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Para os analistas do Itaú BBA, o surto de febre suína que atinge a China tende a abrir boas oportunidades para as empresas do setor de proteína animal — e JBS e BRF podem continuar se beneficiando
Entre as dez ações do Ibovespa que acumulam os melhores desempenhos desde o início de 2019, há ativos dos mais diferentes setores — siderurgia, construção civil e saneamento são alguns dos representados no top 10. No entanto, há apenas um segmento com dois representantes: o de proteína animal, com JBS ON (JBSS3) e BRF ON (BRFS3).
As ações ON da JBS, inclusive, lideram a ponta positiva do índice, com uma alta de quase de 115% desde o início do ano — BRF ON aparece na nona posição, com ganho de 57% em 2019. Para o Itaú BBA, contudo, não é hora de se desfazer desses papéis. Pelo contrário: a instituição vê amplo espaço para os ativos continuarem se valorizando.
Em amplo relatório, os analistas Antonio Barreto, Gustavo Troyano e Renan Moura discutem o atual momento do setor de agropecuária, focando nas questões relativas ao surto de febre suína africana que atinge os animais da China — e em como o gigante asiático precisará aumentar suas importações em função disso —, à guerra comercial e aos riscos de recessão global, entre outros fatores de incerteza.
Para os analistas, o cenário para os próximos seis meses inclui um aumento nas exportações de carne bovina dos Estados Unidos e do Brasil. "A China já está importando 41% a mais, mas de países que não conseguirão aumentar ainda mais as exportações no segundo semestre", escrevem os especialistas do Itaú BBA.
Além disso, a instituição afirma que as importações chinesas de frango mal começaram — para a equipe liderada por Barreto, o governo de Pequim precisa aumentar as compras de aves numa magnitude entre 29% e 330% em relação aos níveis atuais.

"As importações mensais de carne de porco aumentaram em 61% em maio, mas essa taxa deve crescer entre 28% e 87%", escrevem os analistas, afirmando que o Canadá e os Estados Unidos foram os principais fornecedores de suínos — o Brasil tem espaço para contribuir mais.
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Em meio às perspectivas de crescimento na demanda por proteína animal por parte do mercado chinês, o Itaú BBA pondera que as empresas desse setor tendem a se beneficiar nos próximos anos. No entanto, a instituição afirma que é essencial que tais companhias reduzam sua alavancagem durante o 'super ciclo' da febre suína africana, que deve durar entre 2019 e 2021.
"Quanto mais forte for o potencial de ganhos desse ciclo, mais potente será a desaceleração que provavelmente irá se suceder", escrevem os analistas. "Por isso, estamos focados no fluxo de caixa do acionista (FCFE) de cada empresa".
Considerando todos esses fatores, o Itaú BBA destaca duas empresas: a JBS e a BRF. A primeira possui recomendação 'outperform' (acima da média) e é classificada como "a principal escolha" no setor — a instituição ainda elevou o preço-alvo para os papéis ao fim de 2019, de R$ 15,00 para R$ 32,00.
Como resultado, as ações ON da JBS fecharam em alta de 3,97% por volta nesta segunda-feira (22), a R$ 24,85. Assim, em relação à cotação atual, o novo preço-alvo do Itaú BBA representa um potencial de ganhos de mais de 28% em relação ao patamar atual dos ativos.
Quanto à BRF, a instituição elevou a recomendação para as ações de neutro para 'outperform' — é a primeira vez em quatro anos que o Itaú BBA atribui essa classificação aos papéis da empresa. O preço-alvo também subiu, passando de R$ 23,00 para R$ 37,00.
Considerando os ganhos de hoje de BRF ON — alta de 3,29%, a R$ 34,55 —, a nova meta da instituição implica num espaço de mais de 7% para que as ações continuem avançando.
Barreto, Troyano e Moura ponderam que a BRF possui um potencial maior para ser a principal beneficiada com o surto de febre suína, uma vez que as importações de frango pela China tendem a aumentar em maior escala. Contudo, o Itaú BBA vê um fluxo de caixa ao acionista menos atrativo na BRF.
As demais companhias do setor de proteína animal — Marfrig e Minerva — também foram analisadas pelo Itaú BBA. E a instituição também mostra-se relativamente otimista com as perspectivas para as duas empresas.
Em relação às ações ON da Minerva (BEEF3), os analistas mantiveram a recomendação 'outperform' e o preço-alvo em R$ 11 — um potencial de alta de mais de 28% em relação à cotação atual, de R$ 8,56. "Acreditamos que a Minerva é uma boa opção no segundo semestre, já que irá se beneficiar da aceleração nas exportações de carne do Brasil".
Por fim, a instituição manteve a recomendação para os papéis ON da Marfrig (MRFG3) em neutro, com preço-alvo em R$ 7,00, citando o desempenho financeiro da empresa e afirmando que a companhia segue como "um desafio". As ações fecharam a R$ 6,36, o que implica em espaço limitado para alta.
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