Depois do tombo de 99% na B3, Sequoia (SEQL3) troca dívida por ações em novo aumento de capital
Empresa de logística aprovou um aumento de capital via conversão de debêntures, em mais um passo no plano de reestruturação após a derrocada pós-IPO

Depois de anos navegando em mares revoltos, a Sequoia Logística (SEQL3) tenta, aos poucos, aliviar o peso que ajudou a afundar as ações na bolsa. O mais recente movimento nessa direção foi a aprovação de um aumento de capital de R$ 105,9 milhões.
A operação não se deu por meio de dinheiro novo no caixa, mas pela conversão facultativa de debêntures em ações. Na prática, trata-se de mais um passo para trocar dívida por fôlego financeiro.
A transação foi autorizada pelo conselho de administração em 29 de dezembro de 2025 e faz parte do processo de reestruturação da empresa.
O aumento de capital ocorreu dentro do limite de capital autorizado, com exclusão do direito de preferência dos acionistas.
O aumento de capital
A conversão das debêntures é uma etapa prevista no plano de recuperação extrajudicial da Sequoia e tem dois objetivos centrais: reduzir o passivo com credores não financeiros e reforçar a estrutura de capital da companhia, fragilizada após anos de resultados pressionados.
Com a operação, foram emitidas 601.569 novas ações ordinárias, ao preço de R$ 0,88 por papel — valor já ajustado após o grupamento das ações.
Leia Também
Os papéis são nominativos, escriturais e passam a ter os mesmos direitos das ações já em circulação.
Após o aumento de capital, o capital social da Sequoia subiu de R$ 1,48 bilhão para R$ 1,58 bilhão. Já o número total de ações passou de 11,38 milhões para 11,98 milhões.
Enquanto isso, o "efeito colateral” do movimento é conhecido: segundo a companhia, a principal consequência da operação é a diluição da participação dos acionistas que optaram por não converter seus créditos em ações.
A reestruturação de dívidas da Sequoia (SEQL3)
O novo aumento de capital é apenas mais um capítulo de uma trajetória marcada por excesso de otimismo e uma virada radical de cenário.
A Sequoia Logística estreou na B3 em 2020, ainda durante a pandemia de covid-19, surfando o crescimento acelerado do comércio eletrônico.
Mas o que parecia uma avenida de crescimento se transformou em um labirinto. A empresa foi duramente atingida pela crise das varejistas on-line, pela desaceleração do consumo e por uma estratégia de expansão que não se sustentou quando o ciclo de alta de juros ganhou força.
Essa derrocada se refletiu na bolsa. Em 2023, as ações da Sequoia chegaram a despencar quase 90% no ano, levando a companhia a negociar um acordo de renegociação de dívidas com bancos e investidores de debêntures em dezembro daquele ano.
Desde o IPO, o tombo acumulado chega a cerca de 99%. Hoje, a Sequoia vale apenas R$ 24,8 milhões na B3.
A companhia vem trabalhando em uma trajetória de recuperação desde então. Em outubro de 2024, a empresa iniciou um novo processo de reestruturação, desta vez focado em dívidas não financeiras
O movimento avançou em março de 2025, quando credores que representavam 53,9% dos R$ 295 milhões em créditos reestruturados aderiram ao plano. A maior parte desses credores era formada por ex-fornecedores de linhas de negócio que foram interrompidas por falta de rentabilidade.
Com a aprovação judicial do plano pela Justiça, a Sequoia conseguiu converter e reperfilar esses compromissos. O resultado foi um desembolso total de R$ 31,17 milhões ao longo de 2025.
Em novembro de 2025, a Sequoia anunciou mudanças no alto escalão, com a eleição de Leopoldo de Bruggen e Silva, que já atuava como diretor financeiro (CFO), como novo diretor presidente da companhia.
*Com informações do Money Times.
TOUROS E URSOS #286
Casas Bahia, Habib’s e mais: por que tantas empresas no Brasil estão quebrando?
4 de setembro de 2026 - 15:33MUDANÇAS EM BRASÍLIA
IRB (IRBR3): essa mudança de lei pode colocar mais de 20% de valorização no bolso de quem tem a ação; entenda
4 de setembro de 2026 - 11:02NOVA PROVA DE FOGO?
Sabesp (SBSP3) decepcionou no 2T26, mas ação ainda pode subir 40%; XP revela o que falta para destravar a alta
4 de setembro de 2026 - 10:30EXPANSÃO INTERNACIONAL
Revolut bate à porta de Wall Street: fintech recebe aval para virar banco nos EUA até 2027
3 de setembro de 2026 - 16:24DA ÁGUA PARA O VINHO
Duplo twist carpado: BofA dá ‘duplo upgrade’ em Magazine Luiza (MGLU3) após disparada da ação e acordo com Mercado Livre
3 de setembro de 2026 - 15:25MAIS UMA LIQUIDAÇÃO
Adeus, Trustee: BC liquida distribuidora ligada ao caso Banco Master; Banvox também entra na lista
3 de setembro de 2026 - 12:42SD ENTREVISTA
Wiz Co (WIZC3) quer transformar a carta de consórcio em passaporte para um mercado de R$ 500 bilhões
3 de setembro de 2026 - 12:33LIDERANÇA DE DÉCADAS
Após 24 anos, Steinbruch deixa cargo de CEO da CSN (CSNA3) e outro peso-pesado assume; ação dispara no Ibovespa
3 de setembro de 2026 - 9:08CEDO PARA COMEMORAR?
Banco do Brasil (BBAS3): por que nem a melhora do agro convence a XP a investir na ação?
2 de setembro de 2026 - 15:08BOM PRA CACHORRO
Petz Cobasi (AUAU3) mostra os dentes — veja por que Itaú BBA vê potencial de alta de 32% para a ação
2 de setembro de 2026 - 13:20DOIS 'TIMES' PARA AS ELEIÇÕES
Lula x Flávio Bolsonaro: Citi revela as ações favoritas de bancos se Lula vencer — e onde aposta se Flávio levar
2 de setembro de 2026 - 11:22HISTÓRIA DE UM CASAMENTO
O divórcio saiu: Azzas 2154 (AZZA3) será dividida entre Arezzo&Co e Soma — e Farm fica em ‘guarda compartilhada’
2 de setembro de 2026 - 10:19PARCERIA ESTRATÉGICA
Rede D’Or (RDOR3) e Bradsaúde (SAUD3) desembarcam em Minas Gerais com negócio de R$ 130 milhões pelo Biocor
2 de setembro de 2026 - 10:19NÃO PODE CONTRA, JUNTE-SE
Magazine Luiza (MGLU3) se junta ao Mercado Livre (MELI34) para recuperar vendas online — mas Fred Trajano tem outra aposta para o longo prazo
2 de setembro de 2026 - 9:32SE NÃO MINÉRIO, QUEM VAI FAZER VOCÊ FELIZ?
O novo motor de crescimento da Vale (VALE3): por que a aposta em metais de transição é tão importante para a mineradora?
2 de setembro de 2026 - 6:01SD EXPLICA
A Braskem (BRKM5) quebrou? Entenda a crise na petroquímica e saiba se Petrobras (PETR4) pode pagar a conta
1 de setembro de 2026 - 17:30FICOU BARATA?
Safra volta a recomendar Bradsaúde (SAUD3) após tombo na bolsa. Por que o banco vê espaço para alta de mais de 35%?
1 de setembro de 2026 - 15:02O QUE MUDA AGORA
Ri Happy é vendida pela gestora SPX e tem novo CEO menos de um mês depois de divulgar nova estratégia
1 de setembro de 2026 - 14:30ANOTE NA AGENDA
Santander (SANB11) diz quando deve fechar o capital no Brasil; confira o prazo dado pelo banco espanhol
31 de agosto de 2026 - 20:18CORRIDA PELO PRIVATE