Mercado Livre (MELI34): Citi calcula quase US$ 19 bilhões em investimentos na América Latina, com Brasil na liderança
Varejista prevê a criação de 8.500 empregos no México, enquanto os analistas destacam que os investimentos anunciados na região cresceram 56% em um ano

O Mercado Livre (MELI34) está ampliando sua aposta na América Latina. A companhia anunciou um investimento recorde de US$ 4,6 bilhões no México para 2026, enquanto o Citi estima que os aportes anunciados para os três principais mercados da empresa — Brasil, México e Argentina — já totalizam US$ 18,9 bilhões neste ano.
O investimento mexicano representa um crescimento de 35% em relação ao ano anterior e será destinado à expansão da infraestrutura logística, ao desenvolvimento tecnológico e ao fortalecimento dos serviços financeiros do Mercado Pago. A iniciativa também prevê a abertura de 8.500 novos postos de trabalho no país.
Segundo o Mercado Livre, os recursos contemplam tanto investimentos de capital quanto despesas operacionais e têm como objetivo fortalecer todo o ecossistema da companhia. Além das áreas de logística e tecnologia, o plano inclui investimentos em inovação, posicionamento de marca e expansão das operações financeiras.
“Mais do que um valor recorde, isso reflete nossa aposta em continuar liderando a transformação do ecossistema digital mexicano”, afirmou David Geisen, diretor-geral do Mercado Livre México e vice-presidente sênior de commerce para países hispânicos.
Segundo o executivo, a companhia continuará fortalecendo sua infraestrutura logística e ampliando as soluções financeiras oferecidas a consumidores, empreendedores e pequenas e médias empresas do país.
México ganha relevância para o Mercado Livre
O México é atualmente o segundo mercado mais importante do Mercado Livre na América Latina. A companhia afirma que 45% das pequenas e médias empresas mexicanas que operam em seu marketplace têm na plataforma sua principal fonte de receita.
Leia Também
Mais de 1 milhão de pequenas e médias empresas (PMEs) utilizam atualmente as soluções oferecidas pelo Mercado Livre e pelo Mercado Pago no país.
Com o investimento previsto para 2026, a empresa terá destinado mais de US$ 14 bilhões ao México nos últimos seis anos. Ao final deste ano, o quadro de funcionários da companhia no país deverá superar 42 mil pessoas.
Investimentos na região somam US$ 18,9 bilhões
Em relatório, o Citi destacou que o anúncio do investimento mexicano elevou para US$ 18,9 bilhões o volume total de aportes anunciados pelo Mercado Livre para Brasil, Argentina e México em 2026.
Segundo o banco, o valor representa um crescimento de 56% na comparação anual. O Brasil concentra cerca de 58% dos investimentos anunciados, acima dos 50% registrados nos anos anteriores.
Os analistas observam, porém, que os investimentos divulgados pela companhia nessas três geografias costumam superar os valores efetivamente desembolsados. Em 2024, a diferença foi de 9%, enquanto para 2025 a estimativa é de cerca de 10%.
Ainda assim, o Citi avalia que o montante anunciado continua indicando potencial de alta para suas projeções de despesas operacionais e investimentos de capital, mesmo considerando uma diferença próxima de 10% entre os valores anunciados e os gastos efetivamente realizados.
Citi mantém recomendação neutra para MELI
O Citi manteve recomendação neutra para as ações do Mercado Livre negociadas em Nova York (MELI) e preço-alvo de US$ 1.950 por papel — o que implica um potencial de valorização de cerca de 21% em relação ao fechamento desta segunda-feira (8).
A avaliação combina um modelo de fluxo de caixa descontado em dois estágios e uma análise por soma das partes.
Pelo método de fluxo de caixa descontado, o banco chegou a um valor de US$ 1.900 por ação. Já a avaliação por soma das partes resultou em US$ 2.000 por papel.
Apesar de enxergar potencial de crescimento de longo prazo para a companhia, o banco classifica o papel como de alto risco.
Na visão dos analistas, o atual ciclo de investimentos parece mais intenso e duradouro do que o esperado anteriormente, reduzindo a previsibilidade sobre as margens da empresa no médio prazo.
O banco também cita outros fatores de risco, como:
- a exposição às oscilações cambiais em razão da presença diversos territórios;
- a concentração de receitas no Brasil;
- a dependência da expansão contínua do comércio eletrônico na América Latina;
- eventuais problemas de segurança ou estabilidade dos sistemas;
- a forte concorrência com marketplaces, fintechs, adquirentes e bancos.
PERDEU O ENTUSIASMO
Intelbras (INTB3): ação ainda pode subir 22%, mas JP Morgan já não recomenda compra; confira os motivos
4 de setembro de 2026 - 17:42GORDURA NO CAPITAL?
Méliuz (CASH3) diz que tem capital demais e quer ‘cortar’ R$ 160 milhões da própria conta; entenda
4 de setembro de 2026 - 16:37Conteúdo BTG Pactual
Em busca do próximo milionário: A maior competição de trading do país encerra as inscrições em 6 de setembro; veja como se inscrever
4 de setembro de 2026 - 16:00TOUROS E URSOS #286
Casas Bahia, Habib’s e mais: por que tantas empresas no Brasil estão quebrando?
4 de setembro de 2026 - 15:33MUDANÇAS EM BRASÍLIA
IRB (IRBR3): essa mudança de lei pode colocar mais de 20% de valorização no bolso de quem tem a ação; entenda
4 de setembro de 2026 - 11:02NOVA PROVA DE FOGO?
Sabesp (SBSP3) decepcionou no 2T26, mas ação ainda pode subir 40%; XP revela o que falta para destravar a alta
4 de setembro de 2026 - 10:30EXPANSÃO INTERNACIONAL
Revolut bate à porta de Wall Street: fintech recebe aval para virar banco nos EUA até 2027
3 de setembro de 2026 - 16:24DA ÁGUA PARA O VINHO
Duplo twist carpado: BofA dá ‘duplo upgrade’ em Magazine Luiza (MGLU3) após disparada da ação e acordo com Mercado Livre
3 de setembro de 2026 - 15:25MAIS UMA LIQUIDAÇÃO
Adeus, Trustee: BC liquida distribuidora ligada ao caso Banco Master; Banvox também entra na lista
3 de setembro de 2026 - 12:42SD ENTREVISTA
Wiz Co (WIZC3) quer transformar a carta de consórcio em passaporte para um mercado de R$ 500 bilhões
3 de setembro de 2026 - 12:33LIDERANÇA DE DÉCADAS
Após 24 anos, Steinbruch deixa cargo de CEO da CSN (CSNA3) e outro peso-pesado assume; ação dispara no Ibovespa
3 de setembro de 2026 - 9:08CEDO PARA COMEMORAR?
Banco do Brasil (BBAS3): por que nem a melhora do agro convence a XP a investir na ação?
2 de setembro de 2026 - 15:08BOM PRA CACHORRO
Petz Cobasi (AUAU3) mostra os dentes — veja por que Itaú BBA vê potencial de alta de 32% para a ação
2 de setembro de 2026 - 13:20DOIS 'TIMES' PARA AS ELEIÇÕES
Lula x Flávio Bolsonaro: Citi revela as ações favoritas de bancos se Lula vencer — e onde aposta se Flávio levar
2 de setembro de 2026 - 11:22HISTÓRIA DE UM CASAMENTO
O divórcio saiu: Azzas 2154 (AZZA3) será dividida entre Arezzo&Co e Soma — e Farm fica em ‘guarda compartilhada’
2 de setembro de 2026 - 10:19PARCERIA ESTRATÉGICA
Rede D’Or (RDOR3) e Bradsaúde (SAUD3) desembarcam em Minas Gerais com negócio de R$ 130 milhões pelo Biocor
2 de setembro de 2026 - 10:19NÃO PODE CONTRA, JUNTE-SE
Magazine Luiza (MGLU3) se junta ao Mercado Livre (MELI34) para recuperar vendas online — mas Fred Trajano tem outra aposta para o longo prazo
2 de setembro de 2026 - 9:32SE NÃO MINÉRIO, QUEM VAI FAZER VOCÊ FELIZ?
O novo motor de crescimento da Vale (VALE3): por que a aposta em metais de transição é tão importante para a mineradora?
2 de setembro de 2026 - 6:01SD EXPLICA
A Braskem (BRKM5) quebrou? Entenda a crise na petroquímica e saiba se Petrobras (PETR4) pode pagar a conta
1 de setembro de 2026 - 17:30FICOU BARATA?