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Programa de incentivo português oferece até 3,7 mil euros — e o valor pode aumentar para quem leva a família; brasileiros também podem participar, veja como

Portugal está entre os principais destinos de brasileiros que decidem começar uma vida na Europa. Hoje, cerca de 574 mil deles já têm residência oficial no país, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Mas enquanto Lisboa e Porto costumam concentrar boa parte dos planos de quem pensa em se mudar para lá, poucos sabem que o governo português oferece apoio financeiro para quem troca os grandes centros pelo interior do país.
Desde 2020, Portugal mantém o programa Emprego Interior MAIS, criado pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional de Portugal (IEFP) para movimentar o mercado de trabalho de regiões menos povoadas. Em 2026, o valor inicial do benefício pode chegar a 3.759,91 euros (cerca de R$ 22,5 mi), a depender do tipo de vínculo profissional.
E não acaba por aí. Para cada pessoa do agregado familiar que se mudar junto com o beneficiário, há um acréscimo de 20% sobre o apoio-base. Além disso, o programa prevê 805,70 euros adicionais (R$ 4.833) para ajudar nas despesas de transporte dos bens para a nova residência.
O programa é voltado para quem se muda para uma região do interior de Portugal e passa a trabalhar a partir dali. Isso vale tanto para quem começa um novo emprego quanto para quem transfere o trabalho atual, abre o próprio negócio ou trabalha remotamente.
Podem pedir o benefício desempregados inscritos nos serviços de emprego portugueses, trabalhadores com carteira, autônomos, profissionais remotos e também emigrantes portugueses que tenham vivido fora do país por pelo menos um ano.
O programa admite cidadãos da União Europeia, Suíça e Espaço Econômico Europeu, além de pessoas de outros países que tenham residência legal em Portugal. Entre elas estão, inclusive, trabalhadores estrangeiros que prestam serviços remotamente para empresas sediadas fora do país.
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Pode, mas com duas condições. Primeiro, é preciso ter um visto ou autorização de residência válidos. Além disso, é necessário cumprir os critérios do Emprego Interior MAIS.
Para quem trabalha remotamente, uma das possibilidades de entrada no país é o chamado visto para nômades digitais (Visto D8), voltado a profissionais que exercem atividade à distância. Mas o visto e o benefício são processos distintos: obter autorização para morar em Portugal não significa automaticamente ser aprovado no programa de incentivo.
Além disso, vale lembrar que a mudança não pode ser apenas temporária. Para receber o benefício, a nova residência precisa ser mantida de forma permanente por pelo menos 12 meses.
A mudança também precisa acontecer próxima ao início da atividade profissional: em geral, até 180 dias antes ou depois do começo do novo emprego, da abertura do próprio negócio ou da transferência do trabalho para o interior.

Esqueça Lisboa e Porto. O programa tem uma lista própria de municípios e freguesias elegíveis. A relação oficial de 2026 inclui, por exemplo, todos os municípios dos distritos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Évora, Guarda, Portalegre e Vila Real.
Também entram municípios inteiros ou localidades específicas em outras regiões. No Algarve, aparecem Alcôutim, Aljezur, Castro Marim, Monchique e Vila do Bispo, além de algumas freguesias de Loulé, Silves e Tavira.
Há ainda localidades nos distritos de Coimbra, Leiria, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Viseu, Braga, Aveiro e até Porto — embora, neste último caso, apenas municípios e freguesias específicos, como Baião e algumas áreas de Amarante. Confira a lista completa aqui.

O valor inicial do benefício pode chegar a 3.759,91 euros para quem tem um emprego por tempo indeterminado (o equivalente ao “contrato sem termo” em Portugal) ou para quem abre o próprio negócio e transfere sua atividade para uma região do interior do país.
Já contratos de trabalho temporário com duração mínima de 12 meses e determinados contratos de bolsa de iniciação científica dão direito a um apoio-base de 2.685,65 euros.
O dinheiro também não chega todo de uma vez. O pagamento é dividido em duas etapas: 60% do valor aprovado é pago em até dez dias úteis depois da entrega do termo de aceitação e dos documentos exigidos. Os outros 40% chegam no 13º mês, contado a partir do início do trabalho, da criação do negócio ou da transferência do local profissional.
A candidatura ao Emprego Interior MAIS pode ser feita online, pelo portal do IEFP. O interessado precisa preencher o formulário e enviar os documentos que comprovem sua situação profissional e a mudança para uma região contemplada pelo programa.
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