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Ressarcimento começou a pingar na conta dos investidores, que agora têm o desafio de fazer aplicações melhores e mais seguras
Depois de dois meses de espera, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) começou a pagar as garantias dos Certificados de Depósito Bancários (CDBs) do Master. O dinheiro que volta para o bolso do investidor ganha uma segunda chance de alocação em um bom investimento.
Um novo CDB? Títulos públicos, fundos de investimento? O que seria um melhor destino para o ressarcimento dos CDBs do Master?
Para Federico Nobre, gestor de investimentos da Warren, antes de pensar em um próximo produto financeiro, é preciso entender quais foram os problemas envolvidos nos CDBs do Master, para não cair no mesmo engano.
“Não é simplesmente escolher outro produto que vai pagar mais. Eu acho que esse episódio do Banco Master traz essa lição, porque muita gente ficou seduzida pela rentabilidade mais agressiva, quando na verdade os CDBs eram um grande esquema, uma grande fraude”, diz o gestor.
O primeiro passo, segundo Nobre, é não procurar as maiores taxas do mercado só porque elas são as mais altas — mesmo que o investimento seja coberto pelo FGC.
Afinal, quanto maior o retorno oferecido, maior é o risco do investimento, e a garantia do FGC tem limite.
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O FGC garante até R$ 250 mil aplicados em uma instituição financeira, por CPF ou CNPJ. Neste momento, isso significa que pessoas físicas e jurídicas com aplicações em CDBs do Banco Master receberão até R$ 250 mil, considerando principal e juros.
Acontece que, por um período de quatro anos, esses mesmos CPFs e CNPJs só poderão ser resgatados de novo até um limite total de R$ 1 milhão.
No caso de esses investidores terem mais aplicações em CDBs arriscados, e nos próximos quatro anos as instituições financeiras emissoras desses títulos quebrarem, haverá dois limites de pagamentos:
Na prática, não adianta ter todo o patrimônio alocado em diferentes CDBs contando com a garantia do FGC de R$ 250 mil por emissor, porque também existe uma garantia global de resgate por esse prazo de quatro anos.
Depois de quatro anos o limite de R$ 1 milhão se renova, mas, até lá, a restrição está valendo. No caso do Master, esse relógio começou a rodar em 18 de novembro de 2025 — dia a liquidação do banco.
“É um seguro de investimento, não uma garantia de retorno infinita. O FGC cobriu esses CDBs agora, mas a restrição fica maior para os próximos”, diz Lais Costa, analista de renda fixa da Empiricus.
Para Nobre, da Warren, o primeiro ajuste não deve ser na carteira, mas na percepção do que deve ser prioritário em um investimento.
“O investidor tem que sair desse foco de produto que paga mais taxa para um foco em planejamento financeiro, envolvendo objetivos futuros e diferentes classes de ativos”, disse o gestor.
Costa complementou ao afirmar que, se o dinheiro do resgate do FGC for todo o dinheiro que o investidor tem, ele precisa dar um passo atrás para pensar na organização das finanças e construção de um portfólio, não na escolha de uma única aplicação de novo.
Para os especialistas, é importante entender que um investimento em renda fixa não é livre de riscos.
O CDB de um banco pode ter garantia do FGC, mas ainda embute o risco de crédito do banco emissor. Pode ser um risco menor? Pode, mas ainda é um risco.
A estratégia do Master de oferecer taxas maiores de retorno para conseguir captar dinheiro rápido não foi uma invenção de Daniel Vorcaro. Isso já acontecia no passado, com bancos que também quebraram.
O banco Máxima, que foi resgatado por Vorcaro e virou o banco Master, também tinha essa estratégia.
“A taxa é uma consequência de movimentos do mercado. Se a taxa é maior do que a média, tem um motivo — e o investidor precisa entender qual é esse motivo”, diz Costa.
Para a especialista de renda fixa da Empiricus, o investidor deve buscar informações sobre o banco, uma análise de crédito mais detalhada e a comparação com seus pares, para entender o real risco daquele CDB.
“Se não consegue buscar todas essas informações, procura um analista, um assessor de investimento de onde tem conta e pede ajuda. Pede uma análise sobre o risco, questione detalhes do investimento sugerido”, diz a analista.
Costa acredita que a comparação entre pares é sempre um bom parâmetro. Quanto um CDB do Itaú oferece? Do BTG ou do Santander? Bancos menores tendem a oferecer retornos maiores, mas é porque o risco também é maior.
E, depois do Master, ficou claro o que significa um risco maior.
No caso de um investidor conservador, a indicação de Lais Costa são títulos públicos, especificamente Tesouro IPCA+.
“Se o valor de resgate for apenas uma parcela do portfólio do investidor, e não toda a sua reserva financeira, a melhor opção agora é o Tesouro IPCA+, que tem o melhor prêmio de juro real para carregar para o longo prazo”, diz a analista.
Para quem tem baixa tolerância ao risco, ela indica o Tesouro IPCA+ 2029, que tem um prazo mais curto.
Para quem tem um perfil mais moderado ou arrojado e consegue sustentar um título por mais tempo, mesmo com variação de preço, a recomendação é o Tesouro IPCA+ 2035.
Nos dois casos, o prêmio acima da inflação que esses títulos do Tesouro Direto estão oferecendo está acima de 7,5% — quase em 8%. São rentabilidades muito acima da média para esses papéis, mas com o diferencial de serem títulos do governo federal, isto é, garantidos pela União.
Em outras palavras, os títulos públicos federais, como o Tesouro IPCA+, são os investimentos de menor risco da economia brasileira. Eles podem ser adquiridos pelo Tesouro Direto, em qualquer uma das grandes corretoras ou bancos.
A aplicação em Tesouro Selic, segundo Costa, deve ser exclusiva para a parcela destinada à reserva de emergência. A analista não recomenda para uma aplicação focada em retorno devido à perspectiva de queda dos juros este ano, para cerca de 12% ao ano.
“Mesmo que a rentabilidade continue alta de modo geral, o incentivo para uma aplicação que busca retorno é muito baixo, afinal, a rentabilidade vai cair”, diz Costa.
No caso de investidores dispostos ao risco, que alocaram em CDBs do Master como uma parcela de risco da carteira, Nobre não vê como uma posição adequada.
“Tomar risco no portfólio é saudável, mas porque fazer isso com CDB de banco? O mais indicado é comprar ações, fazer investimentos no exterior ou aplicações em investimentos alternativos”, diz o gestor.
Mesmo na renda fixa, o especialista da Warren acredita que títulos prefixados do Tesouro Direto, ou o Tesouro IPCA+ de prazo longo são mais adequados para uma tomada de risco na renda fixa.
Nobre afirma que o retorno acima da curva de juros no longo prazo vem de uma boa alocação de investimentos, não do retorno de um título arriscado de modo pontual, no curto prazo.
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