reunião de junho, o banco central norte-americano elevou a taxa de juro em 0,75 ponto percentual, o maior aumento desde 1994, na tentativa de conter uma inflação que não dá tréguas; será que vem mais por aí?
A ata da reunião de política monetária de junho do Federal Reserve (Fed) poderia ser enredo de filme de terror com poucos sustos — talvez por isso muita gente não roeu as unhas.
Embora o mercado não tenha sido lavado por um banho de sangue, o futuro da política monetária dos EUA ainda pode tirar o sono de muito investidor por aí.
Isso porque o documento divulgado nesta quarta-feira (06) dá vida a um fantasma que vem assombrando mercados mundo afora — incluindo o Brasil — há algumas semanas: a recessão.
Mesmo que a ata não mencione textualmente que os EUA vão entrar em recessão, confirma a crença dos membros do comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) de que a política agressiva do Fed contra uma inflação galopante vai provocar a desaceleração do crescimento da maior economia do mundo.
Se você acompanha o mercado de perto sabe que o temor de recessão — por conta do combo: alta de juros nos EUA, guerra na Ucrânia e covid-19 na China — tem provocado verdadeiras catástrofes nas bolsas de valores recentemente.
“Os membros [do Fomc] reconheceram que a consolidação de políticas [do Fed] poderia desacelerar o ritmo de crescimento econômico por um tempo, mas eles viram o retorno da inflação a 2% como crítico para alcançar o máximo de emprego de forma sustentada”, diz um trecho da ata.
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Um filme de terror pode assustar tanto quanto um aumento de juro de 0,75 ponto percentual (pp) seguido de outro. E foi esse o spoiler da ata do Fed de hoje.
O documento indicou que o banco central norte-americano mantém sobre a mesa uma elevação de 0,50 pp ou de 0,75 pp — como a da reunião de junho — para o encontro de política monetária do próximo mês.
"Ao discutir possíveis ações de política nas próximas reuniões, os membros [do Fomc] continuaram a antecipar que os aumentos contínuos da taxa de juro seriam apropriados para atingir os objetivos do Comitê. Em particular, os membros julgaram que um aumento de 50 ou 75 pontos base seria apropriado na próxima reunião", diz a ata.
Então, por que Wall Street opera em alta ao invés de sair correndo, deixando ativos de risco para trás? Porque um susto não é um susto quando já se sabe o que vai acontecer.
Embora um aumento de juro dessa magnitude não seja comum quando se trata dos EUA e dos efeitos que pode provocar na economia, os investidores entendem que saber o que vai acontecer nas próximas cenas é, de alguma forma, um alívio (mesmo que momentâneo).
Enquanto os investidores são assombrados pela possibilidade de recessão, o fantasma que assusta o Fed é outro: as expectativas de inflação de longo prazo.
Mais importante do que desacelerar uma taxa de inflação que atingiu o maior nível em 40 anos nos EUA é manter as expectativas de inflação sob controle — uma forma de medir para onde os preços estão caminhando.
O Fed sempre teve nessas expectativas o norte de sua política monetária — depois que o mercado de trabalho ficou aquecido — e a ata de hoje mostrou que os membros do Fomc estão um pouco temerosos com essa questão.
"Embora as medidas das expectativas de inflação de longo prazo derivadas de pesquisas com famílias, analistas e participantes do mercado fossem geralmente consideradas consistentes com o objetivo de inflação de 2% de longo prazo do Comitê, muitos membros [do Fomc] levantaram a preocupação de que as expectativas de inflação de longo prazo poderiam estar começando a subir para níveis inconsistentes com o objetivo de 2%", diz a ata.
Ninguém gosta de saber o final do filme antes de assistir tudo, não é mesmo? Mas, neste caso, nem que o Fed quisesse, seria possível prever se a mocinha — no caso, a economia dos EUA — morre no final.
Alguns analistas, no entanto, avaliaram o documento divulgado hoje pelo banco central norte-americano e as observações podem ajudar você a decidir melhor sobre seus investimentos.
A BMO Capital Markets destaca o fato de a ata de junho mencionar 90 vezes inflação e nenhuma vez recessão.
"O reconhecimento de que a ação do Comitê desaceleraria o crescimento por um tempo está muito de acordo com o trade off da política monetária atualmente em andamento, à medida que os riscos de recessão aumentam, mas, ainda assim, o Fed segue comprometido em subir o juro", diz o diretor administrativo da BMO, Ian Lyngen.
Para Marcelo Oliveira, CFA e fundador da Quantzed, o cenário mudou e a ata de junho reflete o passado.
"O mercado precifica uma recessão agora. O que vemos é que o Fed já tem espaço para ser mais frouxo no aperto monetário", diz. "Agora, a preocupação do mercado é saber o que o Fed irá fazer para evitar esse cenário de recessão nos EUA nos próximos meses", acrescentou.
Paul Ashworth, da Capital Economics, lembra que imediatamente após a reunião de junho, comentários de autoridades do Fed sugeriram que outro aumento de 0,75 pp seria o resultado mais provável para o encontro de julho, mas desenvolvimentos recentes deixam as chances de uma alta de 0,50 muito mais próximas de 50-50.
"Se o Fed aumentará a taxa de 0,75 pp no final de julho ou reverterá para um movimento de 0,50 pp, depende de como os dados recebidos se moldam — em particular os dados de emprego de junho, previstos para sexta-feira, e o CPI de junho, na quarta-feira da semana que vem", disse Ashworth.
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