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Última semana de resultados anuais de 2018 promete ser agitada com grandes empresas do Ibovespa soltando números
Depois de um ano complexo para as empresas com a greve dos caminhoneiros, retomada do crescimento econômico e realização das eleições presidenciais no Brasil, a temporada de balanços com os resultados das companhias em 2018 chega ao fim. Nesta semana, os destaques ficam por conta da Vale, Eletrobras, JBS e da polêmica Gafisa. Além delas, mais quatro empresas apresentam os seus números.
As primeiras a divulgar os seus balanços são a mineradora Vale e a gigante do setor elétrico, a Eletrobras, na quarta-feira (27). Em seguida, saem os resultados da JBS, Bradespar, Gafisa, Sabesp e Taesa na quinta-feira (28). Por último, a Kroton, que é focada na área de educação, apresenta os seus números na sexta-feira (29).

Após superar as expectativas dos analistas no terceiro trimestre de 2018 ao registrar uma alta de 24,7% no lucro líquido recorrente, os analistas permanecem bem otimistas com a Vale. Segundo os especialistas consultados pela Bloomberg, a estimativa é que a mineradora brasileira registre um lucro líquido recorrente de R$ 10,091 bilhões no último trimestre do ano, ante os R$ 5,929 bilhões de 2017, o que representa um aumento de 70,20%.
Esse indicador (lucro líquido recorrente) é mais usado pelos investidores para avaliar se a empresa teve um bom desempenho, já que exclui do resultado fatores extraordinários do período, tais como a variação cambial e swap da dívida.
No quesito geração de caixa, que é medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), os números também devem acompanhar o movimento de alta no quarto trimestre de 2018. Para os analistas, a expectativa é de um aumento de 33,84% no Ebitda. Com isso, o valor deve saltar de R$ 13,385 bilhões para 17,915 bilhões no último trimestre do ano.
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A receita líquida, por sua vez, deve expandir 25,79% no último trimestre do ano.
Já no acumulado de 2018, a receita líquida também deve sofrer aumento de 26,46% e fechar o ano em R$ 137,253 bilhões.
O lucro recorrente anual também deve seguir a mesma linha e apresentar crescimento de 16,91% e terminar 2018 em R$ 26,108 bilhões. Nas estimativas dos analistas, em 2018, o Ebitda anual deve encerrar o período em R$ 62,940 bilhões, uma alta de 28,47% ante 2017.

Ao fechar o ano de 2017 no negativo com um prejuízo de R$ 1,726 bilhão, a Eletrobras mostrou que seria preciso mudar algumas práticas para reverter o prejuízo em lucro. E parece que a estratégia deu certo.
Segundo os analistas entrevistados pela Bloomberg, a estimativa é que a empresa termine o ano com um lucro líquido ajustado de R$ 683,400 milhões, ante o valor negativo de R$ 3,350 bilhões, que registrou um ano antes.
A geração de caixa anual também deve expandir e terminar o ano em R$ 8,483 bilhões. O valor registrado anteriormente foi de R$ 5,554 bilhões, ou seja, um aumento de 52,74%.
A receita líquida anual, por sua vez, deve finalizar o ano passado em R$ 39,351 bilhões, um leve crescimento de 3,89%.
Já os dados do último trimestre do ano passado devem seguir na mesma linha e apresentar expansão. Os analistas entrevistados esperam que a Eletrobras feche o quarto trimestre do ano com lucro líquido ajustado de R$ 17.000 milhões, ante o prejuízo de 491.000 milhões de 2017.
A geração de caixa no último trimestre de 2018 também deve vir melhor. Na opinião dos especialistas, o Ebitda da empresa deve fechar em R$ 1,323 bilhões, uma alta de 132,92%.
Ao contrário dos demais indicadores, a receita líquida deve cair. A expectativa é que ela termine o quarto trimestre em R$ 7,477 bilhões, ante os R$ 9,229 bilhões.

Depois de anos difíceis para a gigante do setor de produção de alimentos, a JBS deve apresentar números mais interessantes no fechamento do ano de 2018. Mesmo assim, a companhia deve terminar o ano passado com uma queda no lucro líquido ajustado e fechar o período em R$ 1,235 bilhões, ante os R$ 2,111 bilhões de 2017. As estimativas foram feitas por analistas consultados pela Bloomberg.
Ainda que isso ocorra, a expectativa é que a geração de caixa apresente leve expansão e termine o ano em R$ 14,496 bilhões, uma alta de 8,05%. A receita líquida também seguir a mesma linha e fechar o ano de 2018 em R$ 182,619 bilhões, um crescimento de 11,92%.


Ela ganhou os holofotes do mercado nos últimos tempos e acabou virando símbolo negativo de investimento. Com uma atrapalhada troca de gestão (que por sinal está longe de ter uma solução), a incorporadora Gafisa deve apresentar mais um prejuízo anual em 2018.
Os analistas consultados pela Bloomberg projetam perdas líquidas de R$ 148,950 milhões em 2018, um resultado melhor do que os R$ 486,414 milhões de prejuízo em 2017, mas que não tira a companhia do buraco.
Apesar disso, a geração de caixa medida pelo Ebitda deve fechar o ano passado bem melhor, com saldo positivo de R$ 4,65 milhões. Em 2017, o Ebitda ficou negativo em R$ 249 milhões. Já as receitas líquidas devem encerrar o ano em R$ 933 milhões.
No 4º trimestre, os analistas de mercado esperam prejuízo de R$ 123,3 milhões e Ebitda negativo e R$ 41,233 milhões. Em termos de receita, a empresa deve fechar o período em R$ 198,750 milhões.

Outras quatro empresas também divulgam seus números nos próximos dias. Preparamos para você um compilado das estimativas de mercado para cada um dos balanços. Apenas não conseguimos obter a expectativa dos analistas com relação a Bradespar porque não foram feitas análises sobre a companhia.

Do valor total, US$ 50 milhões serão pagos na data de assinatura do contrato, US$ 350 milhões no fechamento da operação e outras duas parcelas, no valor de US$25 milhões cada, em 12 e 24 meses após a conclusão do negócio
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