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Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
BALANÇO DO MÊS

Bitcoin e Ibovespa têm as maiores altas do mês e reduzem as perdas no ano; veja o ranking completo dos melhores investimentos de julho

Neste início de semestre, os humilhados foram exaltados, o dólar deu algum alívio, mas os títulos públicos atrelados à inflação continuaram apanhando

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
29 de julho de 2022
19:10 - atualizado às 19:11
bitcoin e outras criptomoedas
Redução dos temores em relação ao Fed permitiram algum alívio às bolsas e às criptomoedas. Imagem: Shutterstock

O segundo semestre começou um pouco melhor para a bolsa e as criptomoedas, colocando o bitcoin e o Ibovespa no pódio dos melhores investimentos de julho.

A maior cripto do mundo fechou o mês com uma alta de cerca de 17% em reais, após quatro meses de desempenho negativo, chegando à faixa dos R$ 123 mil, próximo aos US$ 24 mil. Mas o avanço apenas reduziu seu tombo no ano, que ainda supera os 50%.

Já o principal índice da bolsa brasileira conseguiu terminar julho em alta de 4,69%, aos 103.164 pontos. O Ibovespa tem passado por uma verdadeira montanha-russa diante das incertezas internacionais, e apenas conseguiu reduzir as perdas acumuladas no ano, que agora são de 1,58%.

Na renda fixa, porém, pouca coisa mudou. As aplicações conservadoras e atreladas à Selic e ao CDI, como o Tesouro Selic, permaneceram firmes com seu retorno superior a 1% no mês; já os títulos públicos prefixados e atrelados à inflação tiveram mais um mês de queda, notadamente os de prazos mais longos, que ocuparam a lanterna do ranking.

Veja a seguir a lista completa dos melhores e piores investimentos do mês:

Os melhores investimentos de julho

InvestimentoRentabilidade no mêsRentabilidade no ano
Bitcoin17,25%-52,17%
Ibovespa4,69%-1,58%
CDI*1,13%6,44%
Tesouro Selic 20251,10%6,71%
Tesouro Selic 20270,99%7,03%
Poupança antiga**0,70%4,34%
Poupança nova**0,70%4,34%
IFIX0,66%0,33%
Tesouro Prefixado 20250,49%0,87%
Índice de Debêntures Anbima Geral (IDA - Geral)*0,03%6,28%
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2033-0,09%-
Tesouro Prefixado 2029-0,41%-
Dólar PTAX-0,43%-6,54%
Dólar à vista-1,16%-7,20%
Índice de Debêntures Anbima - IPCA (IDA - IPCA)*-1,40%4,39%
Tesouro IPCA+ 2026-1,54%4,11%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2032-3,04%-
Ouro-3,40%-12,12%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2040-3,93%-2,51%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2055-4,38%-5,19%
Tesouro IPCA+ 2035-4,64%-5,55%
Tesouro IPCA+ 2045-8,51%-15,42%
(*) Até dia 28/07. (**) Poupança com aniversário no dia 28.
Todos os desempenhos estão cotados em real. A rentabilidade dos títulos públicos considera o preço de compra na manhã da data inicial e o preço de venda na manhã da data final, conforme cálculo do Tesouro Direto.
Fontes: Banco Central, Anbima, Tesouro Direto, Broadcast e Coinbase, Inc..

O cenário ainda é ruim, mas foi visto como 'menos pior'

Quem olha para o ranking dos melhores investimentos de julho sem contexto pode achar que todos os temores de recessão e aperto monetário foram afastados ao longo do mês, mas não é bem assim. As incertezas continuam por aí.

No Brasil, a continuidade do ciclo de alta de juros no exterior - inclusive com o início do aperto monetário na zona do euro, com um aumento na taxa acima do esperado - e principalmente a aprovação da chamada PEC das Bondades ou PEC Kamikaze pressionaram as taxas dos títulos de renda fixa, que por sua vez, se desvalorizam quando isso ocorre.

É o caso dos títulos públicos prefixados e atrelados à inflação. Estes últimos, inclusive, voltaram a pagar acima da "mítica" marca de 6% ao ano mais IPCA. Até mesmo as debêntures, que vinham apresentando um ótimo desempenho em 2022, não foram bem em julho.

A boa notícia é que o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, já veio abaixo das estimativas de mercado, indicando que os preços podem estar finalmente começando a ceder. Isso significa que, embora a Selic ainda deva subir mais, seu ciclo de alta já deve realmente estar chegando ao fim.

O aumento do gasto público em razão da Proposta de Emenda à Constituição aprovada, no valor de cerca de R$ 40 bilhões, preocupa o mercado, por ameaçar a saúde fiscal do país.

Ao mesmo tempo, colocar esses recursos na mão da população também tende a pressionar a inflação. Resta saber se essa pressão será menor que o esfriamento da economia provocado pela alta dos juros e o alívio nos preços dos combustíveis provocado pela queda do petróleo e os cortes de impostos.

Veja também: AS AÇÕES COM A MAIOR 'PROMOÇÃO' DA HISTÓRIA? I RECESSÃO global à vista: hora de investir na BOLSA?

Os mercados de risco, por sua vez, continuaram temendo a possibilidade de uma desaceleração econômica ou mesmo de uma recessão global, mas principalmente nos Estados Unidos, à medida que os bancos centrais aumentam juros para combater a inflação.

As restrições na China por conta dos casos de covid-19 também permaneceram entre as preocupações dos investidores.

Mas os dados econômicos americanos vieram mistos, mostrando que há sim desaceleração e que o país já está em recessão técnica - dois trimestres seguidos de retração do Produto Interno Bruto (PIB) -, mas ainda não de forma muito profunda.

Assim, o mercado passou a esperar que de fato o Federal Reserve, o banco central americano, não pudesse ser duro demais na alta de juro planejada.

Além disso, alguns dados de inflação nos Estados Unidos já começaram a vir abaixo do esperado pelo mercado.

Mas nem por isso os investidores deixaram de temer uma alta de 1,00 ponto percentual - acima do inicialmente previsto - na reunião do Fed da última semana.

Para alívio do mercado, isso não se concretizou. A alta foi de "apenas" 0,75 ponto - valor já planejado e sinalizado pelo Fed -, e o presidente da instituição, Jerome Powell, ainda fez um discurso brando.

Dessa forma, mesmo com uma recessão no horizonte, alta de juros nos EUA e na Europa e esfriamento da economia começando a se concretizar, as bolsas e as criptomoedas tiveram algum espaço para se recuperar.

Balanços e atualização do Ethereum também impulsionaram mercados

O início da temporada de balanços corporativos do segundo trimestre e as perspectivas do mercado cripto com a atualização do Ethereum também tiveram a sua parcela de responsabilidade pela alta de ações e ativos digitais.

No Brasil, destaque para a Petrobras, que teve três gatilhos para as suas ações: cortes nos preços dos combustíveis nas refinarias (o que reduz a pressão do governo sobre a política de preços da estatal); o anúncio do pagamento de R$ 87 bilhões em dividendos; e um excelente balanço do segundo trimestre.

Quanto às criptomoedas, com o alívio momentâneo em relação à política monetária americana, o mercado pôde voltar a se animar com o avanço da atualização do Ethereum, apelidada de The Merge, que deve ser completada em setembro (saiba mais sobre a atualização do Ethereum). Com isso, o ETH subiu mais de 50% em reais no mês.

Ações com os melhores desempenhos de julho

EmpresaCódigoDesempenho
ViaVIIA325,00%
PositivoPOSI323,42%
Petrobras PNPETR422,34%
Petrobras ONPETR320,89%
LocawebLWSA320,11%
CieloCIEL317,60%
EztecEZTC317,02%
BRFBRFS316,78%
MRVMRVE316,39%
Natura &CoNTCO315,72%
Fonte: B3/Broadcast

Ações com os piores desempenhos de julho

EmpresaCódigoDesempenho
QualicorpQUAL3-11,48%
BradesparBRAP4-11,09%
ValeVALE3-9,43%
CSN MineraçãoCMIN3-9,33%
GolGOLL4-7,50%
AzulAZUL4-5,74%
IRBIRBR3-5,42%
Telefônica (Vivo)VIVT3-4,96%
CSNCSNA3-4,73%
MéliuzCASH3-3,70%
Fonte: B3/Broadcast

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