Candidato a maior estádio do mundo vai custar R$ 2,54 bilhões, está em construção e pode abrigar a final da próxima Copa
O projeto bilionário do Grand Stade Hassan II faz parte dos investimentos marroquinos para sediar a Copa do Mundo de 2030 e impulsionar o turismo no país

A Copa do Mundo de 2026 nem bem terminou e o Marrocos já está olhando quatro anos à frente. O país está construindo o que se espera ser o maior estádio do planeta para sediar o Mundial de 2030 em conjunto com Portugal, Espanha, Paraguai, Argentina e Uruguai.
Trata-se do Grand Stade Hassan II, um empreendimento projetado para receber 115 mil torcedores. As obras estão cobrindo um terreno de 100 hectares na cidade de El Mansouria, na província de Benslimane, 38 quilômetros ao norte de Casablanca.
O projeto supera o maior estádio de futebol do mundo atualmente, o Rungrado Primeiro de Maio, localizado na Coreia do Norte. Com capacidade oficial para 114 mil pessoas, o espaço também é usado para eventos além do futebol.

Arquitetura inspirada na tradição
A estrutura do Grand Stade Hassan II foi projetada pelos escritórios de arquitetura Oualolou + Choi e Populous inspirados pelo conceito de “Moussem”, uma celebração festiva tradicional do Norte da África, que envolve o comércio e a cultura local.
O design utiliza o arquétipo da tenda, um espaço de encontro do festival, para basear a arquitetura do estádio.
A tenda será feita por “uma rede de cabos sustentando toldos de alumínio, apoiada por um anel de 32 torres de escada, formando pórticos monumentais que sustentam o grande saguão”, de acordo com o site oficial dos arquitetos.
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Além da tenda, a estrutura deve contar com jardins de climatização em plataformas elevadas a 28 metros do solo, e jardins botânicos ao nível do solo, criando uma ambientação de oásis.
A ambição dos marroquinos vai além da construção do maior estádio do mundo na atualidade. O objetivo é convencer a Fifa a realizar a final da Copa do Mundo de 2030 Grand Stade Hassan II.

Estrutura vai além do futebol
De acordo com a gestora do estádio, a Empresa Nacional para a Realização e Gestão de Instalações Desportivas (Sonarges), a previsão de entrega do estádio é 2028, dois anos antes da Copa.
O gramado do campo será híbrido natural e a iluminação terá o padrão A da FIFA.
Além de ser a nova casa da seleção marroquina de futebol, o espaço será um complexo urbano e desportivo.
O empreendimento contará com uma piscina olímpica integrada, um estádio auxiliar de atletismo com capacidade para 25 mil pessoas, um centro de convenções e um centro comercial, além de um hotel.
A área VIP projetada possui mais de 6 mil m².
A expectativa do governo marroquino é que o espaço seja usado para a final da Copa do Mundo, que completará 100 anos em 2030. Na disputa, o estádio deve competir contra o Santiago Bernabéu, em Madri, e o Camp Nou, em Barcelona.
Além do Grand Stade Hassan II, outros seis estádios do Marrocos devem receber os jogos do torneio.

Bilhões para sediar a Copa do Mundo
O financiamento público para a construção foi aprovado em 2023. O custo estimado é de US$ 500 milhões. Isso equivale a R$ 2,54 bilhões na cotação atual.
O orçamento total do governo do Marrocos com vistas à Copa do Mundo de 2030 é estimado em US$ 6 bilhões. O montante abrange investimentos em infraestrutura, inclusive ampliação de aeroportos, expansão ferroviária e aumento de 20% da capacidade hoteleira.
O governo local também espera impulsionar o turismo, que atualmente representa 7% do PIB do país.
Em 2025, o Marrocos bateu seu próprio recorde de turistas, recebendo quase 20 milhões de pessoas, segundo o Ministério do Turismo do país.
*Com supervisão de Ricardo Gozzi
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