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Grupo que acumula mais de cinco décadas criou uma rede digitalizada de musculação que pode faturar R$ 18 milhões ainda em 2026

A Academia Gaviões já se tornou uma “queridinha” entre os marombeiros que gostam de treinar de madrugada. Pioneira no modelo de operação 24 horas e com mais de cinco décadas de atuação, a rede soma 100 unidades espalhadas pelo estado de São Paulo, com cerca de 380 mil alunos. No entanto, a empresa até então focada na musculação tradicional agora quer expandir a atuação com academias compactas e treinos rápidos.
Para atingir esse objetivo, a Gaviões chegou à Fast Treino: uma nova rede do grupo focada em circuitos de alta intensidade, que funciona em 12 etapas e possibilita treinos de até 36 minutos.
Em um mercado de concorrência forte, com nomes como Smart Fit (SMFT3), SkyFit, Panobianco e BlueFit, o fundador e CEO da Fast Treino, Leandro Aguiar, explica que a rede de academias compacta é uma forma de atingir um novo público.

“Mais de 90% da população brasileira não frequenta academia. O setor fitness inteiro disputa praticamente a mesma parcela de pessoas que já treinam, enquanto existe uma enorme demanda reprimida de quem quer se exercitar, mas não consegue manter constância no modelo tradicional”, explicou ao Seu Dinheiro.
A primeira unidade da Fast Treino já está em operação. Inaugurada no final de abril em Alphaville, na cidade de Barueri, região metropolitana de São Paulo, a academia tem funcionado gratuitamente para testes e para que o público conheça a operação.
Em pouco mais de um mês, Aguiar afirma que a nova rede já atende cerca de 600 alunos e deve encerrar o ano com 30 unidades, além de um faturamento de R$ 18 milhões em 2026.
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A Academia Gaviões como é conhecida hoje teve origem em um estúdio de luta. O fundador, Leonildo Aguiar – pai do CEO da Fast Treino – chegou em São Paulo em 1974 e passou a dar aulas de karatê em uma garagem na Zona Norte da cidade. Na época, a academia era conhecida como Gaviões do Karatê.
A esposa, Roseli Aguiar, também passou a fazer parte da academia, dando aulas de dança e alongamento, o que também atraiu o público feminino para a até então Gaviões do Karatê. Foi só em 1979 que o negócio se tornou oficialmente um centro de treinamento físico.
Com cinco anos de funcionamento, a empresa tinha três aparelhos de exercícios físicos e aulas de diferentes modalidades, mas ao longo do tempo foi se direcionando para a musculação tradicional, que era uma tendência no período.
O modelo 24 horas começou em 2001, quando a Gaviões decidiu oferecer um diferencial no mercado. Até então, a rede tinha somente duas unidades e permaneceu com uma operação enxuta por décadas, o que mudou graças a uma virada de chave mais recente.
“A operação 24 horas aumentou muito nossa visibilidade ao longo dos anos. Pouco antes da pandemia de coronavírus, também tomamos a decisão estratégica de nos tornar uma franqueadora e começaram a surgir os primeiros interessados no modelo”, afirmou Aguiar filho.
Quem mora em São Paulo deve ter percebido um “boom” de unidades da Gaviões em diferentes localizações nos últimos anos. É até surpreendente a informação de que a rede está no mercado há mais cinco décadas.
Mas isso não é uma mera impressão: foi só em 2019 que a empresa entrou no modelo de franquias e passou a expandir aceleradamente. Em um período de sete anos, a quantidade de unidades da Gaviões saltou 20 vezes.
O filho do fundador da Gaviões e CEO da Fast Treino atribui o crescimento da rede low cost ao diferencial de operar 24 horas, ao oferecimento de aulas variadas além da musculação, e ao senso de comunidade que existe entre os alunos.
Agora que o grupo está mais consolidado no mercado, o plano é atingir a marca de mil unidades até 2030 e se posicionar cada vez mais como um player de peso na briga do mercado fitness.
Para efeito de comparação, esse é o mesmo número de academias que foi registrado pela Smart Fit no Brasil no 1º trimestre de 2026 – no total, a companhia de capital aberto tem 2,1 mil unidades espalhadas mundialmente.
O brasileiro tem uma preocupação crescente com saúde e estética corporal – exemplificada pelo aumento expressivo de canetas emagrecedoras como Ozempic e Mounjaro, e pela quantidade de centros de atividades físicas, que triplicou no país em 10 anos, de acordo com o Panorama Setorial Fitness Brasil 2025.
Os estúdios para treinos mais curtos se tornaram uma grande aposta das empresas que precisam atrair pessoas com uma rotina puxada no trabalho.
A Smart Fit, por exemplo, é uma das empresas que vêm direcionando esforços para esse cenário e acelerou os investimentos no mercado de estúdios boutique, focados em modalidades específicas, experiência premium e mensalidades mais elevadas.
Para isso, a companhia criou uma vertical própria de marcas especializadas, reunindo redes voltadas a diferentes nichos de treino, como Race Bootcamp (corrida indoor e funcional), Vidya (hot yoga), Jab House (boxe), One Pilates (pilates), Tonus Gym (musculação) e Velocity (spinning). Mais recentemente, lançou a BEON Studios para unificar esses serviços em uma só plataforma.
Segundo Aguiar, isso mostra uma percepção que a própria Gaviões teve há um tempo: o modelo tradicional de academia, sozinho, não atende mais a maioria das pessoas. “O mercado está se movendo, e isso é ótimo para todos”, afirma.
Agora, a Fast Treino chega para ser a nova peça dentro do jogo, e atrair especialmente o público que tem a rotina corrida, mas quer encontrar tempo — mesmo que curto — para academia.
“A Fast Treino foi pensada para quem busca praticidade, eficiência e resultado em menos tempo. É um modelo voltado para pessoas com rotina intensa, que querem treinar sem depender de agendamento ou acompanhamento constante. O Grupo Gaviões consegue atender tanto o público que valoriza permanência e variedade quanto quem prioriza agilidade, tecnologia e otimização do tempo”, explica.
A academia funciona com um circuito de 12 etapas com exercícios do corpo todo, com musculação e cárdio, todos com aparelhos. As máquinas são semelhantes às da Gaviões tradicional, com esteiras, escadas, equipamentos para treinos superiores e inferiores.
O que muda em relação à rede convencional é, principalmente, o tamanho da academia. Enquanto a estrutura da Gaviões tem, em média, 1,5 mil metros quadrados, a Fast Treino tem entre 40 metros e 500 metros quadrados.
Outra característica da academia compacta é a digitalização. As unidades funcionam com somente um instrutor para dúvidas, mas a ideia é que os alunos tenham autonomia tanto no check-in quanto na execução do treino.
Praticamente tudo é resolvido online: o check-in é feito por aplicativo e as catracas digitais identificam e liberam a pessoa. Porém, diferentemente de outros estúdios fitness que trabalham com uma operação enxuta, Aguiar diz que não possui agendamento. “A cada três minutos, uma nova pessoa consegue entrar no circuito”.
Durante o treino, o percurso de 12 etapas é guiado com setas, o tempo de exercício e descanso é cronometrado e o passo a passo do exercício é mostrado por telas.
A depender do tamanho da academia, existem mais aparelhos em cada estação e, consequentemente, mais alunos podem acessar a rede ao mesmo tempo.
“Existem outras operações internacionais famosas, como F45 Training e Orangetheory Fitness, mas o funcionamento é diferente. Essas operam com aulas fechadas, horários agendados e condução coletiva por instrutor. A Fast Treino segue outro caminho, com mais autonomia e liberdade para o aluno”, defende o CEO.
Além de atender a demanda de brasileiros que gostariam de se exercitar, mas têm rotina corrida, Aguiar diz que a Fast Treino foi pensada para resolver outro gargalo: os custos da operação de uma academia.
Devido ao modelo digital, há uma redução dos gastos com folha de pagamento. Em uma academia tradicional, é preciso ter mais instrutores, pessoas para a limpeza, segurança e recepção.
Já a expectativa da Fast Treino é de que uma estrutura com cinco a 10 funcionários distribuídos em diferentes turnos seja suficiente.
“Isso representa uma redução de 80% na folha operacional. O modelo também trabalha com equipamentos fixos, operação padronizada e tem menor complexidade de gestão, tornando o negócio mais previsível”, afirma o fundador.
A primeira Fast Treino já está em operação em Alphaville e tem funcionado como uma forma de divulgação do modelo.
Aguiar explica que, por enquanto, a academia está gratuita para os alunos que quiserem testar a operação. Nesse período de pouco mais de um mês, 600 pessoas já treinaram na academia.
A expectativa é que, quando a rede começar para valer, um acesso avulso custe cerca de R$ 39 e as mensalidades sejam R$ 99.
O fundador diz que a empresa está em fase de fechar contrato com parceiros de benefícios corporativos, como Wellhub – antigo Gympass – e Totalpass, e só deve começar a cobrança para os alunos após a abertura da segunda unidade da rede, prevista para agosto, na famosa Avenida Paulista, em São Paulo.
Além disso, o objetivo da academia é expandir por meio de franquias. A meta é chegar ao fim de 2026 com 30 unidades da Fast Treino em operação, que podem funcionar no modelo 24 horas já conhecido no grupo Gaviões ou horário comercial.
Para atingir o plano de abertura de academias neste ano, o grupo tem investido na divulgação online, em feiras do setor e influenciadores digitais fitness.
“Cada unidade tem um tempo de maturação de seis meses. Devemos fechar 2026 com faturamento de R$ 18 milhões por conta das aberturas graduais, mas entramos em 2027 com a capacidade instalada de faturar R$ 57 milhões”, diz Aguiar.
Em relação aos números para a abertura de uma franquia, a Fast Treino estabeleceu cinco modelos. São o Container, Mini fast, Compacto, Standard e Max. Confira os valores:
A empresa também destaca que o tempo médio de retorno é acelerado devido à operação. A expectativa é de um payback entre quatro e oito meses para unidades que operarem 30 dias por mês com 100% da ocupação.
Apenas a título de comparação, uma academia Gaviões tradicional demanda um investimento inicial a partir de R$ 2,8 milhões, área mínima de 750 metros quadrados e tempo médio de retorno entre 18 e 28 meses.
FIM DO PRAZO
SEM PESO NA CONSCIÊNCIA
‘BEABÁ’ DO E-COMMERCE
ALÉM DO CAMPO
BRIGA COM GIGANTES
LIDERANÇA
REDUÇÃO DE DANOS
OUTRO LADO DO BALCÃO
EQUIPE EXPANDIDA
FIM DO ‘SABOR CHOCOLATE’
DIFERENCIAL OBRIGATÓRIO
ESTÁ DE CASA NOVA
PME NO E-COMMERCE
MOMENTO DECISIVO
‘IR DO MEI’
SAÚDE MENTAL EM PAUTA
EXPANSÃO DO MINISTÉRIO
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CÉU NUBLADO