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Apesar do lucro líquido ter decepcionado, a geração de caixa medida pelo Ebitda ficou acima do projetado pela Bloomberg
A Iguatemi, dona de participação em 16 shoppings centers e um outlet, fechou o terceiro trimestre de 2018 com lucro líquido de R$ 65,578 milhões. Apesar de ter vindo ligeiramente abaixo das projeções de analistas consultados pela Bloomberg (R$ 66,020 milhões), o montante é 23,6% maior do que o registrado no mesmo período de 2017
Ainda de acordo com o balanço publicado nesta terça-feira, 6, o crescimento do lucro é um reflexo da queda das taxas de juros e das despesas financeiras, além de melhora da receita e da margem operacional graças ao controle de custos nos shoppings.
Já a geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 141,193 milhões, crescimento de 5,5% na mesma base de comparação. O mercado esperava R$ 135,571 milhões no trimestre. A margem Ebitda aumentou 0,6 ponto porcentual, para 79,5%.
O FFO (lucro líquido excluindo depreciação, amortização e efeitos não caixa) foi de R$ 93,046 milhões, alta de 16,6%. A margem do FFO subiu 5,4 pontos porcentuais, para 52,4%.
A receita líquida da companhia totalizou R$ 177,553 milhões entre julho e setembro, expansão de 4,6% ante igual trimestre do ano passado e em linha com o que a Bloomberg projetava (R$ 177,6 milhões).
A despesa financeira líquida foi a R$ 31,957 milhões, queda de 25% na mesma base de comparação.
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A Iguatemi fechou o mês de setembro com dívida líquida de R$ 1,561 bilhão, montante 1,1% superior ao registrado ao final de junho. A alavancagem (relação entre dívida e Ebitda) permaneceu estável em 2,84 vezes.
*Com Estadão Conteúdo.
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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