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Os papéis disparam quase 20% na bolsa depois que o novo ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, afirmar que dará prosseguimento ao processo de capitalização da estatal, o que deve significar o fim do controle do governo sobre a companhia
A simples indicação de que o governo do presidente Jair Bolsonaro pode retomar o plano de privatização da Eletrobras faz as ações da estatal dispararem hoje na B3.
Os papéis ampliaram a alta logo depois que o novo ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, afirmar que dará prosseguimento ao processo de capitalização da holding de energia.
O mercado entendeu com a fala que o ministro pretende retomar o plano da gestão do ex-presidente Michel Temer de fazer uma oferta de ações da estatal. O ex-presidente chegou a apresentar um projeto de lei para permitir a operação, mas não conseguiu a aprovação no Congresso.
A União possui hoje 51% das ações com direito a voto da Eletrobras e, inicialmente, não venderia ações na oferta, cujos recursos seriam usados para reforçar o caixa da empresa. Mas como a participação seria diluída com a emissão de novas ações, na prática o governo abriria mão do controle da empresa.
Se a privatização for mesmo adiante, será uma mudança em relação ao que disse Bolsonaro durante a campanha eleitoral. Na ocasião, o então candidato disse ser contrário à venda da área de geração de energia elétrica, principal ativo da Eletrobras hoje.
Por volta das 16h50, as ações ON (com direito a voto) da estatal disparavam quase 20%, enquanto as preferenciais (PNB, sem direito a voto) subiam de 14%.
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Os investidores também reagem à notícia de que o atual presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, permanecerá no comando da companhia. Ele disse que foi convidado pelo novo ministro para permanecer à frente da empresa e que decidiu ficar no cargo para tocar o processo de capitalização.
A alta das ações da estatal ajuda o Ibovespa a começar o ano com forte ganho de 3,63%, aos 91.037 pontos. Se mantiver esse nível até o fechamento, o principal índice da bolsa marcará um novo recorde histórico.
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
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