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O banco mexeu na carteira do mês para tentar capturar a onda de crescimento da economia norte-americana, e uma das novidades é a Tesla de Elon Musk; entenda as teses de investimento

O Ibovespa vive um momento de glória, renovando recordes históricos impulsionado por uma enxurrada de capital estrangeiro. Com o gringo carimbando o passaporte na bolsa brasileira, o investidor local também olha para fora em busca de diversificação. Por isso, o BTG Pactual decidiu recalibrar a rota internacional para fevereiro.
A ordem do dia no banco é clara: subir o risco. Em relatório recente, os analistas do BTG decidiram elevar a exposição a ativos com maior sensibilidade ao crescimento econômico, deixando de lado o tom defensivo que marcou períodos anteriores.
A leitura é de que, com a economia norte-americana crescendo acima do esperado e o mercado de trabalho estável, não dá mais para ficar voando baixo.
A surpresa positiva com a indicação de Kevin Warsh para o comando do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) ajudou a selar o destino dos ativos defensivos, que perderam espaço para empresas de crescimento.
As grandes novidades do mês na carteira de Brazilian Depositary Receipts (BDRs) do BTG para fevereiro são a Tesla (TSLA34) e a Royal Caribbean (R1CL34).
A entrada da empresa de Elon Musk não é apenas sobre carros elétricos, mas sim sobre o que o banco chama de "IA física" — robôs humanoides e veículos autônomos.
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Já a Royal Caribbean entra para pegar carona no consumo discricionário. O banco aposta que, com as restituições de impostos nos EUA subindo entre 20% e 30% em 2026, o norte-americano vai trocar o sofá pela cabine de um cruzeiro.
Para dar lugar aos novos integrantes, a Berkshire Hathaway de Warren Buffett — que não combina com o novo perfil de risco mais arrojado — e o Morgan Stanley foram convidados a retirar-se.
No setor financeiro, o BTG prefere o Goldman Sachs, vendo no banco uma assimetria melhor para capturar a volta das ofertas iniciais de ações (IPOs) e fusões.
Apesar das trocas, o coração da estratégia do BTG continua sendo a tecnologia, que abocanha 38% da carteira de BDRs.
Nomes como Nvidia (NVDC34), Microsoft (MSFT34) e Alphabet (GOGL34) seguem firmes, sustentados pela liderança estrutural em inteligência artificial (IA) e computação em nuvem (cloud)
Confira abaixo a lista completa de BDRs recomendados pelo BTG Pactual para fevereiro de 2026:
| Empresa | Ticker (BDR) | Tese de investimento |
|---|---|---|
| Microsoft | MSFT34 | Liderança em IA e expansão da nuvem (Azure) |
| Nvidia | NVDC34 | Domínio absoluto em chips para Data Centers e IA |
| Amazon | AMZO34 | Combo de AWS (nuvem) e força no streaming/varejo |
| Meta Platforms | M1TA34 | Geração de caixa via publicidade e foco no metaverso |
| Alphabet | GOGL34 | Liderança em buscas e crescimento do YouTube/Google Cloud |
| Broadcom | AVGO34 | Visibilidade alta em semicondutores para IA |
| Tesla | TSLA34 | Veículos autônomos, robôs e expansão de margens em energia |
| Royal Caribbean | R1CL34 | Retomada do consumo e expectativa de maiores restituições nos EUA |
| Goldman Sachs | GSGI34 | Veículo principal para capturar a volta dos IPOs e M&A |
| Walmart | WALM34 | Ativo defensivo de alta qualidade com força no e-commerce |
| Eli Lilly | LILY34 | Crescimento em saúde (medicamentos para obesidade e diabetes) |
| TSMC | TSMC34 | Peça central da cadeia global de semicondutores |
| Newmont | N1EM34 | Proteção em ouro e hedge contra riscos geopolíticos |
| Raytheon (RTX) | RYTT34 | Beneficiária do aumento estrutural nos gastos globais com defesa |
A tecnologia segue sendo o coração da estratégia, representando 38% das sugestões.
Para o BTG, empresas como Microsoft, Nvidia e Broadcom possuem uma liderança estrutural que dificilmente será abalada no curto prazo, servindo como a base de crescimento para quem busca exposição ao mercado internacional.
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