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Apesar de histórias de vida e negócios diferentes, há pontos em comum entre os maiores bilionários do mundo – são pistas do que pode ter feito a diferença
Você sabia que os dez homens mais ricos do mundo fizeram sua própria fortuna? Veja só:
Nenhum deles herdou sua fortuna. Todos chegaram ao topo por conta própria.
Desde meados de junho o Seu Dinheiro publicou aos domingos a história desses bilionários contadas pelas jornalistas Naiana Oscar e Natalia Gómez. Essas reportagens entraram na nossa lista de mais lidas semana após semana e foram acessadas por centenas de milhares de leitores.
Diante do sucesso da série, montamos um eBook com todas as histórias para dar de presente aos nosso leitores. Para receber um exemplar de graça em seu e-mail basta clicar aqui.

Apesar de histórias de vida e negócios diferentes, há pontos em comum. São pistas do que pode ter feito a diferença - e gerado bilhões. Examinei esses perfis e identifiquei nove semelhanças:
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Todos os homens mais ricos do mundo foram visionários e conseguiram enxergar tendências de mercado antes. Jeff Bezos acreditou no e-commerce antes de qualquer varejista. Amancio Ortega inovou no ramo da moda ao apostar no conceito de fast fashion, abastecendo suas lojas mais rápido que a concorrência.
Bill Gates teve duas grandes sacadas fundamentais: entendeu em 1975 que todo mundo teria um microcomputador na sua mesa do escritório e viu logo no início da Microsoft que os programas dos computadores também eram produtos - e não apenas as máquinas, como se pensava na época.
Já Larry Page teve em um sonho a grande ideia da sua vida. Ele viu uma tecnologia que poderia “baixar” a internet inteira e esse conceito foi a origem do Google.
Ter uma boa sacada de negócios foi só o primeiro passo. Muitos outros vieram na sequência, entre eles, a coragem para apostar na sua ideia e aceitar a mudança de vida que vem no pacote de quem arrisca.
Quem nunca pensou em largar tudo para abrir um negócio? Mas aí lembra do seu emprego estável, carteira assinada, férias, 13º salário e também das contas para pagar e acha melhor “deixar quieto” em vez de assumir o risco do desconhecido.
A verdade é que os homens que conquistaram as maiores fortunas do mundo assumiram algum risco. Poderia ter dado errado. Mas eles preferiram pagar para ver.
Bill Gates largou a universidade de Harvard para mergulhar de cabeça na corrida tecnológica da época. Michael Bloomberg foi empreender aos 39 anos após uma demissão.
Bezos foi considerado “louco” pelos amigos quando abandonou uma carreira de analista de investimentos para montar uma livraria online. Deixou de ganhar bônus gordos de Wall Street para ficar anos ralando sem lucro na Amazon até o negócio virar.
Não dá para ser peixinho e querer nadar no mar de tubarões. Para levar seu negócio a outro patamar, esses empresários precisaram de uma boa dose de malícia.
Bill Gates, por exemplo, blefou para conseguir um contrato da novata Microsoft com a IBM para a entrega de um sistema operacional. Ele não tinha nada pronto e fechou o contrato mesmo assim.
Larry Ellison lançou seu primeiro produto no mercado com o nome de Oracle 2, mesmo sem nunca ter existido um Oracle 1. Foi uma jogada de marketing para fingir que todos os bugs foram resolvidos e estava oferecendo uma versão melhorada do produto. Malandrinhos eles, não?
Carlos Slim aproveitou as crises do México para comprar ativos baratos. Sua maior tacada foi a privatização da precária companhia telefônica Telmex, que deu origem à América Móvil, seu maior negócio.
Bernard Arnault comprou uma fábrica quebrada, dona da marca Dior, e a transformou em um conglomerado de luxo altamente lucrativo.
Mas o mestre mesmo em achar pechinchas foi Warren Buffett. Ele aproveitou a baixa dos mercados após a crise de 1987 para comprar mais de US$ 1 bilhão em ações da Coca-Cola, que na época valiam menos de US$ 3 . Ele carrega esses papéis até hoje e eles valem mais de US$ 50.
Nenhum dos bilionários da lista pensou pequeno, nem no curto prazo. Eles tinham um plano bem traçado para o futuro e, muitas vezes, tiveram sua resiliência testada no meio do caminho.
Jeff Bezos enxergava que vender livros online era o primeiro passo para criar uma gigante que vende de tudo pela internet.
Warren Buffett decidiu que seria milionário aos 35 quando ainda era adolescente. Comprou sua primeira ação aos 11 anos e desde jovem é obcecado por multiplicar dinheiro. Dono de uma carteira com participações em cerca de 60 empresas, sua filosofia de investimentos é focada no longo prazo. E o tempo fez dele uma lenda nos mercados.
Um negócio pequeno pode até ser bom. Mas não vai deixar ninguém bilionário... Para reunir as maiores fortunas do planeta, seus donos precisaram dar escala aos seus negócios.
Só com o Facebook Mark Zuckerberg conseguiu conectar mais de 2 bilhões de pessoas no mundo - e faturar uma bolada todo ano para distribuir publicidade nessa rede.
Gates colocou o Windows em quase todos os computadores que chegam ao mercado. A Amazon só ficou lucrativa quando virou uma gigante.
Mas o maior trunfo neste sentido foi de Bernard Arnault, que transformou grifes de luxo em negócios de larga escala, o que parece até um contra senso.
Alguns episódios da trajetória dos bilionários me lembraram os ensinamentos do polêmico filósofo italiano Nicolau Maquiavel. Muitos deles colocaram na prática a clássica lição de que os fins justificam os meios.
Arnault ganhou o apelido de “predador” pela forma como lida com os negócios. Para montar seu conglomerado fez ofertas hostis a concorrentes e traiu aliados. Também tentou mudar de nacionalidade para pagar menos impostos.
Bezos queimou caixa da Amazon de propósito para matar o negócio de concorrentes e obrigá-los a vender a operação para ele.
Zuckerberg foi impiedoso ao deixar aliados para trás, como o ex-amigo brasileiro Eduardo Saverin e os gêmeos Winklevoss. E até hoje está se explicando sobre como o Facebook cedeu sem consentimento dados de seus usuários.
Mesmo quando chegaram ao topo, essas mentes brilhantes não deixaram completamente o seu negócio principal. A maioria deles permanece como presidente do conselho de administração da empresa para continuar a ditar a estratégia dos negócios.
Há casos como o de Zuckerberg em que ele acumula também a função de CEO e chega a ser criticado por excesso de autoridade no negócio.
Os bilionários ainda têm como principal negócio ações das empresas que o enriqueceram. Mas não só elas. Com a carteira cheia, eles diversificaram.
Muitos deles investiram em ativos imobiliários. Larry Ellison e Zuckerberg são donos até de ilhas particulares. Ortega é dono da maior imobiliária da Espanha e de diversos empreendimentos. Aliás, seus colegas bilionários são seus inquilinos - as sedes de Amazon, Google e Facebook no país ficam em prédios dele.
Carlos Slim tem de tudo no México, imobiliária, inclusive. Além da gigante América Móvil, seu conglomerado reúne cerca de 200 empresas, como petroleira, banco, mineradora e montadora.
Eles também são financiadores de startups e de novas tecnologias. Bezos é dono da Blue Origin, que está na corrida pelas viagens espaciais. Larry Page é investidor de projetos que desenvolvem carros voadores e procuram água em asteróides. Arnault é investidor de Airbnb, Netflix e Spotify.
Se você chegou neste ponto do texto, imagino que esteja entre as duas opções abaixo:
De uma coisa não tenho dúvida: grandes negócios só prosperam quando são tocados por excelentes pessoas. Aprender a identificar quem têm potencial para chegar ao topo - e colar neles - é um dos trunfos dos grandes investidores.
Quer um exemplo? Olhe o caso do alemão Andy Bechtolsheim, que deu um cheque de US$ 100 mil para Larry Page e Sergey Brin tirarem o Google do dormitório acadêmico. Ele não chegou na lista dos 10 mais ricos, mas também virou bilionário e está lá na 252ª posição do ranking da Forbes de 2019.
As oportunidades de ganhar dinheiro estão por aí. Internet das coisas, inteligência artificial, Big Data, 5G e um monte de coisas que eu não consigo nem imaginar vão mudar completamente o modo como as pessoas vivem e se relacionam no futuro. Os visionários já estão criando suas empresas e o mercado está de olho. Hoje mesmo o Seu Dinheiro traz uma reportagem que mostra uma startup avaliada em US$ 75 bilhões - e ela nem existia há dez anos.
Novas marcas vão entrar na lista das empresas mais valiosas do mundo. Novos nomes vão entrar na lista de homens mais ricos do mundo. Estude o comportamento das estrelas em ascensão, aprenda a identificar quem pode chegar mais alto e tente subir junto com elas.
O Seu Dinheiro consultou especialistas no setor financeiro para entender se há, de fato, um risco real para os bancos digitais no Brasil. Por que a resposta unânime é “não”?
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