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2022-06-09T17:22:21-03:00
Liliane de Lima
É repórter do Seu Dinheiro. Jornalista formada pela PUC-SP.
NOVELA CONTINUA

Greve do BC: Vai ter reunião do Copom? A resposta é sim — mesmo com as publicações atrasadas

A reunião do Copom acontece nos dias 14 e 15 de junho e os servidores apresentaram uma contraproposta de reajuste de 13,5% nos salários

9 de junho de 2022
17:22
Foto da fachada do Banco Central; servidores finalizam greve
Fachada da sede do Banco Central do Brasil, em Brasília - Imagem: Shutterstock

Estamos a uma semana da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e os capítulos da novela da greve dos servidores do Banco Central (BC) seguem com poucas novidades.

Nesta quinta-feira (9), o BC garantiu que o Copom vai acontecer nos dias 14 e 15 de junho, segundo o previsto.

Mas, os servidores continuam com os braços cruzados e a greve, que já dura mais de dois meses, deve impactar as atividades que antecedem a reunião, como o Ciclo de Projeção — que deveria acontecer amanhã (10), mas foi cancelada, segundo informações da Broadcast.

Por outro lado, o BC deve divulgar uma atualização parcial do Boletim Focus na próxima segunda-feira (13), assim como nesta semana. Isso porque as estimativas do mercado são usadas nos modelos de inflação do Copom. O órgão, porém, ainda não confirmou.

Greve do BC e novas tentativas de negociação

Na última sexta-feira (3), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, se reuniu com representantes dos servidores para uma tentativa de negociação, mas que terminou sem avanços.

A greve do BC, iniciada em 1º de abril, continua por tempo indeterminado. Logo, as publicações do órgão também seguem suspensas, como a divulgação da PTAX (taxa de conversão entre dólar e real), a assinatura de processos de autorização no sistema financeiro e publicações do órgão.

O PIX é um dos únicos serviços da autarquia que não foi afetado pela greve.

Mas, novos capítulos da negociação estão por vir. Após a reunião com líderes da greve, o BC enviou ao governo uma nova proposta de Medida Provisória (MP) com reestruturação de carreira dos servidores.

O texto retira o pedido de reajuste de 22%, que estava previsto na MP anterior enviada no mês passado, e propõe apenas itens não salariais — como a definição da carreira como típica do Estado e exigência de nível superior para o concurso para técnico do órgão.

Na segunda-feira (6), o Sindicato Nacional dos Funcionário do Banco Central (Sinal) decidiu apresentar uma contraproposta ao governo de 13,5% de reajuste salarial mais a reestruturação da carreira. Vale lembrar que os funcionários reivindicavam, inicialmente, uma correção de 27% nos salários.

A contraproposta é uma nova tentativa de negociação partindo dos funcionários, já que o tempo para um reajuste dentro da lei está se esgotando.

A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) impede o crescimento da despesa com pessoal nos 180 dias que antecedem o fim do mandato presidencial. Ou seja, o BC tem até o mês que vem para resolver a questão com os servidores públicos.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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