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BARRADOS NO BAILE DE TRUMP

EUA barram emissão de vistos para brasileiros, idosos e pessoas obesas; confira os detalhes da medida que afeta 75 países

No total, Brasil e mais 74 países são alvo do endurecimento da política anti-imigração de Trump, que já revogou o recorde de mais de 100 mil vistos desde que voltou à Casa Branca, em janeiro do ano passado

Imagem criada por IA tem a bandeira dos EUA ao fundo, Trump do lado direito, segurando uma placa escrito "cancelado" e, do lado esquerdo, uma mão segurando um passaporte com o visto cancelado por um X vermelho.
Imagem criada por inteligência artificial - Imagem: ChatGPT

Se você tem planos de viajar para os EUA, eles correm o risco de não acontecer caso você ainda não tenha visto — e, dessa vez, não será a disparada do dólar ou o reajuste nos valores da emissão de passaporte os responsáveis por isso, e sim Donald Trump.

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Sob orientação do republicano, o Departamento de Estado norte-americano determinou que seja suspensa a emissão de visto para cidadãos de 75 países, entre eles, o Brasil. A informação foi dada em primeira mão pela Fox News. A proibição passa a valer no próximo dia 21 e não tem prazo de validade.

A ideia é impedir estrangeiros considerados propensos a requererem benefícios sociais nos EUA de entrarem no país.

A decisão também prevê que idosos ou pessoas com sobrepeso possam ter seus pedidos negados, assim como quem já recebe ajuda financeira do governo.

Além do Brasil, a lista de 75 países inclui Somália, Rússia, Afeganistão, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia e Iêmen.

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O que Trump quer com isso?

O congelamento de vistos não atinge turistas e nem viagens a negócios, segundo o Departamento de Estado norte-americano. De acordo com o governo Trump, a suspensão valerá apenas para imigrantes.

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  • O visto de turista faz parte da categoria de "não imigrante", assim como os vistos de trabalho temporário, estudos, intercâmbio e negócios.

Atualmente, os EUA fornecem mais de 60 tipos de visto de entrada, que permitem a um cidadão estrangeiro ingressar no país.

O Departamento de Estado norte-americano informou ainda que orientou os consulados a recusarem os vistos de acordo com a legislação vigente, enquanto o órgão revisa os procedimentos de triagem.

Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, diz que ainda é muito cedo para entender as reais intenções de Trump com a decisão, mas deu pistas do que pode estar por vir.

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“Não acho que a notícia tem potencial, pelo menos não agora, de mexer significativamente com os mercados. Acredito que, provavelmente, deve se tratar da volta do Taco”, afirma.

Taco é a sigla para Trump Always Chickens Out, que significa “Trump sempre amarela” ou “Trump sempre recua”. Foi popularizada em maio do ano passado pelo Financial Times para satirizar a tendência de Trump de anunciar medidas duras, como tarifas, e depois voltar atrás ou suavizá-las sob pressão.

Por aqui, os mercados estressaram com a notícia. O Ibovespa chegou a devolver parte dos ganhos e o dólar à vista ganhou força.

O pente fino nos EUA

Conseguir um visto para entrar nos EUA nunca foi simples ou fácil — o pente fino na emissão não é uma orientação nova do Departamento de Estado norte-americano, mas ganhou força em novembro do ano passado.

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Na ocasião, um documento enviado às embaixadas e consulados dos EUA em todo o mundo já instruía os funcionários a aplicarem regras mais abrangentes de triagem sob o que chamam de “encargos públicos” da lei de imigração.

De acordo com aquelas orientações, os vistos deveriam ser negados a solicitantes considerados propensos a depender de benefícios públicos, levando em consideração a situação financeira, a proficiência em inglês e necessidades de cuidados médicos.

A ideia do governo Trump é impedir que estrangeiros se tornem um fardo financeiro para o Estado.

Revogação de vistos em massa

O Departamento de Estado norte-americano informou na semana passada que mais de 100 mil vistos haviam sido revogados desde que Trump voltou à Casa Branca, há quase um ano.

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De acordo com o órgão, o número representa um aumento de 15% com relação a 2024 e um recorde para os EUA.

Tommy Pigott, porta-voz adjunto do Departamento de Estado norte-americano, disse que o principal motivo para os cancelamentos eram permanência no país além do prazo, agressão, furto e direção sob uso de álcool.

Vale lembrar que, além da suspensão ou revogação de vistos, a política anti-imigração de Trump também envolve a ampliação de deportações, inclusive de estrangeiros com vistos válidos.

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