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Depois do turnaround, resseguradora quer ganhar espaço na Europa e ampliar sua presença no exterior

O IRB Re (IRBR3) decidiu apertar o passo em sua estratégia de crescimento. Poucos dias depois de anunciar uma incursão no mercado brasileiro de seguros, a resseguradora agora mira um novo objetivo: ampliar sua presença no mercado internacional.
A companhia informou nesta segunda-feira (8) que iniciou os procedimentos regulatórios para expandir suas operações na Europa.
Segundo o IRB, o movimento que busca aumentar sua participação no mercado global de resseguros — o segmento conhecido como o "seguro das seguradoras".
A iniciativa também marca mais um capítulo da transformação do IRB após a crise vivenciada nos últimos anos.
Após anos dedicados à reestruturação da operação e à recuperação dos resultados financeiros, a companhia parece disposta a voltar ao modo expansão, apostando tanto em novas geografias quanto em novas linhas de negócios para acelerar o crescimento.
A estratégia internacional do IRB tem como ponto de partida dois centros importantes para a indústria global de seguros e resseguros.
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Na Suíça, um dos principais polos mundiais do setor, o IRB protocolou em 29 de maio um pedido junto à autoridade reguladora local, a FINMA, para constituir uma resseguradora focada no segmento de danos (Property & Casualty, ou P&C).
Ao mesmo tempo, a companhia também colocou Malta em seu radar. No último dia 8 de junho, apresentou à Malta Financial Services Authority (MFSA) uma solicitação para estruturar uma entidade no modelo de protected cell company (PCC), voltada à operação de resseguros.
Segundo o IRB, a nova estrutura contará com suporte técnico e operacional da matriz brasileira.
A movimentação ocorre menos de uma semana após o grupo anunciar que pretende ampliar sua atuação para além do resseguro, com planos para ingressar diretamente nos segmentos de seguros corporativos, vida e previdência no Brasil.
No primeiro trimestre de 2026, o IRB registrou lucro líquido de R$ 101,6 milhões, resultado 14,8% inferior ao observado no mesmo período do ano anterior.
Apesar da queda, a leitura predominante entre analistas foi de que o desempenho refletiu principalmente fatores não recorrentes, especialmente efeitos tributários e um resultado financeiro menos favorecido pela variação cambial em comparação com períodos anteriores.
Já os indicadores diretamente ligados à operação continuaram mostrando evolução.
O destaque ficou para o resultado de subscrição — considerado o coração do negócio de uma resseguradora — que somou R$ 180 milhões, alta de 74,5% na comparação anual.
Outro indicador acompanhado de perto pelo mercado foi o índice de sinistralidade, que recuou para 58%, uma melhora de 8,5 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior. No mercado brasileiro, o índice ficou em apenas 35%.
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