Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Apertem os cintos… A Boeing está falindo!

Para que fique claro o que estou afirmando, vou repetir: se não for salva pelos contribuintes americanos, a Boeing vai quebrar

4 de novembro de 2019
10:39 - atualizado às 15:46
miniatura de Boeing 737 MAX
Miniatura de Boeing 737 MAX em exposição em Moscou em julho de 2017 - Imagem: Shutterstock

Durante o fim de semana, troquei diversos e-mails e WhatsApps com um comandante de Boeings 777 de uma importante companhia aérea asiática. Assunto: crise da The Boeing Company, que inevitavelmente a levará à falência se não for encampada pelo governo americano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para que fique claro o que estou afirmando, vou repetir: se não for salva pelos contribuintes americanos, a Boeing vai quebrar.

Meu amigo piloto encaminhou um artigo de 110 páginas cujo título é: Why Boeing is Going... The Deadly Path from Blackmail to Bankruptcy (Por que a Boeing está indo… O caminho mortal da chantagem para a falência).

O autor da matéria, David Spring, é professor da Universidade de Washington. Pela qualidade técnica de sua argumentação, vê-se que conhece o assunto. Estou me referindo ao trágico Boeing 737 Max.

Como se sabe, dois Max, um da Lion Air, da Indonésia, e o outro da Ethiopian Airlines, ambos novos em folha, caíram em circunstâncias idênticas, logo após a decolagem, com um intervalo de 132 dias entre um desastre e outro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em resposta, diversas companhias aéreas que já haviam incorporado o Max em suas frotas imediatamente suspenderam os voos da aeronave, antes mesmo que a Boeing e a FAA (Federal Aviation Administration) determinassem essa interdição.

Leia Também

Agora, o Senado americano está investigando o que realmente aconteceu com os Max e a verdade começa a surgir à tona.

O projeto Max é um Frankenstein. Como a aeronave tinha um defeito sério de concepção, numa tentativa canhestra de saná-lo, os motores foram deslocados 30,5 centímetros para a frente e outros 30,5 para cima. Disso resultou um jato aerodinamicamente ingovernável.

Para corrigir o defeito do defeito, a Boeing criou um sistema automático de controle de voo chamado MCAS. Mas decidiu não dar conhecimento de sua existência aos pilotos, excluindo-o do manual do Max (1.600 páginas). Por um cochilo, se esqueceram de tirar a sigla do glossário ao final do livro de instruções.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No momento, há aproximadamente 500 Max em poder das companhias aéreas que os adquiriram, imobilizados no solo. Outros 1.514 já fabricados, atulham os pátios de estacionamento (inclusive os de automóveis dos empregados) da Boeing em Seattle e de boa parte dos aeroportos do estado de Washington (noroeste dos Estados Unidos).

Como desgraça pouca é bobagem, descobriu-se agora que os Boeings 737 NG (Next Generation, parece piada), que compreendem os modelos 737-700, 737-800 e 737-900, estão apresentando fissuras na estrutura.

A Gol, por exemplo, interditou 11 NGs, além de sete Max há meses no solo. Diversas companhias aéreas estão imobilizando parte de seus NGs. Entre elas, a Koreian Air, a Ryanair e a Qantas. É questão de dias que outras empresas façam isso também.

Até o surgimento da crise atual, os 737 representavam 80% das vendas da Boeing Company, uma das componentes do índice Industrial Dow Jones de 30 ações. Trata-se da oitava em valor de mercado: US$ 211 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quando a Boeing falir, pedir concordata ou for estatizada (hipótese esta última que considero a mais provável), teremos um tombaço na Bolsa de Valores de Nova York, que acabará repercutindo na daqui.

O mercado está varrendo esse problema para baixo do tapete. Não por muito tempo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PROJEÇÕES REVISADAS

O minério de ferro vai dar uma trégua? A aposta do mercado para os números da Vale (VALE3) no primeiro trimestre de 2026

28 de abril de 2026 - 6:59

Mesmo com queda trimestral esperada, projeções indicam Ebitda acima de US$ 4 bilhões, impulsionado por metais básicos

O BRILHO DO AÇO

Gerdau (GGBR4) decide abrir o cofre e distribuir R$ 354 milhões em dividendos; Metalúrgica Gerdau (GOAU4) recomprará ações

27 de abril de 2026 - 19:57

A Metalúrgica Gerdau também anunciou nesta segunda-feira (27) o repasse de R$ 105,9 milhões (R$ 0,08 por ação) aos acionistas, com pagamento agendado para o dia 10 de junho

PIZZA FATIADA

O ‘milagre’ da multiplicação na Sabesp (SBSP3): uma ação pode virar cinco; entenda se o acionista ganha mais com isso 

27 de abril de 2026 - 19:44

A empresa de saneamento de São Paulo vota nesta terça-feira (28) o desdobramento de seus papéis, e o Seu Dinheiro conta como funciona o ajuste de preço, as datas de corte e o impacto para quem já tem SBSP3 na carteira

TCHAU, SÓCIOS

A estratégia da Petrobras para dominar o pré-sal de Jubarte por quase US$ 1 bilhão

27 de abril de 2026 - 19:06

Ao tirar Shell, ONGC e Brava do Campo de Argonauta, a estatal elimina as burocracias de negociação, simplifica a gestão e encerra processos de equalização que costumam dar dor de cabeça (e tomar tempo) para as petroleiras

TEM MAIS PELA FRENTE?

O ‘apagão chinês’ que está forjando a virada da Usiminas (USIM5) — ação ainda pode saltar 30%

27 de abril de 2026 - 17:13

Para analistas do UBS BB, tarifas antidumping contra a China e preços mais altos podem destravar valor para USIM5; Morgan Stanley está menos otimista

NEM LUXO, NEM BÁSICO

Santander (SANB11) vai à caça da média alta renda: banco quer levar cliente ‘do meio do caminho’ ao topo — e dobrar o Select até 2028

27 de abril de 2026 - 15:48

Com novo programa de recompensas e benefícios, banco quer fisgar cliente que fica no meio do caminho entre varejo e private, afirmou Thiago Mendonça ao Seu Dinheiro; veja a estratégia

INVESTIR PARA CRESCER

Nubank (ROXO34) anuncia investimentos de R$ 45 bilhões no Brasil em 2026; para onde irá este dinheiro?

27 de abril de 2026 - 13:15

Enquanto o Nubank avança em seus investimentos, o mercado aguarda os resultados para entender se essa expansão virá acompanhada de mais riscos

ALTA RENDA NO RADAR

Na rota do luxo entre Brasil e Miami: JHSF (JHSF3) compra operação de aviação executiva nos EUA e reforça ambições internacionais

27 de abril de 2026 - 12:01

A Embassair oferece uma plataforma completa de serviços para a aviação executiva, incluindo abastecimento de aeronaves e atendimento a passageiros, com operação 24 horas por dia

AÇÕES COMO GARANTIA

Do grupo Mover ao Bradesco BBI: acionistas da Motiva (MOTV3) vendem participação para pagar dívida bilionária

27 de abril de 2026 - 10:57

A companhia tem 37 concessões em rodovias, aeroportos e trilhos e pode mudar de mãos para pagar dívida entre Bradesco e Grupo Mover

NEGOCIAÇÕES ACALORADAS

O nó da Raízen (RAIZ4): empresa faz nova proposta aos credores, mas bate o pé para manter Ometto no comando, diz jornal

27 de abril de 2026 - 10:01

A companhia tenta levantar até R$ 5 bilhões em novo capital e negocia alternativas com credores, que pressionam por mudanças na governança e discutem conversão de dívida em participação acionária

SAI LATACHE, ENTRA MAK

Oncoclínicas (ONCO3): sócio da Latache renuncia aos cargos de vice-presidente, CFO e diretor de RI

27 de abril de 2026 - 9:28

A empresa teve três CFOs em menos de três meses. Camille Loyo Faria, ex-Americanas e ex-Oi, durou pouco mais de um mês no cargo, e deu espaço à Vieira, agora substituído por Quintino

PRÉVIA DOS BALANÇOS

Itaú (ITUB4) vai ser o grande destaque da safra do 1T26 ou o Bradesco (BBDC4) encosta? O que esperar dos balanços dos bancos

27 de abril de 2026 - 6:11

Inadimplência, provisões e pressão no lucro devem dominar os balanços do 1T26; veja o que esperar dos resultados dos grandes bancos

DE OLHO NA AGENDA

Temporada de balanços ganha força: Vale (VALE3), Santander (SANB11) e WEG (WEGE3) divulgam resultados; veja o calendário da semana

26 de abril de 2026 - 16:42

Bancos e indústria chegam com projeções otimistas para o 1T26, enquanto o mercado monitora sinais sobre demanda e rentabilidade

REGRAS DO MERCADO

Por que a Ecopetrol não precisa fechar o capital da Brava Energia (BRAV3)?

25 de abril de 2026 - 16:02

As partes envolvidas, Ecopetrol e demais acionistas, estruturaram a operação como formação de controle, e não como transferência de controle

FUSÕES

Sabesp (SBSP3) avalia transformar a EMAE em uma subsidiária integral

25 de abril de 2026 - 14:25

A Sabesp afirmou que avalia incorporar a totalidade das ações da EMAE por meio de uma relação de troca

COMPRA OU VENDA?

Rali do Bradesco (BBDC4) impressiona, mas XP mantém pé no freio e prefere ficar de fora

25 de abril de 2026 - 12:45

Mesmo com execução melhor que o esperado e recuperação operacional em curso, analistas avaliam que juros altos, competição e upside limitado justificam recomendação neutra para BBDC4

FIM DA NOVELA?

Petrobras (PETR4) e IG4 selam acordo pela Braskem (BRKM5); XP diz que movimento pode “destravar” reestruturação

24 de abril de 2026 - 19:50

Novo acordo prevê paridade no conselho e decisões conjuntas; analistas destacam maior influência da estatal em meio à fragilidade financeira da Braskem

A CERVEJA ESQUENTOU

Nem a Copa do Mundo salva a Ambev (ABEV3): Safra rebaixa ação e aumenta preço-alvo

24 de abril de 2026 - 16:15

Banco eleva preço-alvo de ABEV3 para R$ 16, mas avalia que mercado ignora pressão de margens e já precifica cenário positivo

VALE A PENA?

Brava (BRAV3) pode ter novo dono: colombiana compra 26% da junior oil e propõe OPA; o que muda para o investidor?

24 de abril de 2026 - 9:54

A estatal colombiana pretende, ainda, lançar uma OPA (oferta pública de ações) para comprar mais 25% das ações, com preço de R$ 23, prêmio de 27,8%

O ÚLTIMO A SAIR...

Sem CEO e sem CFO? Alliança Saúde (AALR3) vive onda de renúncias no comando; presidente sai após menos de um ano no cargo

24 de abril de 2026 - 9:26

Renúncia de Ricardo Sartim amplia incertezas enquanto empresa negocia dívidas e tenta reorganizar o caixa

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia