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Medida mira um dos turistas que mais gastam no mundo. Entenda as regras, o impacto no turismo brasileiro e como fica a entrada de brasileiros na China

O Brasil está na moda. No Rio de Janeiro, por exemplo, ouvir idiomas estrangeiros virou cena comum por todos os lados, do Leblon à Zona Norte. Agora, além do inglês, espanhol e francês, o país pode se acostumar com outro idioma, menos comum entre visitantes internacionais: o mandarim.
A partir de 11 de maio, turistas da China não precisarão mais de visto para entrar no Brasil. O anúncio partiu do vice-presidente Geraldo Alckmin na quinta-feira (7), durante o Salão do Turismo, em Fortaleza.
A decisão busca acelerar a chegada de um público cobiçado globalmente. Os chineses lideram o turismo internacional em volume de viagens e gastos totais no exterior. E nem precisa se esforçar para entender o motivo: a China reúne a segunda maior população do mundo e viu crescer, nas últimas duas décadas, uma classe média robusta – os "novos ricos" –, impulsionada pelo avanço econômico do país.
Enquanto destinos europeus já dependem fortemente desse mercado, o Brasil ainda recebe um volume modesto de visitantes chineses. Ainda assim, o movimento mudou de ritmo.
Em 2025, pouco mais de 100 mil chineses visitaram o país, segundo o Ministério do Turismo. Já entre janeiro e março deste ano, a entrada de turistas chineses cresceu 30% na comparação com o mesmo período de 2025, de acordo com a Embratur.
A reação ao anúncio da isenção foi imediata. Segundo a plataforma de viagens Qunar (uma das mais utilizadas na China), as buscas por voos para o Brasil dispararam horas depois da divulgação.
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Às 20h30 de quinta-feira, pesquisas por passagens para o Rio de Janeiro já haviam dobrado em relação à hora anterior e quase triplicado frente ao mesmo período da semana passada. As buscas para Brasília triplicaram na comparação horária e cresceram 4,5 vezes na base semanal.
Entre as cidades chinesas que mais buscaram voos para o Brasil aparecem Xangai, Pequim, Hangzhou, Guangzhou e Chengdu. A rota Pequim–Rio registrou o salto mais expressivo: alta de 6,8 vezes em apenas uma hora.
A nova política chega em um momento favorável para o setor. O Brasil encerrou 2025 com quase 9,3 milhões de turistas estrangeiros, recorde histórico e avanço de 37,1% sobre 2024, segundo o Ministério do Turismo. Com mais conectividade aérea e maior interesse internacional, a entrada de chineses sem visto pode reforçar esse ciclo de expansão, segundo Alckmin.
Sim, desde 1 de junho de 2025. A medida brasileira segue a regra da reciprocidade e responde à decisão adotada pela China em junho do ano passado, quando o país passou a dispensar visto para brasileiros em viagens de curta duração.
Na prática, cidadãos chineses poderão entrar no Brasil sem visto para estadias de até 30 dias em casos de turismo, negócios, trânsito ou atividades artísticas e esportivas. O mesmo vale para brasileiros em viagens à China dentro dessas categorias. Segundo memorando publicado no Diário Oficial da União, a isenção vale até 31 de dezembro deste ano.
Para o turista brasileiro, basta passaporte válido (mínimo 6 meses) e atenção às exigências migratórias usuais, como, por exemplo, passagem de retorno e certificado de vacina contra a febre amarela.
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