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Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula do Mercado

Mercado se despede de 2019

Pregão espremido entre o fim de semana e as comemorações pela chegada de 2020 marca o fim dos negócios locais em 2019

Olivia Bulla
Olivia Bulla
30 de dezembro de 2019
5:12 - atualizado às 6:19
Ausência de notícias relevantes mantém dinâmica recente dos ativos globais

O mercado financeiro doméstico se despede de 2019 hoje, em um pregão espremido entre o fim de semana e as comemorações pela chegada de 2020, que mantêm os negócios locais fechados até quarta-feira. Apenas Nova York funciona, praticamente sozinha, amanhã. Neste último dia de negócios por aqui, os ativos de risco devem ir parando aos poucos, com os investidores dando adeus ao ano velho.

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Isso pode até não impedir o Ibovespa de cravar o 40º recorde de pontuação do ano, em termos de fechamento, após passar por uma ligeira correção na sexta-feira passada. Mas a realização de lucros também pode ser ampliada hoje. Tudo vai depender do movimento das bolsas do exterior, que tem conduzido o rali global, com a liquidez do Federal Reserve tornando o cenário atual à prova de qualquer efeito negativo. 

Já o dólar pode tentar furar a barreira de R$ 4,00, em dia de formação da taxa Ptax. Vai depender de quem sair melhor na disputa entre “comprados” e “vendidos”. Seja como for o desempenho do mercado doméstico neste último pregão do ano, 2020 carrega muitas expectativas positivas para o país entre os investidores, diante do otimismo com a retomada da economia e da perspectiva de votação de novas reformas.

Exterior conduz

Lá fora, os índices futuros das bolsas de Nova York têm alta moderada, após Wall Street cravar a quinta semana consecutiva de valorização, ao passo que o dólar caminha para o terceiro dia seguido de queda em relação às principais moedas rivais. Na Ásia, a sessão foi mista, com recuo em Tóquio (-0,8%), mas altas em Hong Kong (+0,3%) e Xangai (+1,1%).    

Nos demais mercados, o barril do petróleo tipo WTI segue acima de US$ 60, diante da perspectiva de impulso do crescimento da economia mundial. Já o rendimento (yield) do título norte-americano de 10 anos se estabiliza na faixa de 1,9%, diante da redução do risco de recessão na maior economia do mundo.    

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De um modo geral, a ausência de novidades no front mantém a dinâmica recente dos mercados globais, com os investidores aguardando a assinatura da fase um do acordo comercial entre Estados Unidos e China. Mas os ativos têm um olhar atento à Coreia do Norte, em meio a possíveis “medidas ofensivas” de Pyongyang. 

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Agenda fraca tem Fed e atividade em destaque

A segunda-feira traz como destaque, no Brasil, duas publicações do Banco Central. Às 8h25 sai o tradicional relatório de mercado Focus, que não deve trazer muitas mudanças nas estimativas para as principais variáveis macroeconômicas do país. Depois, às 10h30, é a vez dos dados do BC sobre a política fiscal em novembro. 

Também às 10h30, já nos EUA, saem os estoques no atacado e o saldo da balança comercial, ambos referentes a novembro. Depois, às 12h, é a vez das vendas pendentes de imóveis nos EUA no mês passado. No fim do dia, a China divulga números oficiais sobre a atividade em dezembro.  

Números dos setores industrial e de serviços nos EUA e na zona do euro marcam o início de 2020. Os dado serão conhecidos na quinta-feira, quando os mercados globais voltam da pausa pelo Dia da Confraternização Universal, na quarta-feira. No dia seguinte, na sexta-feira, merece atenção a ata da reunião de dezembro do Federal Reserve.

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