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Carina Brito

Carina Brito

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP) com pós-graduação em Marketing e Mídias Digitais pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Trabalhou como repórter da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios e já escreveu para Valor Econômico, Revista Galileu e UOL. Hoje é editora de Pequenas e Médias Empresas (PMEs), Carreira e ESG do Seu Dinheiro.

RODÍZIO OZEMPIC?

Canetas emagrecedoras já mexem no consumo em bares e restaurantes — e mudança aparece do prato à bebida 

Uma pesquisa da Abrasel mostra que 61% dos empresários perceberam algum tipo de mudança no comportamento dos clientes associada ao uso desses medicamentos

Carina Brito
Carina Brito
23 de abril de 2026
9:15 - atualizado às 9:11
Canetas emagrecedoras, como Ozempic e Mounjaro, já mexem no consumo em bares e restaurantes - Imagem: Douglas Cliff/iStock

O avanço do uso de canetas emagrecedoras, como Ozempic e Mounjaro, já começa a mudar, aos poucos, o comportamento dos clientes de bares e restaurantes. Pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostra que o impacto vai além de escolhas pontuais e já começa a aparecer em diferentes partes do cardápio, de pratos principais a sobremesas e bebidas.

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Segundo o levantamento, 61% dos empresários afirmam já ter percebido algum tipo de mudança no comportamento dos clientes associada ao uso desses medicamentos. Dentro desse grupo, 13% relatam impacto forte nas vendas e no padrão de consumo observado nos estabelecimentos.

Apesar disso, a maior parte das alterações ainda é vista como leve ou moderada, o que indica uma transição gradual dos hábitos alimentares.

“O consumidor continua frequentando bares e restaurantes, porém com escolhas mais moderadas. Esse movimento tende a ganhar força nos próximos meses, especialmente após o fim da patente da semaglutida, em março deste ano, que já abriu caminho para a produção de versões genéricas e similares mais acessíveis”, afirmou Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, em nota.

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A intensidade dessa percepção do uso das canetas emagrecedoras também varia conforme o porte do negócio. Estabelecimentos menores concentram uma fatia maior de impactos classificados como fortes, o que pode indicar maior sensibilidade a mudanças de demanda e menor margem para absorver oscilações no consumo.

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Canetas emagrecedoras já causam impacto no prato principal

Entre os itens mais tradicionais do cardápio, os pratos principais já mostram sinais claros de retração. A maioria dos empresários (56,4%) afirma ter notado alguma mudança no volume de pedidos dessa categoria. Entre os que identificaram alteração, 61% relatam redução nas vendas.

O dado sugere que, embora o consumo desses pratos continue relevante, parte dos clientes passou a rever o tamanho das refeições ou a buscar opções menos pesadas. A tendência pode estar ligada tanto à redução do apetite quanto à procura por refeições consideradas mais leves.

O impacto mais evidente aparece nas sobremesas. Segundo a pesquisa, 68,7% dos entrevistados perceberam queda no volume de pedidos dessa categoria. Dentro desse grupo, 20,9% classificaram a retração como significativa.

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Uma das hipóteses para esse movimento é a busca por menor ingestão calórica, comportamento compatível com consumidores que utilizam medicamentos voltados à perda de peso.

Além disso, 65% dos empresários afirmam que aumentou o número de clientes que deixam de pedir sobremesas individuais. O dado indica não apenas menor consumo, mas também mudança na forma como esses produtos são escolhidos, possivelmente com mais compartilhamento ou substituição por outras opções.

Bebidas alcoólicas perdem espaço — mas não de forma uniforme

As bebidas alcoólicas também já sentem os efeitos da mudança de comportamento pelo uso das canetas emagrecedoras. Segundo o levantamento, 65% dos empresários notaram alteração no volume de pedidos dessa categoria.

Os resultados, porém, mostram um cenário menos homogêneo. Entre os estabelecimentos que perceberam mudança, 25% indicam aumento no consumo, enquanto os demais apontam redução. Isso sugere que o impacto varia conforme perfil de público, localização, proposta do negócio e hábitos dos clientes.

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Apesar dessa diferença entre os resultados, alguns sinais aparecem de forma mais clara. Entre os entrevistados, 68% afirmam que aumentou o número de clientes com restrição ao consumo de álcool. Dentro desse grupo, 28% classificam essa alta como forte.

Outro movimento relevante é a troca de bebidas alcoólicas por alternativas sem álcool. Segundo a pesquisa, 66% dos empresários dizem ter observado crescimento no número de clientes que fazem essa substituição.

Esse comportamento ajuda a explicar outro dado do levantamento: mais da metade dos empresários percebeu alteração no consumo de bebidas não alcoólicas e, entre esses, 70% registraram aumento nos pedidos.

Compartilhar mais, pedir menos — e escolher melhor

A mudança não se limita ao tipo de item escolhido, mas também à forma como os pedidos são feitos nas mesas. Segundo a pesquisa, 64% dos empresários relatam aumento na frequência com que os clientes dividem pratos. Entre eles, 23% apontam crescimento expressivo desse comportamento.

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O avanço do compartilhamento aparece alinhado à busca por porções menores. Entre os entrevistados, 71% dizem que aumentou o número de clientes que optam por pratos menores ou versões mais leves, enquanto 27,5% classificam essa alta como significativa.

Na prática, isso indica uma preferência crescente por refeições mais ajustadas ao apetite e ao novo estilo de consumo.

O reflexo aparece em categorias específicas do cardápio. Entre os empresários que perceberam mudança nas porções para compartilhar, 67% apontam aumento no volume de pedidos. Já nas miniporções ou porções reduzidas, 76% dos que notaram alteração registraram crescimento.

Por outro lado, as entradas foram a categoria menos impactada até agora. Metade dos entrevistados percebeu alguma mudança nesse segmento. Entre eles, 58% indicam redução no volume de pedidos, enquanto 42% apontam aumento.

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Impacto varia por faturamento

A pesquisa também mostra diferenças relevantes conforme o porte financeiro das empresas. O efeito sobre o consumo de bebidas alcoólicas, por exemplo, é mais evidente entre estabelecimentos de maior porte.

Entre negócios com faturamento acima de R$ 4,8 milhões por ano, 71,6% relatam ter percebido alteração no volume de pedidos de bebidas alcoólicas. Já entre empresas com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões, esse percentual é de 63%.

Os números sugerem que operações maiores, por atenderem públicos diversos ou terem tíquete médio mais elevado, podem sentir com mais rapidez mudanças no padrão de consumo do uso das canetas emagrecedoras.

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Desafio para manter receita

Do lado dos empresários, o novo comportamento do consumidor traz desafios relevantes para a rentabilidade. Quatro em cada dez afirmam não conseguir compensar a redução no consumo de pratos ou bebidas, o que indica pressão direta sobre o faturamento dos negócios.

Entre os que conseguem equilibrar as contas, as estratégias são variadas. Cerca de 26% apostam em combos ou menus fechados, alternativa que ajuda a preservar margens e elevar o valor médio do pedido.

Outros 22% afirmam que o aumento na frequência de clientes compensa parte das perdas com consumo menor por visita. Já 21% apontam a venda de itens de maior valor agregado como principal saída para sustentar a receita.

Também começam a surgir iniciativas mais direcionadas a esse novo perfil de cliente, como a criação de pratos com menor valor calórico e opções adaptadas a consumidores que buscam refeições mais leves.

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