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Isabelle Miranda

Isabelle Miranda

Jornalista com pós-graduação em Literatura, Artes e Filosofia. Atua como repórter nos portais de notícias Money Times e Seu Dinheiro, onde também já trabalhou como Analista de SEO.

PLANOS DA META

WhatsApp e Instagram pagos? Meta quer começar a cobrar por certas funções

A Meta começa a testar assinaturas nos seus principais aplicativos, mantendo o básico grátis, mas cobrando por controle e IA

Isabelle Miranda
Isabelle Miranda
29 de janeiro de 2026
14:33 - atualizado às 14:16
Meta quer cobrar para usar Instagram Facebook e WhatsApp
Meta quer cobrar para usar Instagram, WhatsApp e Facebook -

Durante mais de uma década, o acordo foi simples: você usa o WhatsApp, o Instagram e o Facebook de graça e paga com atenção, dados e anúncios. Agora, a Meta sinaliza que esse contrato começa a mudar. 

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A empresa de Mark Zuckerberg admitiu ao portal TechCrunch que pretende testar planos pagos nos três aplicativos, oferecendo acesso a recursos exclusivos. 

As funções essenciais continuarão gratuitas, mas quem quiser mais controle, mais ferramentas ou mais inteligência artificial pode precisar colocar a mão no bolso.  

O fim da gratuidade absoluta do WhatsApp

De acordo com a Meta, os testes de assinaturas serão implementados gradualmente nos próximos meses, com pacotes diferentes para cada plataforma. A ideia é criar uma camada “premium” sem desmontar a base gratuita que sustenta o alcance global dos aplicativos.  

Em outras palavras: ninguém será obrigado a pagar para continuar usando o WhatsApp, o Instagram ou o Facebook. Mas quem quiser funcionalidades avançadas passará a ter essa opção. 

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O que a Meta considera ‘funcionalidades avançadas’?

A Meta não detalhou oficialmente quais recursos estarão incluídos, mas vazamentos e análises de versões em desenvolvimento dão pistas do caminho.  

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No caso do Instagram, testes internos indicam funções como: 

  • Listas ilimitadas de público 
  • Identificação de seguidores que não seguem de volta 
  • Visualização de stories sem notificar o autor 

Já no WhatsApp, a expectativa do mercado gira em torno de ferramentas avançadas de organização, automação e uso de IA, especialmente para usuários intensivos e pequenos negócios.  

No Facebook, o foco tende a ser produtividade, gerenciamento de conteúdo e integração com recursos inteligentes.  

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Não confunda com o selo azul

A Meta faz questão de separar as coisas. Esse novos planos não substituem o Meta Verified, lançado em 2023, voltado principalmente a criadores e empresas, com selo de verificação, suporte prioritário e proteção contra falsificação.  

As novas assinaturas seriam pensadas para usuários comuns, que não necessariamente produzem conteúdo profissional, mas querem mais recursos do que a versão gratuita oferece. 

A IA como motor do plano

Por trás da cobrança está a aposta mais óbvio da empresa: inteligência artificial. A Meta deixou claro que as assinaturas fazem parte de uma estratégia mais ampla de investimentos em IA, integrando agentes inteligentes aos aplicativos.  

Está nos planos da companhia colocar entre os recursos pagos os agentes de IA da Manus, startup adquirida pela Meta no fim de 2025 por cerca de US$ 2 bilhões. 

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A empresa também avalia modelos “freemium” para ferramentas de criação com IA, como geração e remixagem de vídeos, mantendo acesso básico gratuito e cobrando por recursos avançados.  

A Meta não está sozinha

O plano global não nasce do zero. Desde 2023, a Meta já oferece, em países da União Europeia, a opção de pagar para usar Instagram e Facebook sem anúncios, em resposta às regras de privacidade do bloco.  

E a Meta não está sozinha, outras plataformas já caminharam nessa direção: 

  • O X cobra por recursos avançados 
  • O LinkedIn construiu boa parte da sua receita em assinaturas premium 

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