Bolsa e fundos imobiliários passam por virada em agosto e ficam entre os melhores investimentos do mês; bitcoin volta para a lanterna
Primeiro lugar, no entanto, ficou com os títulos prefixados, beneficiados pela perspectiva de que a taxa Selic finalmente deve parar de subir
Enquanto o aperto monetário nos Estados Unidos preocupa os ativos de risco globais, no Brasil o fim para a alta da Selic já está à vista. E essa perspectiva foi o que marcou o bom desempenho dos melhores investimentos de agosto por aqui.
Os campeões foram os títulos prefixados de prazos mais longos disponíveis hoje no Tesouro Direto, com vencimentos em 2029 e 2033, os mais beneficiados diretamente pelos indícios de controle inflacionário vistos no mês de agosto e pela sinalização, por parte do Banco Central, de que os juros finalmente pararam de subir.
Em seguida, as ações e os fundos imobiliários assistiram a uma verdadeira virada e, de um desempenho fraco no acumulado do ano, passaram a exibir uma alta formidável.
Com desempenho negativo em 2022 até o fim de julho, o Ibovespa subiu 6,16% em agosto, fechando o mês aos 109.522 pontos, uma alta agora de 4,48% no acumulado do ano.
O principal índice de ações da bolsa brasileira também foi ajudado pela entrada de recursos estrangeiros na B3 com o otimismo dos investidores lá fora na primeira metade do mês.
Já o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX), que até o fim de julho tinha alta de apenas 0,33% no ano, avançou 5,76% em agosto, e agora acumula alta de 6,11% no ano.
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Trata-se simplesmente de um dos melhores desempenhos de 2022 entre os ativos e indicadores acompanhados pelo Seu Dinheiro, que pode ser colocado na conta da melhora do cenário para juros e inflação, bem como da retomada da economia.
Na ponta oposta do ranking, por outro lado, vemos novamente o bitcoin, que havia conseguido o melhor desempenho de julho, mas em agosto tornou a cair e voltou para a lanterna. A queda em reais foi de 13,61%, para a faixa dos R$ 104 mil, enquanto em dólares, a criptomoeda recuou 13,80%, para a faixa dos US$ 20 mil.
Veja o ranking completo na tabela a seguir:
Melhores investimentos de agosto
| Investimento | Rentabilidade no mês | Rentabilidade no ano |
| Tesouro Prefixado 2029 | 6,48% | - |
| Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2033 | 6,32% | - |
| Ibovespa | 6,16% | 4,48% |
| IFIX | 5,76% | 6,11% |
| Tesouro IPCA+ 2045 | 4,35% | -9,83% |
| Tesouro Prefixado 2025 | 2,90% | 3,62% |
| Tesouro IPCA+ 2035 | 2,41% | -2,11% |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2040 | 2,28% | 0,63% |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2055 | 2,18% | -1,53% |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2032 | 1,54% | - |
| Tesouro Selic 2025 | 1,19% | 8,01% |
| Tesouro Selic 2027 | 1,12% | 8,27% |
| CDI* | 1,12% | 7,72% |
| Índice de Debêntures Anbima Geral (IDA - Geral)* | 0,93% | 7,47% |
| Poupança antiga** | 0,74% | 5,05% |
| Poupança nova** | 0,74% | 5,05% |
| Tesouro IPCA+ 2026 | 0,63% | 4,65% |
| Dólar à vista | 0,53% | -6,71% |
| Índice de Debêntures Anbima - IPCA (IDA - IPCA)* | 0,48% | 5,28% |
| Dólar PTAX | -0,17% | -7,18% |
| Ouro | -1,72% | -13,64% |
| Bitcoin | -13,61% | -59,53% |
Todos os desempenhos estão cotados em real. A rentabilidade dos títulos públicos considera o preço de compra na manhã da data inicial e o preço de venda na manhã da data final, conforme cálculo do Tesouro Direto.
Fontes: Banco Central, Anbima, Tesouro Direto, Broadcast e Coinbase, Inc..
Topo à vista!
No início de agosto, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) aumentou a taxa básica de juros em mais 0,50 ponto percentual, para 13,75% ao ano, conforme era esperado pelo mercado, mas sinalizou que poderia cessar o atual ciclo de alta da Selic já na próxima reunião, estacionando a taxa neste patamar.
Embora o juro um pouco mais alto tenha incrementado o retorno das aplicações pós-fixadas, como o Tesouro Selic e as debêntures atreladas ao CDI, a perspectiva de um fim para a alta da Selic, aliada a um enfraquecimento nos preços locais, animou os ativos que sofrem com o aperto monetário, como é o caso das ações e fundos imobiliários.
Como você vai ver mais adiante, no ranking das melhores ações do mês, os destaques do Ibovespa foram inclusive as ações de varejistas e empresas de tecnologia, dois dos setores que mais sofrem com os juros em alta.
Os juros futuros viram certo alívio, o que reduziu as taxas dos títulos públicos prefixados e atrelados à inflação (Tesouro IPCA+), consequentemente valorizando-os.
Aliás, o fim da alta de juros aliado a um alívio inflacionário é um tipo de cenário que costuma beneficiar os prefixados mais até que os Tesouro IPCA+, o que explica a valorização mais forte dos primeiros.
Bear market rally
Outro fator a impulsionar as ações brasileiras em agosto foi o otimismo que tomou conta das bolsas americanas enquanto os investidores acreditavam que talvez o Federal Reserve, o banco central americano, fosse encerrar o ciclo de alta de juros em breve.
A B3 recebeu um incremento no fluxo de estrangeiros, o que impulsionou o Ibovespa na primeira metade do mês.
No entanto, a esperança parece ter ido por água abaixo depois da fala do presidente do Fed, Jerome Powell, no simpósio de Jackson Hole, na última semana, reafirmando seu compromisso de conter a inflação e sugerindo estar disposto a medidas duras.
O otimismo visto lá fora, portanto, pode ter sido um pouco precipitado, constituindo apenas em um bear market rally (rali de mercado de baixa, no jargão do mercado) - aquele típico momento, durante bear markets, em que o mercado vê um rali de alta.
Assim, para setembro é possível que a bolsa brasileira veja mais cautela, até porque estaremos às vésperas das eleições presidenciais, evento que tende a aumentar a volatilidade do mercado por aqui.
Já no caso dos fundos imobiliários e títulos públicos prefixados e atrelados à inflação, o cenário para frente é mais positivo, desde que a perspectiva para inflação e juros locais permaneça otimista, indicando controle inflacionário e o fim do ciclo de alta da Selic - ou até o futuro início de uma queda.
Ações com melhor desempenho em agosto
| Empresa | Código | Desempenho no mês |
| Positivo | POSI3 | 72,45% |
| Magazine Luiza | MGLU3 | 65,50% |
| Azul | AZUL4 | 39,47% |
| Locaweb | LWSA3 | 37,22% |
| Via | VIIA3 | 34,17% |
| Grupo Soma | SOMA3 | 34,12% |
| Grupo Pão de Açúcar (GPA) | PCAR3 | 32,80% |
| Méliuz | CASH3 | 25,71% |
| Cielo | CIEL3 | 25,63% |
| Petrobras ON | PETR3 | 21,55% |
Ações com pior desempenho em agosto
| Empresa | Código | Desempenho no mês |
| Braskem | BRKM5 | -17,39% |
| IRB | IRBR3 | -14,14% |
| Suzano | SUZB3 | -8,06% |
| Telefônica (Vivo) | VIVT3 | -7,85% |
| Natura &Co | NTCO3 | -7,57% |
| Yduqs | YDUQ3 | -7,32% |
| Usiminas | USIM5 | -6,97% |
| JBS | JBSS3 | -6,95% |
| Engie | EGIE3 | -6,26% |
| CSN | CSNA3 | -6,19% |
Dólar andou meio de lado
Com a perspectiva de um aperto monetário duro nos Estados Unidos, o dólar continuou se valorizando globalmente em agosto, mas a força ante o real foi menor, com a melhora do cenário de inflação e juros por aqui.
Assim, o dólar à vista fechou com alta de apenas 0,53%, a R$ 5,20, enquanto a moeda americana se valorizou mais de 2% ante as divisas de países desenvolvidos. Já a taxa de câmbio PTAX mostrou uma queda de 0,17% no mês, com o dólar fechando cotado a R$ 5,18.
A força global da moeda americana também contribui para o enfraquecimento do ouro, uma vez que os investidores preferem buscar proteção nos títulos do Tesouro americano, cuja rentabilidade vem subindo, do que permanecer numa commodity que não paga juros.
Bitcoin
A queda do bitcoin em agosto mostra uma continuidade da luta da criptomoeda pelo patamar de US$ 20 mil, que vem sendo travada desde o início de julho. O ativo ora se encontra um pouco acima, ora um pouco abaixo desse valor, mas a âncora simbólica permanece ali.
Atualmente, a maior criptomoeda do mundo se vê muito afetada pela política monetária americana, assim como as ações de empresas de tecnologia. Juros mais altos nos EUA e menos dinheiro circulando no mundo representam também menos recursos para investimentos arriscados como as criptomoedas.
E se na primeira metade do mês o bitcoin acompanhou a euforia das bolsas americanas, desde as falas mais duras de Powell, tem sido ladeira abaixo.
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