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Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Banco Central

Senado inicia trâmites para sabatina de novo presidente do BC e diretores

Na sessão desta terça-feira senadores devem apresentar seus pareceres sobre Roberto Campos Neto e sobre os diretores Bruno Serra Fernandes e João Manoel Pinho de Mello

19 de fevereiro de 2019
9:18
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central no governo Bolsonaro
Com a proximidade da decisão do Copom, ibovespa recua e opera no vermelho hoje - Imagem: Marcos Corrêa/PR

Está na pauta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado a leitura dos relatórios sobre as indicações de Roberto Campos Neto, para presidente do Banco Central (BC), e dos diretores Bruno Serra Fernandes e João Manoel Pinho de Mello. A sabatina acontecerá na próxima terça-feira, dia 26.

O relatório sobre a indicação de Roberto Campos Neto está a cargo do senador Eduardo Braga (MDB-AM). Após considerar a apresentação feita por Campos Neto, na qual ele apresenta suas credenciais acadêmicas e diz alinhado à equipe econômica, o senador afirma que a comissão se encontra em condições de deliberar sobre a indicação.

O mesmo procedimento acontecerá para os indicados às diretorias. A relatoria do processo de Bruno Serra Fernandes para diretor de Política Monetária está com o senador Rodrigo Pacheco (DEM-RO).

Nos documentos enviados ao senado, Fernandes, relata sua trajetória profissional, com passagens pelo Boston Asset Management (2002), tesouraria do Bank Boston (2005), sua atuação na gestão de risco da instituição, após a compra do Boston pelo Itaú e posterior fusão com Itaú Unibanco (2006 a 2013). Em 2014, Fernandes assumiu a área de renda fixa proprietária, e descreve sua experiência no trato com investidores estrangeiros e participação em fóruns locais e internacionais voltados à promoção do mercado de capitais brasileiros.

Sobre sua participação acionária no Itaú Unibanco, Fernandes diz que fará alienação das ações até a data de sua posse. Fernandes é economista formado pelo Ibmec e mestre em economia pela USP.

A indicação de João Manoel Pinho de Mello para a diretoria de Organização do Sistema Financeiro e Resolução está com o senador Wellington Fagundes (PR-MT).

Nos documentos enviados ao Senado, Pinho de Mello apresenta sua carreira acadêmica como professor em universidades no Brasil e no exterior e listou diversos artigos publicados. Entre 2013 e 2016 ele foi sócio da Pacífico Gestão de Recursos. Em março de 2017 chegou ao extinto Ministério da Fazenda, como chefe da assessoria especial para Reformas Microeconômicas, depois virou secretário de promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência e no fim de 2018 respondeu pela Secretaria de Política Econômica. O indicado tem PhD em economia pela universidade de Stanford.

Pinho de Mello afirma que no período em que exerceu cargos no Ministério da Fazenda atuou junto com o Banco Central na formulação e implementação de reformas para melhorar a intermediação financeira e promoção da concorrência. O indicado teve forte atuação, por exemplo, no projeto do cadastro positivo de crédito, e na adoção da Taxa de Longo Prazo (TLP), que substituiu a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) nas operações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A sabatina dos três indicados está agendada para o dia 26 de fevereiro. Geralmente os indicados fazem um discurso inicial e depois respondem aos questionamentos dos senadores. Finda essa etapa é feita a votação/apuração de votos na comissão. Depois os nomes vão à apreciação do plenário do Senado.

Se aprovados, os indicados são formalmente nomeados e depois ocorre a posse em evento no Banco Central (BC). Todas essas etapas devem estar concluídas até o começo de março, permitindo que Campos Neto e os diretores votem na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) dos dias 19 e 20 de março.

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