Vem IPO aí? Breeze Airways, companhia aérea de baixo custo dos EUA, deixa porta aberta para estreia na bolsa
Companhia aérea fundada por David Neeleman afirma que não precisa captar recursos no momento e pretende aguardar condições mais favoráveis para abrir capital

A Breeze Airways já tem um horizonte para chegar à bolsa de Nova York. A companhia aérea de baixo custo dos Estados Unidos pretende realizar sua oferta pública inicial (IPO) em 2027, desde que o mercado ofereça as condições adequadas para a operação.
A informação foi confirmada pelo presidente-executivo da empresa, David Neeleman, durante entrevista à Reuters na reunião anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), realizada no Rio de Janeiro.
Segundo o executivo, a companhia chegou a avaliar a abertura de capital anteriormente, mas optou por adiar os planos diante do ambiente desfavorável para novas listagens.
“Para fazer um IPO, o mercado tem que cooperar, o setor tem que cooperar”, afirmou.
IPO da Breeze Airways pode ficar para 2027
Fundada em 2021, a Breeze vem avançando gradualmente em direção à estabilidade financeira.
De acordo com Neeleman, a empresa não tem necessidade imediata de captar recursos, o que permite aguardar um momento mais favorável para estrear no mercado acionário.
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Criada pelo mesmo empresário que fundou a Azul e a JetBlue, a Breeze nasceu com a proposta de conectar cidades norte-americanas de médio porte pouco atendidas pelas grandes companhias, por meio de voos diretos e tarifas mais acessíveis.
Expansão internacional ganha espaço
Enquanto avalia a abertura de capital, a empresa também amplia sua presença fora dos Estados Unidos. A Breeze anunciou operações para México, Costa Rica e República Dominicana.
A Jamaica chegou a integrar os planos da companhia, mas a rota foi retirada após os danos causados por um furacão.
“O mercado internacional é uma parte importante de nossos negócios”, disse Neeleman.
A expansão internacional segue uma estratégia específica. Segundo o executivo, a companhia concentra os voos internacionais aos sábados e quartas-feiras, dias que costumam registrar menor demanda no mercado doméstico.
Guerra e combustível seguem no radar
Questionado sobre o cenário atual da aviação global, marcado por conflitos e pela alta dos preços dos combustíveis, o empresário adotou um tom moderadamente otimista.
“Não é tão ruim quanto a pandemia, obviamente não chega nem perto”, afirmou. “Espero que tudo seja resolvido em breve”, completou o executivo da Breeze Airways.
*Com informações do Money Times
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