Shopee lança ferramenta para empresas brasileiras entregarem em outros dois países da América Latina
Entenda como funciona a plataforma para que pequenas e médias empresas exportem itens no marketplace e os itens que podem ser vendidos

A Shopee anunciou nesta terça-feira (29) a expansão da Plataforma Internacional no Brasil, disponível para mais vendedores. Agora, quem comercializa itens na plataforma poderá entregar em outros dois países da América Latina: o México e a Argentina.
Segundo Felipe Lima, diretor de desenvolvimento de negócios e operações de fulfillment da Shopee, a ferramenta foi pensada para que "pequenas e médias empresas brasileiras aproveitem a presença online e a experiência que já desenvolveram na plataforma para explorar o e-commerce regional".
"Isso torna o comércio internacional mais acessível para negócios em diferentes estágios de maturidade", defende Lima.
Como funciona a exportação pela Shopee
Vender produtos em marketplaces como Shopee, Mercado Livre, Amazon e TikTok Shop tem como uma das principais vantagens o uso da logística dessas plataformas.
Isso permite que pequenos e médios empreendedores entreguem em regiões que dificilmente conseguiriam acessar por conta própria, como outros países da América Latina que agora podem ser alcançados com a empresa cingapurense.
A plataforma anunciada hoje já estava disponível para mais de 19 mil vendedores em uma fase piloto. Durante o período de teste, os empreendedores anunciaram mais de 1,4 milhão de produtos no exterior.
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O que muda agora é que, com o fluxo mais azeitado, a Shopee vai expandir a ferramenta de vendas internacionais para mais de 150 mil vendedores brasileiros.
Cabe destacar, no entanto, que o número de empreendedores que podem entrar na plataforma de exportação ainda é pequeno em comparação à quantidade de vendedores cadastrados na Shopee.
Segundo dados da própria empresa, existem 3 milhões de vendedores brasileiros cadastrados no marketplace. Ou seja, por enquanto, só 5% podem ter acesso ao exterior por meio da plataforma.
Os interessados precisam demonstrar interesse em um formulário online com dados como CNPJ e número identificador da Shopee. "A adesão à plataforma ocorre após o convite diretamente na Central do Vendedor", diz a empresa.
O marketplace destaca a praticidade de venda no exterior com a ferramenta. Segundo a Shopee, ao receber um pedido de países vizinhos, o lojista precisa apenas preparar o produto para a coleta.
"A Shopee então coordena toda a jornada de entrega junto à rede de parceiros logísticos, desde a coleta, transporte internacional até a entrega final, além de oferecer suporte no desembaraço aduaneiro e no atendimento ao cliente", afirma.
A companhia não divulga o tempo médio de entrega nos dois países. Já os custos da plataforma, de acordo com a Shopee, são os mesmos de uma venda nacional comum.
Ou seja, há uma comissão de 14% a 20%, com taxas fixas que aumentam conforme o preço do item:
- Até R$ 79,99: comissão de 20% e taxa de R$ 4;
- R$ 80 a R$ 199,99: comissão de 14% e taxa de R$ 16 a R$ 20;
- Acima de R$ 200: comissão de 14% e taxa de R$ 26.
Quais produtos se destacam
Durante a fase inicial do programa, Lima afirma que as categorias que concentraram a maior parte das vendas no exterior foram, na ordem:
- Moda feminina;
- Casa e utilidades domésticas;
- Esporte e lazer;
- Peças e acessórios para veículos; e
- Moda masculina.
Além destes, outros produtos que podem ser enviados para o exterior são itens de papelaria, brinquedos e colecionáveis, pet shop e categoria mãe e bebê.
“Os itens selecionados das categorias seguem as regras regulatórias ou logísticas dos países de origem e de destino”, diz Lima.
Para o executivo, deve se destacar o empreendedor brasileiro que levar uma nova variedade e diversidade de produtos aos consumidores da região.
“Acreditamos que a expansão para novos mercados abre oportunidades de crescimento para os vendedores na economia digital, permitindo que eles levem os diferenciais do produto nacional e passem a ter acesso a uma nova base de consumidores.”
Não dê um passo maior que a perna
Em reportagem especial do Seu Dinheiro, especialistas explicaram o que deve ser levado em conta antes de pensar em levar produtos ao exterior.
Dentre as principais dicas estão focar na proximidade geográfica e cultural, além de identificar se a empresa tem estoque suficiente para atender a uma nova demanda.
Outro destaque em outros países pode ser justamente a brasilidade. Os especialistas afirmaram que o brazil core está em alta e pode ser explorado.
Produtos orgânicos e de nicho podem encontrar espaço por empresas que decidem internacionalizar, como cosméticos, mel, café gourmet e cerveja artesanal.
Certificações que mostrem, por exemplo, que o produto vem da agricultura familiar, não utiliza trabalho escravo ou não contribui para o desmatamento podem agregar valor.
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