O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Se você for um seguidor dos mantras do “value investing”, provavelmente não estará interessado em nenhuma das duas – quem procura valor não costuma pagar por crescimento. Assim, é melhor conversar com um mestre chamado Peter Lynch para saber o que fazer
Na coluna da semana passada, falamos sobre múltiplos, Magazine Luiza, Lojas Renner e até um pouco sobre misticismo, quer dizer, fluxos de caixa descontados.
Mesmo falando sobre tudo isso, fiquei te devendo uma resposta objetiva – vale a pena ou não comprar Lojas Renner e Magazine Luiza?
Atualizando os números da semana passada, as ações das Lojas Renner (LREN3) estão negociando a um P/E - relação entre o preço e o lucro (earnings) - de 30,9x e a um Peg - divisão do P/E pela taxa anual de crescimento dos lucros - de 1,4x, considerando o crescimento esperado para os próximos três anos. Já Magazine Luiza negocia a um P/E de 59,4x e a um Peg de 1,8x.
Se você for um seguidor dos mantras do value investing, provavelmente não estará interessado em nenhuma das duas – quem procura valor não costuma pagar por crescimento.
Assim, é melhor conversar com um mestre chamado Peter Lynch para saber o que fazer.
Hoje com 74 anos, o ex-gestor do Magellan, considerado o maior fundo de investimentos de todos os tempos, é conhecido por ter inventado uma nova estratégia de investimentos – GARP (Growth At a Reasonable Price), ou crescimento a um preço razoável.
Leia Também
O desempenho do Magellan de 1977 a 1990, quando Lynch tocou a brincadeira, fala por si só: retorno anual médio de 29%, batendo o S&P 500 em 11 dos 13 anos – o patrimônio do fundo saiu de US$ 20 milhões para US$ 14 bilhões no período. Não há superlativos suficientes para classificar a performance do cara.
Além de excepcional gestor, Lynch tem uma outra qualidade: seus livros são ótimos e, melhor ainda, extremamente fáceis de ler. Dá para ler “O Jeito Peter Lynch de Investir” em um fim de semana e, te garanto, pode ler sem medo, ele escreve sem grande sofisticação.
Pelo contrário, Lynch escreve para a pessoa física que, segundo ele, está em melhor posição para fazer grandes investimentos do que os gestores profissionais simplesmente porque não precisam prestar contas a ninguém e, por isso, podem se dar ao luxo de ter paciência.
Para ele, seu dia a dia é o melhor gerador de ideias de investimento – aquele shopping que você frequenta, um bom restaurante que está sempre cheio e o banco que, por te cobrar tão caro, só pode ter um lucro absurdo!
Admirar um produto ou serviço é o primeiro passo. Depois, começam as perguntas. Quem produz isso? Quanto ganha? Qual o preço das ações?
Foi dessa forma que ele achou muita de suas tenbaggers – ações cujos valores se multiplicaram por 10x, 20x, 30x em um longo período de tempo. Aliás, desconfio de que, se fosse brasileiro e tivesse cunhado o termo por aqui, teria tido problemas com os obtusos órgãos reguladores brasileiros (onde já se viu falar que uma ação pode se multiplicar por 10?).
A ideia principal da tese de Lynch é achar empresas boas e pequenas, com alto potencial de crescimento e a um preço razoável. Cá entre nós, acho que Lynch teria se maravilhado com a Weg (WEGE3) que, desde 1994, viu suas ações entregarem retorno de 33.229% – uma multiplicação de 333x em 24 anos, ou 27% ao ano.
Mas como o Lynch determina o que é um preço razoável?
É aí que entra o tal do Peg Ratio.
Para o Lynch, você pode (e deve!) pagar por crescimento. É o crescimento de lucros que fez a Weg multiplicar seu valor e é o crescimento de lucros que deu a rentabilidade impressionante de Magazine Luiza nos últimos três anos.
A questão é nunca pagar demais!
Se você pagar muito caro por um crescimento esperado, vai acabar deixando dinheiro na mesa, e o que era para ser uma tenbagger pode se tornar um mico gigantesco.
A regra de bolso do velhinho de Massachusetts é olhar para o Peg e só comprar se estiver abaixo de 1x. Acima disso, fique longe! Para ele não faz sentido pagar um P/E maior do que o crescimento!
Por mais que eu goste da Magalu – estou disposto a pagar um pouco mais caro pela qualidade do serviço e agilidade na entrega, fica difícil defender a compra do papel a um Peg de 1,8x. Fica mais difícil ainda se olharmos que a expectativa é de crescimento de 32% ao ano mesmo depois de a empresa já ter crescido exponencialmente nos últimos cinco anos.
Acredito na retomada da economia e do varejo e não tenho nenhuma dúvida na capacidade de execução do time que transformou uma empresa quase falida no maior case de sucesso do e-commerce brasileiro.
Não duvido que a empresa consiga crescer mais do que o previsto, como fez nos últimos trimestres e, por isso, jamais ficaria short (vendido) em Magazine Luiza! Mas também não estou disposto a pagar caro por um crescimento que PODE vir em 2021. O mesmo vale para Lojas Renner.
Em algum momento os resultados vão decepcionar um pouco, os mais otimistas vão se tornar profetas do apocalipse e as ações estarão em um ponto melhor para a compra (ao menos em termos de múltiplos).
Até lá, estaremos de olho!
Enquanto o mercado teme a urna, o banco norte-americano vê oportunidade; entenda a estratégia para apostar na valorização do real diante do cenário eleitoral acirrado no Brasil
Operação será 100% secundária, o que significa que o dinheiro não entrará no caixa da empresa e, sim, no bolso dos acionistas vendedores, e pode envolver inicialmente 89,28 milhões de ações, com possibilidade de ampliação conforme a demanda
Moeda norte-americana perde força globalmente, enquanto petróleo elevado e tensões no Oriente Médio pressionam inflação e limitam cortes de juros; confira as projeções do banco
O Seu Dinheiro explica de forma simples como funciona essa forma de operar derivativos com risco limitado
Com aluguel de ações disparando, o movimento que normalmente indicaria pressão vendedora revela, na verdade, uma disputa silenciosa por poder, em que papéis são utilizados como instrumento para ampliar influência na assembleia que decidirá o futuro do conselho
As ações da Emae saltam após a confirmação de que a Sabesp, acionista controladora, quer adquirir a totalidade das ações por R$ 61,83 por papel
Nos últimos sete pregões, o saldo do investidor estrangeiro foi de saída líquida de cerca de R$ 3 bilhões
Embora a captação seja de cerca de R$ 1,6 bilhão, o BTLG11, que é um dos fundos mais populares entre os investidores pessoas físicas, também informou que poderá emitir um lote adicional de até 3.902.439 de cotas
O setor elétrico é conhecido pelo pagamento de proventos atrativos. O BTG Pactual e o Safra, por exemplo, veem a ação com bons olhos para quem busca renda extra com dividendos.
Com preços mais altos, custos menores e mix voltado ao setor automotivo, siderurgia puxa Ebitda para R$ 653 milhões, enquanto mineração segue pressionada por volumes menores
Apesar das projeções otimistas, o banco identifica que regiões como a Vila Olímpia devem ser impactadas pela devolução de imóveis em breve
Para os analistas, a Serra Verde acaba de inaugurar o que deve ser uma “onda de aquisições” em solo brasileiro
Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%
Por contarem com ativos de crédito e de tijolo na carteira, os Fundos de Fundos tendem a ter portfólios mais defensivos em momentos de instabilidade, segundo gestora
A fabricante de carros elétricos aumentou o plano de aportes para US$ 25 bilhões neste ano, com foco em robotáxis, robôs humanoides, caminhão elétrico e fábrica de chips de inteligência artificial
A Iguatemi (IGTI11) atualizou, na noite de quarta-feira (22), os dividendos que serão pagos ao longo de 2026
Quer investir como um magnata? O segredo está na diversificação inteligente e no patrimônio integrado; confira as lições da Ghia para preservar capital mesmo em tempos de guerra
O Bank of America elevou o alvo para o Ibovespa em 2026, mas lembra que o rali é carregado por gigantes da bolsa brasileira e pelo fluxo aumentado de estrangeiros fazendo negócios por aqui
Em algumas empresas, os programas híbridos e presenciais devem absorver parte das quedas de matrículas do ensino à distância
O temor de que o grande acordo prometido pelo presidente norte-americano não saia do papel — dando lugar à prontidão militar — fez os investidores apertarem o botão de venda