Após sair da Americanas (AMER3), Sérgio Rial deixa a presidência do Conselho do Santander Brasil (SANB11)
O banco é um dos credores da varejista. Deborah Stern Vieitas, vice-presidente do conselho, assumirá as funções até a próxima Assembleia Geral Ordinária, marcada para 28 de abril.

Nove dias após renunciar ao cargo de CEO da Americanas (AMER3) na esteira do rombo bilionário da varejista, Sérgio Rial volta aos holofotes. O executivo anunciou a saída da presidência do Santander Brasil (SANB11).
A notícia foi dada nesta sexta-feira (20) pelo próprio banco. Em comunicado, o Santander informa que Rial apresentou uma carta indicando a desistência como membro do Conselho de Administração da instituição financeira.
A nota não traz mais detalhes a respeito da renúncia de Rial, que foi o CEO do Santander no Brasil até o início de 2022. Mas o banco é um dos credores da Americanas, que está sendo aconselhada pelo executivo.
De acordo com as regras do estatuto, Deborah Stern Vieitas, vice-presidente do conselho, assumirá as funções de Rial até a data da próxima Assembleia Geral Ordinária, marcada para 28 de abril.
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Rial e a magia do número 9
Rial assumiu no dia 2 de janeiro o cargo de CEO da Americanas, mas sua passagem pela varejista foi relâmpago. Nove dias depois, em 11 de janeiro, ele anunciou sua saída juntamente com a descoberta de um rombo de R$ 20 bilhões nos balanços da empresa.
Exatos nove dias depois de renunciar ao comando da Americanas, ele deixa agora a presidência do Conselho do Santander Brasil.
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No banco, Rial também exercia as funções de coordenador do comitê de nomeação e governança e era membro dos comitês de remuneração e de riscos e compliance.
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Americanas e Rial
A notícia de que Sérgio Rial iria comandar a Americanas foi muito bem recebida pelo mercado financeiro e seu principal objetivo, segundo ele mesmo conta, era tocar um projeto de crescimento no qual o consumidor, a tecnologia e o marketing se entrelaçavam.
Mas, depois que o buraco bilionário da Americanas se tornou público, muita gente passou a se perguntar se Rial sabia da situação quando assumiu o cargo de CEO.
Nesta semana, no entanto, o executivo afastou a tese. Em uma carta publicada no LinkedIn, ele conta que o buraco bilionário foi encontrado a partir de entrevistas com executivos remanescentes da Americanas.
No texto, Rial afirma ainda que “quaisquer especulações ou teorias distintas disso são leviandades”.
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