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Levantamento da Quantum Finance mostra quais emissões ficaram com taxas acima da média do mercado
Os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) estão entre os principais investimentos dos brasileiros. No entanto, depois dos acontecimentos envolvendo o Banco Master e o will bank, a atenção em relação a esses ativos aumentou — e muito.
De um lado, os investidores estão mais desconfiados em relação às instituições e seus níveis de segurança. Do outro, as instituições querem se distanciar da pecha de “banco arriscado”, que usa a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como muleta de risco.
Diante deste contexto, em janeiro, as emissões de CDBs com maiores taxas passaram longe das rentabilidades de 120%, 140% do CDI, segundo levantamento feito pela plataforma Quantum Finance.
Entre os títulos mais rentáveis do mês passado, os retornos variaram de 108% a 110% do CDI nos pós-fixados e chegaram a 16,50% nos papéis prefixados. Já os títulos com remuneração atrelada à inflação atingiram taxas de até 8,66% + IPCA.
A Quantum mapeou as emissões de maior taxa ao longo de todo o mês de janeiro, e os números mais significativos foram os dos bancos Pleno, Original e Pine.
| Prazo | Taxa máxima | Nº de títulos | Emissor |
|---|---|---|---|
| 3 | 108% | 52 | Banco Pleno |
| 6 | 103% | 54 | Paraná Banco |
| 12 | 108% | 99 | Banco Original |
| 24 | 106% | 55 | BancoSeguro (PagBank) |
| 36 | 110% | 62 | Banco Pine |
A taxa paga por um título de renda fixa, seja ele um CDB ou uma LCA, é definida pela relação de risco e retorno atribuído ao emissor e à sua dívida. Via de regra, quanto maior a remuneração, maior o risco do investimento.
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E o risco pode ser várias coisas: menor liquidez do ativo, vencimento muito longo ou instituição com problemas.
Uma rentabilidade de 108% do CDI em um CDB com vencimento em três meses é uma taxa alta. E chama mais a atenção quando o vencimento em 12 meses recebe a mesma taxa, e o vencimento em três anos é só um pouco maior: 110% do CDI.
Isso porque, quanto maior o prazo, maior o risco. Vencimentos mais longos costumam ter taxas maiores para atrair os investidores, enquanto os prazos mais curtos oferecem remunerações menores, pela menor percepção de risco.
O economista Sérgio dos Santos, especialista em fundos e previdência do Ailos, afirma que a comparação com bancos pares é uma forma de entender se a instituição está pagando um prêmio de risco a mais ou não.
Segundo o levantamento da Quantum, as taxas médias para quase todos os prazos ficaram em 100% do CDI. Somente no maior vencimento, de 36 meses, que a taxa média esticou um pouco para 101% do CDI, indicando uma pequena tendência a rentabilidades maiores.
“Números superiores mostram que a instituição está captando recursos com prêmio de risco. Isso significa que o investidor precisa conhecer seu perfil de investidor, seus objetivos, o risco que ele assume nessa operação e ponderar todos esses fatores”, afirma Santos.
O Banco Pleno, anteriormente Banco Voiter, é um ex-integrante do conglomerado Master. O Pleno foi vendido antes da liquidação extrajudicial do grupo para um ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro no Master, o empresário Augusto Lima.
Lima foi preso no mesmo dia que Vorcaro e é investigado no mesmo inquérito. Em paralelo, o banco Pleno está no radar do Banco Central e do mercado financeiro pelo risco de crédito que ele representa neste momento.
Para Marília Fontes, sócia da Nord Investimentos, os CDBs do Pleno não são uma boa opção de investimento. Não pela possibilidade iminente de mais uma liquidação extrajudicial, mas pelo simples fato de ter opções melhores no mercado.
"Eu acho que é melhor evitar investimentos nesses bancos por cautela. Afinal, tem outros bancos que são mais seguros para o investidor”, diz Fontes, em vídeo da Nord.
A especialista em renda fixa pontua o histórico financeiro do banco, que acumula prejuízos líquidos consecutivos entre os anos de 2018 e 2023. Além disso, a analista destaca a margem financeira negativa neste período, que compromete a saúde do negócio no longo prazo.
O Banco Pleno não tem classificação de risco de crédito pelas principais agências: Fitch, Moody’s e S&P Global.
O Banco Original não está na mira do Banco Central como é o caso do Pleno. No entanto, a instituição enfrenta desafios técnicos que preocupam os analistas.
Segundo Fontes, a carteira de crédito do Original saltou de R$ 7 bilhões em 2019 para quase R$ 20 bilhões atualmente. Em paralelo, a inadimplência aumentou nos últimos anos, exigindo reservas financeiras elevadas, que comprometem a rentabilidade da instituição.
Para a especialista da Nord, o desempenho financeiro é o principal sinal de alerta em relação ao Original, visto os prejuízos líquidos consecutivos registrados no balanço entre os anos de 2019 e 2023.
Entre as agências de classificação de risco, o Original tem rating BBB pela S&P Global, que equivale a grau de investimento.
Por fim, o Banco Pine é a instituição mais bem avaliada entre os emissores de CDBs mais rentáveis de janeiro.
Os analistas da XP avaliam que o banco concluiu um período de ajustes estratégicos e agora opera com um balanço mais robusto, governança fortalecida e maior previsibilidade de resultados. Em 2025, o lucro foi recorde, de R$ 443,6 milhões, um avanço de 72% em relação ao ano anterior.
A criação de valor, segundo a XP, depende da capacidade do banco de ganhar escala mantendo a disciplina em capital e financiamento. Para os analistas, o principal risco neste momento é a deterioração do cenário macroeconômico do país.
A classificação de risco do banco pela S&P é A+ e pela Moody’s é A, com perspectiva positiva.
A estratégia para crédito privado — e CDBs são investimento em crédito privado de bancos — deve priorizar a segurança, segundo os especialistas.
Santos, do Ailos, afirma que bancos médios não devem receber o dinheiro que é a reserva de emergência ou que precisa de liquidez.
“O investidor pode aproveitar essas oportunidades desde que realize uma boa gestão de risco, diversificando seus investimentos e mantendo uma reserva separada. CDBs de bancos médios nem sempre oferecem a liquidez necessária para resgate imediato, muitas vezes sendo necessário resgatar os recursos com prejuízo”, diz.
Além disso, o economista lembra a situação recente com o FGC.
Embora os CDBs do Master tivessem a garantia do fundo, o prazo para ressarcimento foi prolongado, com investidores enfrentando dificuldades até hoje para receber o pagamento.
“A primeira camada de proteção do investidor é a própria instituição em que ele está investindo, sendo imprescindível uma diligência prévia, lendo sobre a instituição, avaliando seus números, pesquisando em sites de notícias e páginas de análises. O FGC deve atuar como uma segurança secundária na tomada de decisão”, afirma.
Marília Fontes aposta quatro indicadores para uma análise do banco emissor do CDB. Para ela, é importante estar atento à saúde financeira e ao histórico da instituição, priorizando sempre a prevenção em vez da remediação.
Os principais critérios para identificar um banco de alto risco e, consequentemente, um CDB arriscado, são:
Lembrando que, se os resultados financeiros do banco não estão disponíveis para avaliação do público, isso também não é um bom sinal.
Para Santos, um pouco de risco na carteira não é um problema: “mais importante do que o título sendo analisado individualmente é como ele se encaixa dentro da estratégia do investidor.”
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