Menu
2018-11-27T13:51:32-02:00
Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
SEU DINHEIRO GUIA

Tesouro Direto: quais taxas e impostos são cobrados?

Investimento prevê taxas de custódia dos títulos e cobra Imposto de Renda; há corretoras que cobram taxas de administração e outras com tarifa zero

13 de outubro de 2018
6:32 - atualizado às 13:51
guia do Tesouro Direto
Guia do Tesouro Direto - Imagem: Seu Dinheiro com Shutterstock

Quando você faz uma aplicação no Tesouro Direto, a sua preocupação natural é sobre o juro que aquele investimento vai te pagar ao longo do tempo. E não há nada de errado nisso, já que a ideia é sempre procurar a opção mais vantajosa para seu perfil. Porém existe duas condições tão ou até mais importantes do que os juros: as taxas e os impostos.

O Seu Dinheiro fez um guia completo para te ajudar a compreender tudo sobre o nosso amigo TD. Nos próximos dias você vai saber:

Confira quais as taxas e impostos incidem sobre sua aplicação no Tesouro Direto.

Quais taxas você vai pagar

No caso dos títulos públicos, você poderá ter que pagar três taxas: uma taxa de negociação, uma taxa de administração e taxa de custódia - essa última é cobrada pela B3, enquanto as duas primeiras são cobradas pelo banco ou corretora.

Tarifas da instituição financeira

A primeira é aplicada logo no primeiro ano do investimento e é medida pelo valor da transação (calculado pelo preço do título vezes a quantidade de títulos adquiridas). Vale lembrar que, se você optar por sacar o seu dinheiro antes do prazo de um ano, não terá direito ao reembolso dessa taxa. Já se o seu título tiver validade menor do que um ano, a taxa terá um valor proporcional ao tempo de aplicação.

A segunda taxa começa a ser cobrada pelas instituições a partir do segundo ano de aplicação. A diferença da primeira é que essa despesa é calculada diariamente e acumulada durante o período.

Nos dois casos, as tarifas serão cobradas semestralmente, no primeiro dia útil de janeiro ou de julho, para casos em que o valor das taxas de toda a carteira ultrapassar R$ 10,00, ou, por título, na ocorrência de um evento de custódia (pagamento de juros e vencimento do título) ou na venda antecipada.

Mas fique atento: no mercado há muita diferença entre as taxas praticadas pelas diferentes corretoras. Dê preferência para as instituições que  não cobram nenhuma tarifa sobre as operações de Tesouro Direto.

E a tarifa da B3?

Essa é chamada de  tarifa de custódia e é utilizada para cobrir os custos de guarda, movimentação e informação dos títulos. Ela tem valor fixo de 0,30% ao ano sobre o valor de cada ativo e, apesar de ser anual, é cobrada proporcionalmente ao período de aplicação.

Uma coisa interessante que nem todos sabem é que, se você mantiver mais de R$ 1,5 milhão em títulos do Tesouro Direto em uma mesma corretora, os valores acima desse patamar serão isentos das taxas de custódia.

E os impostos?

Quando o assunto é imposto, o Tesouro Direto entra na mesma regra de cobrança dos investimentos em renda fixa.

Cobrança de IOF

Se você investiu e precisou retirar o dinheiro antes de completar 30 dias, terá de pagar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Nesse caso, o valor a ser pago varia de acordo com os dias que seu dinheiro ficou aplicado, de acordo com a seguinte tabela:

Após os 30 dias iniciais de aplicação, não há cobrança de IOF.

Imposto de Renda

Outro imposto que você pagará no Tesouro Direto é o Imposto de Renda. Elas são cobradas ou no fim do período de contrato ou no pagamento de juros semestrais. Entenda a diferença de pagamentos dos títulos.

Na prática, você vai pagar alíquotas de acordo com uma tabela padrão chamada de “Tabela Regressiva”, que utiliza como base os seus rendimentos e o prazo de investimento:

  • 22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias;
  • 20% para aplicações com prazo de 181 dias até 360 dias;
  • 17,5% para aplicações com prazo de 361 dias até 720 dias;
  • 15% para aplicações com prazo acima de 720 dias.

No caso do título que paga todo o rendimento no fim do contrato, o valor a ser pago é a multiplicação da alíquota pelo rendimento no período total:

Imposto de Renda = alíquota x rendimento (valor final - valor inicial)

Já se o seu título do Tesouro for aquele que paga semestralmente os rendimentos do período, o cálculo do desconto de Imposto de Renda sobre os juros segue a seguinte fórmula:

Imposto de Renda = Alíquota x Cupom de juros

Sendo que:

Cupom de juros = Fator de juros* x Valor Nominal Atualizado do título

*Fator de juros = ( 1 + (taxa de cupom de juros do papel)/100 ) ^ ( 6 / 12 )
(fator deve ter 8 dígitos após a vírgula, arredondando na última casa. O valor nominal da NTN-F é sempre R$ 1.000,00 e os dos demais títulos podem ser consultados no site do Tesouro Direto)

Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

Insights Assimétricos

Alocação entre classes: o jeito certo de ganhar dinheiro

Saber em que tipo de ativo você deve estar, como ações, renda fixa ou fundos imobiliários, é mais importante do que ter um ação ou um título de crédito específico

Fechamento

Dólar sobe, Eletrobras fecha em queda no exterior e ações de tecnologia sustentam alta de índices nos EUA

Renúncia de Ferreira Junior ao cargo de presidente da estatal brasileira afeta confiança dos investidores na privatização; S&P 500 e Nasdaq fecham em alta

SD PREMIUM

Segredos da bolsa: Ata do Copom é destaque em meio à preocupação com covid-19 e cenário fiscal

A queda do EWZ, o principal fundo de índice com ações brasileiras em Nova York, indica uma reabertura no vermelho para o Ibovespa na volta do feriado

Futuro da estatal

‘Temos dentro da Eletrobras profissionais capazes de me suceder’, diz Wilson Ferreira

Após deixar presidência, Wilson Ferreira responde se há conflito de interesse ao se manter no conselho da Eletrobras e, ao mesmo tempo, presidir a BR Distribuidora

Expectativas

Novo presidente da Eletrobras (ELET3) deve dar prioridade à privatização, diz Caio Megale

Após saída de Wilson Ferreira, analista afirma que ‘a privatização da Eletrobras tem sua importância pela sua situação atual e pelo seu grau de maturidade (para ser privatizada)’

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies