Alerta na renda fixa: entenda como títulos com retornos de até IPCA + 11% ao ano correm o risco de ‘sumirem das prateleiras’ em breve
Possível continuidade do ciclo de cortes nos juros, além de outros gatilhos, podem diminuir percepção de risco no mercado brasileiro – e mexer com os retornos da renda fixa; entenda

“Incerteza” pode ser uma das palavras que melhor definem o fluxo econômico global em 2026, sem projeção de dias mais previsíveis a caminho. A pressão inflacionária ainda é sentida em diversos países, que, em resposta, têm mantido ou subido suas taxas de juros: é o caso do Japão, do Reino Unido e dos integrantes da Zona do Euro, por exemplo.
Porém, “contra tudo e contra todos”, o Brasil está seguindo o caminho oposto: a última leitura cheia da inflação (IPCA de agosto) trouxe uma deflação de 0,32%, e enquanto isso, o Copom anunciou mais um corte de 0,25 ponto percentual na Selic em 16 de setembro – levando a taxa básica de juros a 13,75% ao ano.
Inclusive, a ata do Comitê, divulgada na última terça-feira (22), trouxe um tom considerado mais dovish (brando), e sugere continuidade do ciclo de cortes nos juros.
Essa combinação parece trazer algum fio de esperança: ainda é necessário manter a cautela, mas a economia brasileira pode estar se mostrando mais resiliente que o esperado diante de todos os riscos globais.
Ao mesmo tempo, um pequeno alerta se acende para investidores entusiastas da renda fixa: os títulos disponíveis podem começar a apresentar rendimentos menos atrativos – e isso exige rápido posicionamento de quem não quer perder oportunidades.
Com inflação e juros menores que o esperado, o ‘cardápio’ da renda fixa pode mudar
Tradicionalmente falando, investidores mais conservadores preferem manter a maior parte de seu patrimônio na renda fixa. A maior segurança que essa classe pode oferecer se torna um fator de peso, quando comparada ao risco de perda de capital que é mais latente na renda variável.
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Para esses investidores, a “zona de conforto” é, justamente, o ambiente de juros mais altos, quando os principais títulos de renda fixa costumam ser negociados a taxas bastante atrativas. Como podemos ver, por exemplo, na prateleira de títulos Tesouro IPCA+ disponíveis no portal do Tesouro Direto:

Um título com retorno-alvo de IPCA + 7,6% oferece uma remuneração considerada alta nos padrões brasileiros. O investidor que permanece nele até o vencimento tem a chance de receber o capital investido corrigido pela inflação, acrescido da taxa contratada.
Porém, essa taxa real oferecida incorpora diversos tipos de risco: como o fiscal brasileiro, o cenário dos juros internacionais e, principalmente, o prêmio exigido pelo mercado para investir por prazos mais longos. De forma bastante resumida, quanto maior a incerteza percebida no horizonte da operação, maior tende a ser o retorno exigido.
Assim, caso um processo de desaceleração econômica avance, com a inflação convergindo para a meta, e o Banco Central encontre espaço para dar continuidade ao ciclo de flexibilização monetária, pode ser que a percepção geral de risco para a economia brasileira diminua no mercado.
Consequentemente, títulos com esses rendimentos podem começar a “sumir das prateleiras”, dando lugar a emissões com taxas menores ou mais equilibradas, enquanto o ambiente econômico mais otimista torna-se favorável para aportes em ativos de risco, mais ligados à renda variável.
Como o investidor em renda fixa deve se ‘comportar’ agora, então?
Para um investidor conservador que não quer perder boas chances de lucros na renda fixa, esse pode ser um momento de definição: ainda dá tempo de se posicionar em títulos que ofereçam retornos acima da média, antes que sejam reprecificados.
E aqui vai uma boa notícia: para além dos retornos dos títulos públicos em torno de IPCA + 7%, é possível encontrar taxas ainda mais atrativas no mercado de crédito privado – com juros reais que podem até mesmo ultrapassar os dois dígitos.
Veja essa lista de debêntures incentivadas, por exemplo, que estão disponíveis no mercado. Há títulos que podem oferecer retornos líquidos de até IPCA + 11,42%:

Aqui, você pode até se questionar: mas da mesma forma que títulos públicos precificam riscos, títulos privados também, certo? O que isso diz sobre os riscos desses papéis?
De fato, assim como títulos públicos, taxas oferecidas no crédito privado também refletem riscos. Nesse caso, estamos falando de emissões de dívida de empresas privadas, o que pode abrir espaço para um maior risco de crédito – a capacidade que a empresa carrega de honrar com seus pagamentos.
Nisso, entra a importância de sempre avaliar caso a caso, à procura de títulos que ofereçam tanto qualidade quanto retornos atrativos. E é claro, nem todo mundo tem o tempo hábil para buscar tesouros como esses em meio a um mercado tão vasto de papéis.
Para um investidor pessoa física que não está acostumado com esse universo, o trabalho pode ser extenuante e, até mesmo, contraproducente. Por isso, nessas horas, é possível contar com ajuda profissional.
A Empiricus “garimpou” esses títulos para você – com rentabilidades que podem não estar disponíveis por muito tempo
Há 16 anos, os analistas da Empiricus acompanham o mercado brasileiro e seus títulos de renda fixa, avaliando e selecionando os papéis mais promissores para investidores.
Recentemente, os analistas selecionaram 5 papéis que, em sua visão, podem ser considerados partes da renda fixa “premium”.
São ativos que podem oferecer retornos de até IPCA + 11% ao ano e, além disso, oferecem outras características que podem ser ainda mais atrativas.
- Isenção de Imposto de Renda para pessoa física;
- Liquidez diária;
- Menos de R$ 100 para começar a investir.
Essas três características, juntas, são difíceis de encontrar no mercado. Com isso, o senso de urgência pode bater à porta mais uma vez: são chances de capturar retornos raros, que podem não estar mais disponíveis em breve.
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A cortesia está liberada por tempo limitado, assim como os títulos também podem estar disponíveis por pouco tempo. Sugerimos que você garanta seu acesso à carteira o quanto antes.
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