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A Via Varejo recebeu denúncias anônimas quanto a uma possível irregularidade contábil e disse ter estabelecido um comitê de investigação. As ações da empresa passaram a cair forte, mas depois reduziram a intensidade de queda
Desde que a família Klein retomou o controle da Via Varejo, a dona das Casas Bahia e do Ponto Frio tem reconquistado gradualmente a confiança do mercado, que aposta numa virada na gestão da empresa. Mas possíveis problemas na contabilidade da companhia pode mexer com os brios dos investidores.
Há pouco, a própria Via Varejo informou ter recebido denúncias anônimas quanto a supostas irregularidades contábeis — essas informações foram repassadas à empresa entre o fim de setembro e o começo de outubro. E, como resultado, um comitê de investigação foi estabelecido para examinar o conteúdo dessas acusações.
Como resultado, as ações ON da Via Varejo (VVAR3) passaram por forte volatilidade nesta quarta-feira (13): os papéis chegaram a despencar mais de 9% logo após as investigações serem reveladas. Mas as perdas foram reduzidas ao longo da tarde — no fechamento, a queda foi de apenas 0,99%, a R$ 7,02.
A varejista ressalta que esse comitê é assessorado por consultores independentes. Uma primeira fase de análise já foi concluída e, segundo a companhia, não confirmou as alegações de irregularidades contábeis — no entanto, uma segunda etapa de investigação ainda está em andamento.
A Via Varejo ainda destaca que, até o momento, essa nova fase também não encontrou qualquer sinal de fraude nos livros contábeis da empresa. Assim, a dona das Casas Bahia e do Ponto Frio diz que, por mais que as investigações ainda não tenham terminado, a divulgação do balanço referente a terceiro trimestre deste ano não será adiada.
Os números trimestrais da varejista serão reportados hoje, depois do fechamento dos mercados — a teleconferência com analistas e investidores está prevista para amanhã, às 14h00 (horário de Brasília). Analistas projetam um aumento no prejuízo líquido da companhia na base anual.
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