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2019-06-07T13:13:19+00:00
Kaype Abreu
Kaype Abreu
Jornalista formado pela Universidade de Federal do Paraná (UFPR). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros veículos.
Roxo e valioso

Nubank pode virar segunda fintech mais valiosa do mundo com aporte do Softbank

A rodada de investimentos faria com que a empresa fosse avaliada em até US$ 10 bilhões, ficando atrás apenas da americana Stripe no ranking das maiores startups do setor financeiro, segundo o portal Vox

7 de junho de 2019
12:51 - atualizado às 13:13
Cartão da Nubank
Cartão da Nubank - Imagem: Shutterstock

Startup mais valiosa da América Latina, o Nubank pode se tornar a segunda fintech com maior valor de mercado do mundo. É o que diz o portal Vox ao afirmar que a empresa negocia aporte com o Softbank.

Segundo a publicação, a rodada de investimentos faria com que a empresa fosse avaliada em até US$ 10 bilhões (R$ 38,6 bilhões, nas cotações de hoje) ficando atrás apenas da americana Stripe — dona de um software de pagamentos.

Ainda em outubro de 2018, a startup brasileira recebeu um aporte de US$ 180 milhões da chinesa Tencent, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, na qual foi avaliada em US$ 4 bilhões.

Também não é a primeira aposta do Softbank, que chegou à América Latina neste ano com um fundo de venture capital de US$ 5 bilhões. O grupo já anunciou rodada de investimentos na Loggi (US$ 150 milhões) e na colombiana Rappi (US$ 1 bilhão).

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Procurado pelo Seu Dinheiro, o Nubank declarou o mesmo que havia dito para a reportagem da Vox. Disse que "está sempre avaliando oportunidades de novas captações de investimentos". Mas que não tinha interesse em comentar as informações publicadas pelo portal.

Em ascensão

Ao investir no Nubank, os fundos miram não a última linha do resultado, que traz o lucro ou prejuízo, mas nas outras linhas do balanço.

A aposta é que a empresa vai liderar o processo de “disrupção” na oferta de serviços financeiros no Brasil — algo que já estaria acontecendo, com o cartão crédito sem a cobrança de anuidade, por exemplo.

Recentemente, a empresa lançou também a NuConta, com a qual ampliou a gama de serviços (e potenciais fontes de receita).

Aliás, o Nubank encerrou o ano passado com um total R$ 10,7 bilhões em ativos, um aumento de 128% em relação a dezembro de 2017. A receita total da fintech mais que dobrou e alcançou R$ 1,233 bilhão ainda em 2018.

Mas todo esse crescimento ainda não é suficiente para cobrir as despesas operacionais e com provisões para calotes, por isso a empresa ainda opera no vermelho.

A expectativa do mercado é que o Nubank venha em breve para a bolsa e faça uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). No entanto, caso o aporte do Softbank se concretize, os planos provavelmente serão adiados.

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