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TOUROS E URSOS #261

EUA vs. Irã: petróleo, dólar e Bolsa — o que muda para o investidor no Brasil

Frederico Sampaio, CIO da Franklin Templeton, participou do podcast Touros e Ursos, do Seu Dinheiro, e fala sobre três cenários possíveis para a guerra no Oriente Médio e os efeitos para o mercado brasileiro

O conflito que envolve Estados Unidos, Israel e Irã vem derrubando os mercados, que tentam se agarrar a qualquer sinal de trégua depois das fortes perdas da semana. Frederico Sampaio, CIO da Franklin Templeton, olha com cuidado para o cenário.

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O executivo com mais de US$ 1,5 trilhão sob gestão enxerga três possibilidades para o desenrolar da guerra no Oriente Médio.

O mais provável para ele, é um conflito rápido, semelhante ao que ocorreu entre os mesmos países no ano passado, com encerramento em um período curto.

“A gente trabalha com uma probabilidade de 50% para esse cenário”, afirma Sampaio no mais recente episódio do podcast Touros e Ursos.

Caso esse cenário se concretize, o CIO diz que o mercado deve retornar para o patamar onde estava antes.

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“No longo prazo, se o regime cair efetivamente, podemos ter um dólar ainda mais baixo do que antes dos ataques”.

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As duas outras alternativas envolvem uma guerra mais longa. A diferença entre esses cenários é o Estreito de Ormuz, que pode se manter aberto para o fluxo comercial ou ser fechado. No pior cenário, o executivo vê o Brent, petróleo usado como referência no mercado internacional e também pela Petrobras (PETR4), negociado na casa dos US$ 100.

Antes desses episódios, a commodity seguia abaixo dos US$ 70, mas subiu e ultrapassou US$ 80 nos últimos dias. Nesta quarta-feira (4), o Brent fechou cotado a US$ 82,47 o barril.

E o Brasil nessa história?

O Brasil está em uma região onde não há conflitos geopolíticos, o que é um grande atrativo para o capital estrangeiros, de acordo com Sampaio.

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Mas o gestor faz um alerta: caso o conflito se estenda no Oriente Médio, pode haver uma fuga de ativos de risco no mundo todo, algo que seria negativo para a bolsa brasileira que, desde o ano passado, tem visto a entrada de uma enxurrada de recursos gringos.

A procura por mais segurança tende a seguir o roteiro tradicional, segundo Sampaio.

“O ouro já subiu muito, mas se beneficia nesse contexto”, afirma ele, que vê a alta do dólar como consequência desse movimento.

No Brasil, o conflito é outro

Segundo o gestor, por aqui o "conflito" será outro, já que teremos eleições para a presidência da República em outubro deste ano.

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Ao menos por enquanto, Sampaio está tranquilo: “o tema eleição ainda não é um tema”.

Em sua visão, isso deve começar a mudar somente depois de abril, quando houver uma definição em relação aos candidatos que estarão no pleito, e as pesquisas começarem a refletir melhor a realidade.

Por enquanto, o executivo segue otimista com investimentos em bancos e utilities, aquelas que prestam serviços públicos — ele destaca o setor de energia elétrica, principalmente a Axia (AXIA3), antiga Eletrobras.

“A gente gosta muito do tema do preço de energia subindo.”

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Quem mandou bem e quem foi mal na semana

Em todos os episódios do podcast, apresentadores e convidados escolhem seus touros e ursos da semana, que são os destaques positivos e negativos.

O Bradesco (BBDC4) foi um dos elogiados, após reorganizar os negócios de saúde, que estavam espalhados em diversas subsidiárias. Agora, eles serão concentrados na Bradsaúde, uma empresa que já nasce com lucro líquido estimado em R$ 3,6 bilhões.

Do lado dos ursos, o Pão de Açúcar (PCAR3) foi um dos citados pelos participantes.

Na última semana, a companhia reportou resultados com a continuação de uma dívida crescente. Logo depois, a Delloite afirmou que há “incerteza relevante” sobre a continuidade operacional da empresa.

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Para conferir as análises de Frederico Sampaio na íntegra e saber mais sobre os touros e ursos da semana, confira o podcast:

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