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2022-08-10T17:10:12-03:00
Liliane de Lima
É repórter do Seu Dinheiro. Jornalista formada pela PUC-SP, já passou pelo portal DCI e setor de análise política da XP Investimentos.
MATCH POINT

Serena Williams, das quadras para o mundo dos investimentos, traz boas lições para quem quer planejar a transição de carreira

A atleta se dividia entre as quadras de tênis e o mundo dos investimentos nos últimos seis anos; ela ainda deve disputar o torneio US Open antes de se dedicar integralmente à atividade de empresária e investidora

10 de agosto de 2022
17:10
serena williams, tenista mundial em quadra, com a bola de tênis em uma das mãos erguida e a outra mão com raquete. Ela anunciou a aposentadoria e vai se dedicar ao mundo dos investimentos
Imagem: Reprodução/CNBC/Roslan Rahman/AFP/Getty Images

Deixar as quadras ou os campos de futebol ainda jovem é uma prática comum entre os atletas, independente do esporte. Por isso, falar em transição de carreira para esse grupo é natural. Que o diga a tenista Serena Williams

Considerada a melhor jogadora de todos os tempos, a norte-americana anunciou nesta semana a aposentadoria — um termo que ela nunca gostou de usar.

Em entrevista à revista feminina Vogue, a também empresária e investidora de 40 anos disse que a “melhor palavra que descreve esse momento é evolução”.

Dentro das quadras de tênis Serena viveu dias de glória. Ela é uma das poucas unanimidades do mundo do esporte, com quase  US$ 100 milhões em prêmios e conquista de 23 troféus de grand slama expressão refere-se aos quatro principais torneios do esporte: Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open. 

Com 25 anos de carreira, a tenista deixa as raquetes com um patrimônio líquido de US$ 260 milhões, ficando entre as 100 pessoas mais ricas dos Estados Unidos, neste ano. Além disso, ela é uma das atletas mais bem pagas do mundo, segundo o ranking anual da Forbes. 

Contudo, ainda não há uma data marcada para a despedida da tenista nas quadras. Serena deve jogar o US Open, que começa em 29 de agosto. 

Segundo a tenista, os esforços vão se concentrar na família e nos mundos dos investimentos — ela é fundadora e sócia da gestora Serena Ventures, que investe em empresas em estágios iniciais.

Como será o futuro de Serena Williams longe das quadras? 

As quadras e o mundo dos negócios têm algo em comum: a análise — seja do modo de jogar do adversário ou dos números. 

E de números, Serena entende bem. Além dos 23 prêmios de Grand Slam, a tenista conquistou 73 títulos simples e 24 em dupla ao lado da irmã Venus. 

Serena também foi destaque nas Olimpíadas. Ela conquistou três medalhas de ouro, nos anos 2000, 2008 e 2012. 

Mesmo no auge da carreira, Serena começou a planejar o que faria depois que largasse a raquete. Desde 2008, a tenista tem se dividido entre as quadras e os negócios. Por meio da sua gestora, investiu em várias startups em estágios iniciais, principalmente lideradas por mulheres ou mulheres negras fora da América do Norte — África e América Latina estão no radar. 

No campo de venture capital, Serena arrecadou cerca de US$ 111 milhões em seu primeiro fundo de investimentos. 

Das investidas até agora, ao menos, 13 já se tornaram unicórnios — empresas avaliadas em pelo menos US$ 1 milhão. Na carteira atual do fundo existem mais de 60 empresas. 

Por fim, Serena Williams também é investidora-anjo e já apostou em 45 empresas, entre elas o aplicativo nutricional Noom, a empresa de alimentos veganos Impossible Foods, a plataforma educacional Masterclass e a plataforma de aúdio Clubhouse. 

Quando é a transição de carreira é possível?

Essa pergunta não é fácil de ser respondida. Serena Williams, por exemplo, já administrava duas carreiras ao mesmo tempo: como tenista e investidora. Ou seja, ela já atua no ramo que deve seguir carreira, de forma integral, a partir de agora. 

Esse modo de mudar de trajetória profissional é uma das formas mais saudáveis, explica Silvia Zoffmann, especialista em carreira e psicóloga. “O recomendado é  fazer uma transição, que é um processo de mudança para encerramento de ciclo e não um corte abrupto de carreira, que pode gerar traumas, perdas e riscos.”

De acordo com a especialista, o tempo de dedicação “ao novo” varia entre 1,5 ano e 3 anos, a depender da complexidade do profissional e da área a que se deseja se inserir. 

Além disso, outras duas qualidades pessoais precisam estar à mesa: a autorreflexão e o autoconhecimento para reconhecer quando é o momento mais propício para tomar a decisão. 

Zoffmann ainda explica que é importante o apoio de profissionais na área da saúde e de carreira, “para poder orientar de modo mais preciso e lidar com dilemas e conflitos emocionais”. 

Por fim, saber a hora de encerrar uma atividade e concluir essa fase de transição na carreira é outra lição valiosa que a decisão de Serena Williams traz para quem deseja seguir o mesmo caminho, de acordo com a especialista.

VEJA TAMBÉM - ALERTA VERMELHO DE TENSÃO GLOBAL: Atrito entre EUA e China pode causar GUERRA?

*Com informações de CNBC, Fast Company e Vogue.

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