Menu
2019-08-27T18:24:38+00:00
Luz no fim do túnel

Depois de um ano, credores aprovam plano de recuperação judicial da Abril

Um dos pilares do plano, que ainda precisa ser aprovado pela Justiça, é a venda da revista Exame

27 de agosto de 2019
18:23 - atualizado às 18:24
Editora Abril
Sede da Editora Abril na Marginal Tietê, em São Paulo - Imagem: Onildo Lima/ Divulgação

Em reunião realizada nesta terça-feira, 27, os credores do Grupo Abril, dono de revistas como Exame, Veja e Cláudia, aprovaram o plano de recuperação judicial da companhia. Um dos pilares do plano, que ainda precisa ser aprovado pela Justiça, é a venda da revista Exame.

Segundo apurou o 'Estado', o BTG Pactual estaria interessado no ativo, que deverá ser vendido como uma unidade produtiva independente (UPI) em até quatro meses.

A aprovação do plano veio um ano depois do pedido de recuperação judicial, realizado em 15 de agosto do ano passado. Além da venda da revista de economia e negócios do grupo, a Abril também prevê outras duas vendas de ativos: uma em até 20 meses (a unidade produtiva denominada Marginal Tietê, que inclui o edifício onde funciona a companhia) e outra em até 36 meses (a UPI Campos do Jordão).

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

A venda da Exame e de imóveis servirá para pagar os credores de menor porte, de até R$ 10 mil. Já as pessoas físicas e jurídicas que têm dívidas de mais de R$ 100 mil a receber tiveram de aceitar um desconto superior a 90% em seus débitos.

Desde 17 de abril, o empresário Fábio Carvalho, que já participou de processos de recuperação judicial relevantes no passado, como o da varejista fluminense Casa & Vídeo, é o novo presidente da Abril. Desde então, ele vem trabalhando para conseguir angariar apoio ao plano de recuperação da empresa, cuja votação foi adiada diversas vezes. Nesta terça-feira, porém, conseguiu aprovação de 92% dos detentores de créditos.

Embora o BTG não comente oficialmente a intenção de compra da Exame, a revista serviria para o banco montar uma plataforma de notícias sobre finanças e negócios no estilo do Infomoney, da XP Investimentos. O BTG inclusive já teria contratado uma executiva para tocar o novo projeto.

Débitos bilionários

As dívidas da companhia, no momento do pedido de recuperação judicial, somavam R$ 1,6 bilhão e eram consideradas "impagáveis" por fontes de mercado. Como seria impossível quitar todos os débitos, o jeito foi firmar um acordo em que credores abrissem mão de recursos em nome da manutenção da viabilidade econômica do negócio.

Como em outras recuperações judiciais, a ideia foi preservar pelo menos a chance de a companhia, no futuro, pagar pelo menos uma pequena parte do que deve.

Carvalho havia anunciado em dezembro de 2018 a compra de 100% do Grupo Abril. Ele pagou um valor simbólico, de R$ 100 mil, pelo negócio que concentra as principais revistas do País.

A reestruturação da companhia teve a participação da Alvarez & Marsal, consultoria especializada em negócios em dificuldades financeiras.

Na época, em entrevista ao 'Estado', Carvalho disse que a Abril ainda não gerava receitas suficientes para pagar suas obrigações, apesar da reestruturação capitaneada pela consultoria americana Alvarez & Marsal ao longo do ano passado.

Para garantir o equilíbrio do negócio no curto prazo, Carvalho disse à época que pretendia injetar R$ 70 milhões em dinheiro novo na Abril, em forma de financiamento do BTG.

Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

mal estar

‘Promessa’ de liberar recurso causa desgaste

Área econômica do governo está incomodada com a postura de ministros e até do vice-presidente de antecipar valores e se comprometer com novos desbloqueios

O caminho para um acordo

Vice-ministro chinês vai visitar Washington para preparar negociações

Liao vai chefiar uma delegação de autoridades chinesas, segundo a agência de notícias oficial Xinhua News, mas Pequim não detalhou a agenda do vice-ministro na capital dos Estados Unidos

Epidemia na Ásia

Coreia do Sul inicia abate de porcos após confirmação de febre suína

Cerca de 4 mil porcos de três fazendas da região afetada serão abatidos ainda nesta terça. Também haverá um esforço de limpeza em outras unidades produtivas das cercanias

não é bem assim...

Oi diz que desconhece interesse da Telefônica, após reportagem

Companhia encaminhou um ofício para a B3; reportagem dizia que tele espanhola estaria interessada nos ativos da companhia brasileira – em especial, nas redes de telefonia e dados móveis, que integram as tecnologias 3G e 4G

A bula do mercado

Ataques na Arábia Saudita impõem incerteza aos mercados

Analistas ainda tentam determinar os efeitos do incidente ocorrido no final de semana sobre o petróleo

Entrevista

Esqueça Brasília, quem dita o rumo do Brasil e do mundo é a China, diz Volpon do UBS

Em livro recém-lançado, economista do UBS e ex-diretor do BC, Tony Volpon, também nos conta que a crise financeira não foi culpa dos homens de olhos azuis nem da tal ganância dos mercados

Entrevista

Bolsonaro: Petrobras não deve mudar o preço dos combustíveis

Presidente falou que tendência é seguir preço internacional, mas que como movimento é atípico, Petrobras manterá preços. CPMF saiu de vez dos planos

Jogando para o mercado

Infraero: venda de fatia em 4 aeroportos deve ocorrer em 2020

Companhia está em fase de contratação da consultoria que fará a avaliação dos ativos para colocá-los no mercado

Seu Dinheiro na sua noite

Um evento pode mudar tudo (ou não)

Se você tivesse a oportunidade de perguntar a qualquer analista de mercado na última sexta-feira o que esperar para os preços do petróleo, ele provavelmente responderia “queda”. Havia de fato todas as razões para acreditar na baixa. A guerra comercial entre Estados Unidos e China, o risco de recessão da economia internacional e o excesso […]

Pagando as contas

Tesouro diz que União honrou R$ 633,71 milhões em dívidas de GO, MG, RJ e RN em agosto

Nos primeiros oito meses de 2019, o governo federal precisou desembolsar R$ 5,252 bilhões para honrar dívidas garantidas pela União desses quatro Estados

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements