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Em meio ao noticiário positivo no front da guerra comercial, o Ibovespa encontrou espaço para subir mais um pouco e, com isso, chegar a uma nova máxima de fechamento, aproximando-se dos 116 mil pontos.

A bolsa brasileira estará fechada na terça (24) e na quarta (25), por causa do feriado de Natal. Então, Papai Noel precisou antecipar a visita aos investidores, deixando alguns presentes ao pé da árvore do Ibovespa.
Mas, depois de um ano tão positivo, o que mais os agentes financeiros poderiam pedir? Bem, como não há nada que não possa melhorar, o bom velhinho sabia exatamente o que faria o Natal dos agentes financeiros ser ainda melhor: um novo recorde para o índice.
Pois foi exatamente isso que os investidores encontraram ao abrir os pacotes: depois de passar boa parte do pregão desta segunda-feira perto do zero a zero, o Ibovespa ganhou força na reta final e terminou o dia em alta de 0,64%, aos 115.863,29 pontos, atingindo mais uma máxima de fechamento.
O presente não é inédito: somente em dezembro, é a nona vez que o Ibovespa atinge novos topos históricos. Mas, nesse caso, os agentes financeiros nem ligam — ninguém reclama dessa figurinha repetida.
A última sessão antes do Natal também trouxe algumas surpresas para o mercado de câmbio: o dólar à vista fechou em queda de 0,32%, a R$ 4,0817, acompanhando a tendência vista no exterior.
Ho-ho-ho!
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Essa nova rodada de alívio nos mercados financeiros do Brasil se deve ao alívio vindo do exterior, mais precisamente da China: na noite de domingo para segunda, o governo de Pequim anunciou o corte de tarifas de importação sobre carne de porco congelada, farmacêuticos e alguns componentes de alta tecnologia, a partir de 1º de janeiro.
A medida abre caminho para que EUA e China assinem a primeira fase do acordo comercial o mais rápido possível — e, com o acerto, os mercados apostam num menor risco de desaceleração econômica em escala global.
Assim, considerando esse cenário, as bolsas americanas encontraram espaço para continuar subindo: o Dow Jones fechou em alta de 0,34%, o S&P 500 avançou 0,09% e o Nasdaq teve ganho de 0,23% — os três índices também atingiram novos recordes de encerramento.
E, com o tom positivo visto no exterior, o Ibovespa aproveitou para pegar carona e comemorar o Natal antecipadamente.
O noticiário referente à guerra comercial fez bater o sino do alívio no mercado de câmbio, com o dólar à vista devolvendo parte dos ganhos acumulados na última sexta-feira, quando a divisa americana fechou em alta de 0,80%, a R$ 4,0947.
O dólar perdeu terreno em escala global nesta segunda-feira, com os investidores sentido-se mais à vontade para assumir riscos no mercado de câmbio, em meio à evolução positiva nas negociações entre Washington e Pequim. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana ante uma cesta com as principais divisas do mundo, fechou em leve baixa.
Na comparação com as moedas de países emergentes, o dólar perdeu força em relação ao peso colombiano, o peso chileno e o rand sul-africano, entre outras — contexto que ajudou o real.
Por fim, as curvas de juros terminaram em queda, em linha com o comportamento do dólar. Veja como ficaram os principais DIs:
O noticiário corporativo foi relativamente intenso nesta segunda-feira. Em destaque, apareceram as ações ON da B3 (B3SA3), que caíram 4,54% e tiveram o pior desempenho do Ibovespa.
Os investidores mostraram-se receosos quanto ao possível fim do monopólio no mercado de ações no Brasil. A B3, dona da Bovespa, BM&F e Cetip, fechou um acordo para prestar serviços a uma bolsa concorrente que quiser operar no segmento de negociação com ações brasileiras.
Outro destaque foi JBS ON (JBSS3), em alta de 1,23%, depois da compra dos ativos de margarina no Brasil da Bunge, anunciada na sexta-feira à noite. A aquisição, realizada pela Seara, envolveu um valor total de R$ 700 milhões.
Fora do Ibovespa, destaque para os papéis da Oi, após a operadora de telefonia anunciar a captação de R$ 2,5 bilhões por meio de uma emissão de debêntures, mas em condições bem duras. As ações ON (OIBR3) caíram 2,25%, enquanto as PNs (OIBR4) ficaram estáveis.
Veja as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa nesta segunda-feira:
Confira também as cinco maiores quedas do índice:
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HORA DE COMPRAR?
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