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Bruna Furlani

Bruna Furlani

Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.

Boas novas

No caminho certo para crescer: UBS eleva para compra as ações da B2W, dona do Submarino e Americanas.com

Na visão do UBS, as ações podem chegar ao preço-alvo de R$ 56 em 12 meses, o que representaria uma alta de 36,39% em relação ao preço de fechamento de ontem (26)

Bruna Furlani
Bruna Furlani
27 de agosto de 2019
15:27 - atualizado às 10:58
Site Americanas
Imagem: Shutterstock

A ideia da dona do Submarino e das Americanas.com, a B2W, de migrar de um modelo puramente focado no comércio eletrônico para uma opção híbrida fez com que as ações da empresa voltassem ao radar dos analistas do UBS.

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Em relatório publicado hoje (27), o banco destacou que a companhia (BTOW3) apresenta um caminho bastante claro rumo ao crescimento da plataforma. As novas perspectivas para a empresa fizeram com que os especialistas do banco elevassem os papéis ordinários da companhia para compra. Antes, a recomendação era neutra.

Na visão do UBS, as ações podem chegar ao preço-alvo de R$ 56 em 12 meses, o que representaria uma alta de 36,39% em relação ao preço de fechamento de ontem (26).

Por volta das 14h30, os papéis ordinários da companhia estavam sendo negociados a R$ 40,63, uma queda de 1,05%.

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Ganho de mercado

Em sua justificativa, os analistas do banco disseram que estão positivos com a decisão de migrar de um modelo baseado no comércio eletrônico (modelo 1P) para o modelo que busca unir o e-commerce, com uma plataforma que apresenta em um só lugar lojas de vários segmentos (marketplace) e uma parte de serviços digitais.

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Na previsão dos analistas, tal decisão pode fazer com que o volume bruto de mercadorias dentro de plataformas conhecido como GMV passe de 31% no segundo trimestre de 2019 para 34% no terceiro trimestre deste ano.

Já nas projeções mais distantes, os especialistas do banco ressaltam que o volume bruto de mercadorias dentro da plataforma digital pode chegar a 77% em 2022, contra os 58% registrados em 2018.

Entre os motivos para estar mais positivos, os analistas citam que está o fato de que as Americanas.com são o destino número nas categorias de busca e que há espaço para aumentar ainda mais a sua presença digital.

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Outro ponto de destaque é que o mercado on-line ainda tem baixa penetração no Brasil e que a B2W pode alcançar um market share de 25% em 2021 roubando o espaço de players menores, com essa estratégia de migrar para uma plataforma híbrida.

Hoje, a título de comparação, o Mercado Livre possui 36,1% de market share, enquanto a dona do Submarino e da Americanas.com, a B2W, possui 18%.

Aumento de capital

Além das mudanças para tornar a plataforma mais ampla em termos de produtos e serviços, o UBS destaca que o aumento de capital aprovado no conselho de administração da B2W na semana passada pode diminuir os riscos do crescimento.

Para os especialistas, a aprovação do aumento de capital no montante de R$ 2,50 bilhões poderá ajudar a companhia a transformar dívidas em caixa.

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Segundo os cálculos dos analistas do UBS, o caixa esperado para a companhia agora no segundo semestre deve ser R$ 570 milhões e de R$ 444 milhões em 2020.

Ao transformar as dívidas em caixa, a empresa poderá voltar a investir em crescimento e melhorias em termos de suporte de sua plataforma híbrida - que envolve a junção do e-commerce, com o marketplace e serviços digitais.

Mas não será fácil

Na opinião dos especialistas do UBS, a execução de tudo isso envolve uma estrutura bastante complexa. Isso porque a ideia de ofertar produtos e serviços que o consumidor usa no mundo físico, mas que são comprados pela internet, - conceito conhecido como O2O (on-line to offline) -, envolve riscos de integração e de logística que precisam ser monitorados.

A razão é que tais motivos poderiam atrapalhar no crescimento das receitas e da rentabilidade da companhia. Um dos pontos de atenção é que a companhia permanece com margem líquida e operacional negativas, de 7% e de 0,46%, segundo os dados do último balanço.

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Além disso, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, que mede a rentabilidade da empresa para os acionistas) também está negativo e fechou o segundo trimestre de 2019 em 13,53%.

No relatório, os especialistas pontuaram também que a Lojas Americanas (LAME4) possui 61,47% das ações da B2W e que a estrutura do braço de negócios da carteira digital (AME), é dividida entre a Lojas Americanas que detém 56,9% de participação e a B2W que possui 43,1%, o que poderia afetar a precificação das ações da dona do Submarino e da Americanas.com.

Além das vendas no varejo digital, um dos principais destinos do aporte que recebeu era a ideia de alavancar a carteira digital AME.

De qualquer forma, em um cenário mais negativo com a Lojas Americanas e com a AME Digital, a expectativa dos especialistas é que a ação poderia cair e ser negociada ao valor de R$ 25, o que representaria uma queda de 39,11% em relação ao fechamento de ontem (26).

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