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Monique Lima

Monique Lima

Monique Lima é jornalista com atuação em renda fixa, finanças pessoais, investimentos e economia, com passagem por veículos como VOCÊ S/A, Forbes, InfoMoney e Suno Notícias. Formada em Jornalismo em 2020, atualmente, integra a equipe do Seu Dinheiro como repórter, produzindo conteúdos sobre renda fixa, crédito privado, Tesouro Direto, previdência privada e movimentos relevantes do mercado de capitais.

RENDA FIXA

Títulos do Tesouro Direto ganham novos prazos: veja o que muda para o investidor

Papéis prefixados e indexados à inflação tem vencimento alongado, enquanto Tesouro Selic só oferece um vencimento

Monique Lima
Monique Lima
3 de fevereiro de 2026
15:35 - atualizado às 15:07
tesouro direto renda fixa
Imagem: Brenda Rocha/Blossom/Shutterstock

A plataforma do Tesouro Direto atualizou as opções de vencimento dos títulos públicos disponibilizados em 2026. A partir deste mês, os investidores encontram novas alternativas de prazos tanto para o Tesouro Prefixado quanto para o Tesouro IPCA+.

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A mudança é recorrente no início de cada ano, período em que o Tesouro Nacional organiza o planejamento da dívida pública. Para 2026, o Plano Anual de Financiamento (PAF) estabelece mais emissões de títulos prefixados e o alongamento dos vencimentos da dívida da União.

Na prática, para os investidores, isso significa que os prazos disponíveis nos títulos do Tesouro Direto tendem a ficar mais longos. Veja a seguir.

Novos prazos no Tesouro Direto

Tesouro Prefixado

Os títulos prefixados passaram por duas mudanças:

  • O Tesouro Prefixado 2028 deixou de ser oferecido. Em seu lugar, entrou o vencimento para 2029;
  • O Prefixado que paga juros semestrais com vencimento para 2035 deixou a plataforma. Agora, o novo vencimento é 2037; e
  • O Tesouro Prefixado 2032 se manteve igual.

Ao longo do ano, o Tesouro Nacional pretende lançar um novo título Tesouro Prefixado com juros semestrais de vencimento ainda mais longo, segundo o PAF 2026.

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Tesouro IPCA+

Os títulos indexados à inflação do Tesouro Direto também passaram por duas mudanças nos prazos mais curtos.

Leia Também

  • O Tesouro IPCA + 2029 deixou de ser oferecido, para dar lugar ao vencimento em 2032; e
  • O título mais curto com juros semestrais passou a ser o Tesouro IPCA + 2037.

Os demais vencimentos disponíveis continuam os mesmos:

  • Tesouro IPCA+ 2040;
  • Tesouro IPCA+ 2050;
  • Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2045; e
  • Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2060.

De acordo com o PAF 2026, o Tesouro Nacional quer organizar melhor os prazos dos títulos indexados à inflação para garantir que, ao longo do ano, vários vencimentos longos sejam oferecidos regularmente, aumentando a previsibilidade e negociação dos papéis.

Tesouro Selic

A plataforma do Tesouro Direto apresenta apenas uma opção de Tesouro Selic a partir de fevereiro. Até o mês passado, dois vencimentos eram oferecidos: 2028 e 2031. Agora, apenas o Tesouro Selic 2031 aparece para o investidor.

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Entretanto, isso não significa que a oferta desse modelo de título será mais restrita neste ano.

No próximo mês, o Tesouro Nacional lançará um novo título público para reserva de emergência: o Tesouro Reserva.

O papel será um meio-termo entre o Tesouro Selic e um CDB de liquidez diária. O objetivo é aproximar os investidores dos títulos públicos, oferecendo investimentos mais simples e fáceis de entender. (Saiba mais sobre o Tesouro Reserva aqui).

Por que isso importa para o investidor

Nenhuma dessas mudanças significa que, se você tem algum título “descontinuado” na carteira, deixará de receber a rentabilidade contratada por ele ou que o vencimento do seu papel mudou. Significa apenas que esses papéis deixaram de ser oferecidos na plataforma do Tesouro Direto.

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No aplicativo de bancos e corretoras ainda é possível comprar cada um dos vencimentos substituídos, porém, em negociação no mercado secundário.

Caso você precise vender antes do vencimento, também é possível — nada muda nesse sentido.

Em termos de investimentos, a inclusão de novos prazos cria degraus adicionais para aplicação. Assim, fica mais fácil escolher um título mais próximo da data em que você pretende usar o dinheiro. Com isso, diminuem as necessidades de resgates antecipados, que podem causar prejuízos.

É importante lembrar que os títulos do Tesouro Direto têm correlação negativa entre taxa e preço.

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Quando os juros de mercado caem diante de uma perspectiva de queda na taxa Selic, as taxas dos títulos prefixados e IPCA+ também caem, e seus preços de mercado sobem. Porém, quando os juros de mercado sobem, as taxas desses mesmos títulos também sobem, e seus preços de mercado caem.

Esse fenômeno é conhecido como marcação a mercado — e na situação de um resgate antes do vencimento, essa oscilação de preço e taxa pode resultar em prejuízo, com o investidor vendendo o título público por um preço menor do que ele comprou.

Com diferentes prazos disponíveis, é possível planejar melhor os vencimentos das aplicações para não correr o risco do resgate antecipado.

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