Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Bruna Furlani

Bruna Furlani

Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.

Reação do mercado

C&A frustra expectativas em primeiro balanço após IPO e ações caem forte

Um dos pontos que chamaram a atenção no balanço da companhia foi o fato de que o lucro líquido fechou o terceiro trimestre com queda de 40,5%, ante o mesmo período de 2018, assim como o fato de que a companhia perdeu poder competitivo e houve desaceleração das vendas nas mesmas lojas

Bruna Furlani
Bruna Furlani
13 de novembro de 2019
16:19 - atualizado às 9:35
Fachada da C&A
logo da C&A - Imagem: Shutterstock

Depois de estreia na bolsa, o primeiro resultado da varejista C&A (código CEAB3), divulgado ontem (12) à noite, não foi digno de um grande desfile. E como reação, o mercado acabou penalizando bastante a companhia no pregão de hoje (13).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As ações da empresa terminaram esta quarta-feira cotadas em R$ 15, uma queda de 10,71%.

Um dos pontos que chamaram a atenção no balanço da companhia foi o fato de que o lucro líquido fechou o terceiro trimestre do ano em R$ 19,1 milhões, o que indica uma queda de 40,5% ante o mesmo período de 2018.

Mas, se fosse excluído o efeito da norma IFRS16 e equalizada a taxa efetiva de imposto de renda de 19,1% no período, a queda no lucro líquido no terceiro trimestre teria sido 2,7% menor do que no mesmo período do ano passado.

Além disso, a companhia sofreu uma queda de 1,1 ponto percentual em sua margem líquida, o que mostra que a eficiência da companhia diminuiu durante o terceiro trimestre, e ficou em 1,5%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado também teve contração de 3,8% no terceiro trimestre e terminou o período em R$ 116,7 milhões.

Leia Também

A receita líquida, por sua vez, terminou o terceiro trimestre deste ano em R$ 1.252 bilhão, o que representa uma leve alta de 2,6% ante o mesmo período do ano passado.

Perda do poder competitivo

Mas há um detalhe. O balanço mostrou, contudo, que houve queda na margem bruta da companhia. Na prática, isso indica que a empresa perdeu poder competitivo em relação aos concorrentes.

No terceiro trimestre deste ano, a companhia terminou o período com uma margem bruta de 46,9%, o que representa uma contração de 0,8 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2018.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao olhar o balanço é possível ver que o recuo na margem bruta da C&A foi fruto de um menor benefício da proteção cambial sobre os produtos importados.

Apenas para ter uma ideia, a margem bruta da Renner, que é vista como principal referência no setor de varejo na bolsa, foi de 54,3% neste trimestre.

De olho na operação

Quem olhou o balanço com mais afinco também viu que as vendas em mesmas lojas, que mostram se houve ganho de produtividade da empresa, tiveram uma desaceleração de 4,6 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado e terminaram com crescimento de 0,8%.

Por outro lado, um indicador que subiu foi o de despesas operacionais que fechou o trimestre em R$ 529,7 milhões, uma alta de 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Já se desconsiderarmos os efeitos da IFRS16, as despesas operacionais ficariam em R$ 538 milhões, uma expansão de 3,3% ante o terceiro trimestre de 2018.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No balanço, a empresa pontuou que as despesas operacionais aumentaram além do faturamento por conta da abertura de lojas e das despesas com royalties. Mas que, em contrapartida, tal indicador foi beneficiado por reversão de algumas provisões da companhia.

E o aumento nos gastos da companhia somado a perda de margem bruta contribuíram também para pressionar a margem Ebitda ajustada, que mede justamente a eficiência da companhia na sua capacidade potencial de gerar caixa.

No terceiro trimestre deste ano, a companhia encerrou o período com uma margem Ebitda ajustada de 9,3%, o que representa um recuo de 0,6 pontos percentuais.

Renner, o benchmark do setor

Outro ponto que pode ter impactado os papéis da C&A é justamente a comparação com a principal referência do setor, que é a Lojas Renner (LRNE3).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No último trimestre deste ano, a rival apresentou resultados abaixo das expectativas do mercado, mas obteve alta na geração de caixa do Ebitda ajustada e na receita líquida mesmo com a economia ainda bastante fraca.

Mas há quem diga que a retomada do consumo no país nos próximos meses com a retomada da economia ajudará a companhia, que é menos eficiente, a reduzir a distância de execução e de rentabilidade para a gigante Renner.

IPO

Os resultados anunciados ontem à noite (12) são os primeiros divulgados após a companhia realizar a sua abertura de capital na bolsa de valores (IPO, na sigla em inglês) no fim de outubro.

Na ocasião, a C&A captou R$ 1,63 bilhão e conseguiu vender as suas ações no preço mínimo da faixa indicativa, que variava de R$ 16,50 a R$ 20,00.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A maior parte dos recursos captados dos investidores estava direcionada para o bolso dos controladores e para o pagamento de dívidas, que foram contraídas também com os controladores. Com o dinheiro que sobrasse, a C&A disse que iria investir na ampliação da rede.

A varejista estreou com valor de mercado da ordem de R$ 5 bilhões. A oferta foi coordenada por Morgan Stanley, Bradesco BBI, BTG Pactual, Citigroup, Santander e XP Investimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CÂMBIO

Dólar: apesar a forte alta na sexta (20), moeda encerra a semana em queda, a R$ 5,3092; veja o que mexeu com o câmbio

21 de março de 2026 - 14:30

Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

SLC Agrícola (SLCE3) já deu o que tinha que dar? Bank of America eleva preço-alvo após rali em 2026; veja se vale a pena comprar

21 de março de 2026 - 12:00

Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA

JCP

Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio; veja detalhes

21 de março de 2026 - 9:30

Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

19 de março de 2026 - 19:40

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar