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DEPOIS DA OPERAÇÃO QUE DEPÔS MADURO

“Precedente perigoso”: Conselho de Segurança da ONU se reúne na segunda (5) para tratar do ataque à Venezuela

Reunião foi convocada após ação militar dos EUA que resultou na prisão de Nicolás Maduro; secretário-geral da ONU alerta para “precedente perigoso”

Imagens Maduro sendo preso
Imagens divulgadas pela Casa Branca mostram Maduro chegando aos EUA, na primeira, e sendo escoltado por 3 agentes da DEA (Agência de Combate a Drogas). - Imagem: Divulgação Casa Branca

O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai marcou uma reunião na segunda-feira (5) para discutir o ataque dos EUA à Venezuela, que depôs o presidente autocrático Nicolás Maduro, em um precedente que o secretário geral da organização internacional, António Guterres, considera como “perigoso”.

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O encontro foi solicitado pela Colômbia com o apoio da Rússia e China. Cabe lembrar que o conselho já se reuniu duas vezes em 2025 para tratar da escalada das tensões entre os países.

“Esta é uma guerra colonial que visa destruir nossa forma republicana de governo, livremente escolhida por nosso povo, e impor um governo fantoche que permita a pilhagem de nossos recursos naturais, incluindo as maiores reservas de petróleo do mundo”, escreveu o embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, ao Conselho de Segurança da ONU, hoje.

Ele disse que os EUA haviam violado a Carta de fundação da ONU, que afirma: “Todos os membros devem abster-se, em suas relações internacionais, da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado”.

A pressão norte-americana sobre a Venezuela vinha se intensificando há meses, quando Washington passou a monitorar de perto embarcações ligadas ao narcotráfico nas proximidades do litoral venezuelano e também no Pacífico latino-americano, ampliou sua presença militar na região e impôs restrições à navegação de navios enquadrados em sanções.

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Nesse movimento, os EUA chegaram a interceptar, no mês passado, dois petroleiros que transportavam óleo bruto venezuelano.

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O ataque à Venezuela

Na noite da última sexta-feira (2), os EUA lançaram um ataque ao país e capturaram Maduro, que será mantido preso em território norte-americano, encerrando mais de uma década do presidente no poder. A esposa dele, Cilia Flores, também foi levada.

Donald Trump, disse que Washington administrará a Venezuela “até o momento em que possamos fazer uma transição segura, adequada e criteriosa”. Não está claro como Trump planeja supervisionar a Venezuela.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez tomou posse também no sábado (3) como nova chefe do governo. Em um tom desafiador, ela chamou a operação do governo de Donald Trump de "agressão militar sem precedentes" e pediu união aos venezuelanos.

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Em um pronunciamento, Rodríguez afirmou que Maduro continua sendo "o único presidente da Venezuela" e chamou de "sequestro" a ação militar dos Estados Unidos em Caracas para capturá-lo.

Trump afirmou que já cogitou negociar diretamente com Delcy Rodríguez e disse que a vice-presidente venezuelana manteve contatos com o senador Marco Rubio. Segundo o presidente dos EUA, ela estaria disposta a aceitar “o que for necessário” por não enxergar outra saída.

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